Maratona de Berlim 2013

Maratona de Berlim 2013

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Finalizando e analisando o desafio



Alguns pensamentos a mais sobre esse ciclo de preparação para a Meia-Maratona e a prova:

a) a musculação: Identifiquei que tinha uma grande fraqueza muscular. Isso, muito provavelmente era causa de muitas contusões. Assim, fui aumentando a quantidade de carga que consigo levantar em cada exercício e fiquei com músculos muito mais fortes. É impressionante como minha recuperação muscular melhorou e me sinto muito melhor após cada treino. A musculação teve papel essencial em tudo.

b) o peso:  Aqui eu acho que houve um erro de estratégia meu que foi colocar a meta em termos de peso. Devia ter sido algo como % de gordura ou circunferência abdominal. Em um determinado momento creio que ganhei músculos que pesaram na medida. De qualquer jeito, cheguei na metade da meta, o que foi um grande avanço. Meu % de gordura está entre 16% a 18%. Acredito que reduzindo para 12% poderia ganhar ainda mais em performance.

c) o método: Segui o método do ironguides. Teve mais pontos positivos que negativos. Acho que ele é muito bom para ganhar resistência, e razoável para velocidade. Provavelmente para a maratona será uma boa, já que, principalmente para a primeira prova na distância, o primeiro fator é mais importante que o segundo.

d) a prova: Já citei no post anterior. Acho que a alimentação no dia foi um erro grave. Por outro lado, acho que a ingestão de carboidratos nos 3 dias anteriores foi muito acertada e pretendo repetir no futuro. Acredito que tenha sido um problema a época do ano para essa prova, mas no dia acabei dando sorte que o sol só "deu as caras" após a sua conclusão.

e) a distância: Descobri que gosto demais de meia-maratona. Os treinos são longos, mas bem administráveis dentro de uma rotina familiar e a prova não é tão curta. Confesso que já até cogito a possibilidade de fazer uma boa meia no meio do ano que vem e deixar para estrear na maratona só no fim do ano. Tenho que pensar melhor a respeito.

Agora minha meta final do ano é ser um sub-50 nos 10k, em prova que acontecerá em 3 semanas, dentro do desafio da Contra-Relógio. Depois é a festa de fim de ano na Pampulha... e vamo que vamo!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Relato de prova: Athenas 3ª etapa RJ: 21.1 km

a meta alcançada
o plano inicial

Quanto vale se preparar durante 13 semanas com um objetivo específico e conseguir seu melhor? Quanto vale controlar a alimentação durante esse tempo? Quanto vale acordar às 5:30h, sendo que poderia acordar às 7:00h, religiosamente, de segunda a sexta? Quanto vale acordar no sábado às 6:00h? Quanto vale ir dormir cedo, mesmo no dia daquele jogo de futebol do seu time que não daria para perder? Quanto vale sentir que vai morrer nos treinos de tiro? Quanto vale, por duas vezes na semana, acordar cedo só para fazer musculação? Quanto vale congelar seus pés no gelo inúmeras vezes para tratar um dedo dolorido? Ao longo dessa semana tentarei ir buscando as respostas, que começam hoje com esse post.


Na semana havia feito apenas dois treinos leves, já que esta última semana é de polimento, não é o momento de melhorar nada. Pela primeira vez chegava na prova como deveria. Com exceção de 3 dias parados por causa de uma pequena contusão no dedo, havia seguido tudo que estava indicado na planilha.

Fiz uma dieta de carboidratos nos 3 dias anteriores à prova, depois que li que não devíamos comer mais calorias do que estávamos acostumados, apenas garantir que a fonte principal delas, nesses dias que antecedem a competição, seria o carboidrato, ao invés da proteína ou da gordura. Aí, para mim, a teoria fez sentido. Sempre li que devíamos comer carboidratos, mas aí o que eu via as pessoas fazendo era se encher de massa, ganhando peso antes da prova. Aí não fazia sentido. Com essa nova leitura resolvi seguir a recomendação.

Tinha dúvidas. Não sabia o que daria para fazer na prova. A previsão era de sol a pino, com temperatura chegando aos 34º. Outra coisa foi que os treinos do IronGuides me deixaram um pouco confusos, pois eles fogem do comum, e acabaram me deixando meio que sem parâmetro para saber o ritmo que daria para imprimir. Na véspera achava que se conseguisse repetir 1h54' que havia conseguido em treino, já estaria muito bom.

As coisas começaram difíceis no dia da prova. Acabei me alimentando demais antes e ainda comendo um torrone segundos antes da largada. Erro grave. Nunca faça nada na prova que não foi praticado em treinos antes. Sabia disso, mas fui teimoso e paguei caro pelo erro.

Fui para a prova com meu amigo Borges e antes da largada, encontrei meus amigos André, Elis e Guilherme (da academia), que passaram aquela energia positiva. Dessa vez, entretanto, fiz a prova sozinho.

Coloquei o GPS para completar a prova em 1h52', o que dava um pace em torno de 5'15". Comecei a prova, entretanto, e logo vi que não estava bem. Toda aquela comida me deixava lento, e "conversava" com o torrone a toda hora. Tentei beber um pouco de água no primeiro posto, com cerca de 3 km, até para ver se melhorava, mas o efeito foi o inverso. Me sentia enjoado. Acabaria por fazer a prova inteira praticamente sem água, com exceção de um gole ou outro muito pequeno em alguns momentos, e sem comer nada. Tentava seguir mais ou menos o ritmo proposto, mas ficava um pouco atrás. O pior mesmo era aquela sensação ruim de uma digestão mal feita. Mas seguia. Completei os 5 primeiros quilômetros, onde havia a única ladeira da prova, com pace de 5'19"/k.

Por sorte o tempo estava bastante nublado, algo não previsto. Ainda que estivesse quente, e tenha aproveitado os postos para jogar água na cabeça, o calor era muito inferior ao que imaginava. Isso era muito bom e certamente teve uma parcela grande do sucesso na prova. Sem falar que, como não conseguia beber água, poderia ter tido um problema grave caso o calor fosse muito forte.

Outras coisas que ajudaram foram a ótima organização, bem como o número de corredores, inferior às outras meias. Por conta disso foi possível correr desde o início sem atrapalhar nem ser atrapalhado por ninguém. Outra coisa que consegui fazer muito bem foi tangenciar o percurso. Percebo como o pessoal se atrapalha com isso, poucos são os que fazem um percurso reto entre uma curva e outra. Dessa vez, por ter pouca gente, conseguia fazer um percurso quase perfeito. Por conta disso o GPS marcou 90 metros a menos na distância

Voltando à prova, o cenário não mudou muito até o quilômetro 10k, corrido na Perimetral e completei um pace acumulado de 5'22"/k até ali. Estava sofrido. Completei a metade em cerca de 56'10". Isso, se repetido na segunda metade, daria um tempo pouco acima da meta 1h52'. Como não conseguia comer nem beber nada, entretanto, temia não conseguir completar ou me arrastar ao final.

A partir daí , entretanto, comecei a experimentar uma ligeira melhora. Quando cheguei ao 15k vi que tinha bastante perna ainda e concluí que podia tirar um pouco do tempo que havia perdido.

Cheguei ao 16k e fazendo uma conta rápida vi que, se fizesse 5'/k a partir dali, talvez não só a meta seria possível, como poderia chegar abaixo de 1h50'. Essa passou a ser meu novo objetivo. Ainda que o desconforto gástrico continuasse, percebi que as pernas estavam ótimas, o que creditei, em parte aos carboidratos dos últimos dias além dos treinos, e fiz uma corrida de recuperação. Consegui completar os 5 últimos quilômetros em 4'58", 5'03", 5'00", 4'57" e 4'45". Cheguei bastante cansado do sprint final, mas consegui finalmente comer alguma coisa assim que cruzei a linha de chegada. A partir daí fui me recuperando. Meu ritmo total foi 5'11"/k, algo que nem em sonho eu imaginei ser possível.

Quanto à organização da prova, os pontos positivos foram todo o processo de inscrição, retirada dos kits e a organização no dia, com água gelada em todos os postos. De negativo, apenas o gatorade (que não tomei) em copo aberto.

Ao final encontrei minha amiga Elis e o Jorge Maratonista, bem como conheci outros corredores. Esse astral é bom demais.

Encontrei, também a família me esperando, o que é sempre especial! Agradeço especialmente a minha amada esposa pelo apoio nesse ciclo de preparação!

O tempo que consegui, de 1h49'20", foi 9 minutos abaixo do meu recorde anterior em prova, na Meia-Maratona do RJ do ano passado. Sensacional! Gostei demais de todo esse perído de preparação e de finalmente ter conseguido fazer uma meia-maratona mais condizente com meu potencial. Fiquei muito feliz com tudo!




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

13 semanas depois

Finalmente neste domingo termina minha preparação e a bola rola para valer na Meia Maratona do Circuito Athenas.

Foram 13 semanas ótimas, onde melhorei muito como corredor e me preparei como devia. Há 2 semanas fiz meu melhor treino de longão, fechando a meia em 1h54', ou 4' abaixo do meu recorde. Tudo indicava que, na prova, forçando um pouco mais, algo entre 1h50' e 1h52' seria possível.

Eis, entretanto, que a previsão do tempo derrubou essa expectativa. Para domingo espera-se uma temperatura entre 19º e 34º, com sol a pino. Como a prova tem pouquíssima sombra, com quase metade ocorrendo no viaduto da perimetral, terei que rever meu plano. Decidirei o ritmo na hora, a se confirmar essa expectativa. Esse era um risco que corria, ao planejar a prova para essa época do ano. Não faz mal. Depois conto por aqui...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Reta final para a meia

Reta final de treinos, tudo indo conforme o planejado até o sábado passado. Aliás semana passada foi a mais pesada desde que comecei a treinar nessa nova fase, em 2009.

Segunda foram os treinos de tiro (sanguenoszoio) e quarta o de ritmo, que no caso do ironguides é meio louco. No caso foram 60 ciclos de 200 metros correndo forte revezando por 20" de trote, além do aquecimento e desaquecimento. Foi um treino bem pesado.

Sexta tinha um treino de ladeiras de 60' (além do aquecimento e desaquecimento), que fiz na esteira. Foi tudo ótimo, mas o ciclo de ladeiras da esteira incluía apenas subida, então deixei os últimos 5 minutos para fazer descida. Coloquei a esteira a -2% e a velocidade lá em cima. Foi muito bom, mas fiquei com uma dor nos dedos do pé direito, entre o 3º e o 4º, próximo ao mindinho.

Sábado foi dia do longão. O treino foi muito bom. Simulei a meia, e embora sem forçar demais e com calor, consegui completar em 1h54', 3 minutos abaixo do meu recorde pessoal de treino (ou 4 do meu recorde de prova). O problema é que senti demais o dedo nas (poucas) subidas e descidas da lagoa e fiquei com medo até de ter uma fratura. Fiquei sem treinar (exceto por uma musculação sem forçar) de domingo a quarta, colocando gelo, quando finalmente a dor melhorou. Hoje consegui treinar sem problema.

Agora estou em fase de polimento, pois faltam 10 dias para a prova-alvo. Essa é a época de pegar leve, o que estou fazendo. Fiz um ciclo de treinos muito bom, não me machuquei. Deixei a desejar no peso, ganhei músculo também, mas não consegui chegar perto dos 65kg. Atualmente estou com 68kg. Ainda espero voltar aos 67kg até a prova.

Parece que o sub 1h55' está relativamente tranquilo, mas vou definir a estratégia mais perto da prova, até dependendo da temperatura no dia. Tudo indica que ficarei feliz com o objetivo alcançado de chegar bem perto do meu potencial de tempo para a meia. Para melhorar muito de agora em diante só perdendo muito peso, o que tenho que ver se estou disposto a fazer.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Existe desafio na curta distância?

Hoje foi dia de treino de tiro, como preparação para a Meia Maratona da Athenas. Eram 15' de aquecimento, depois 8 tiros de 45", com trote de 30" entre eles, seguidos de mais 15' de desaquecimento. Correr rápido doi. E muito, se estivermos fazendo direito. Hoje foi bem dolorido. Que bom que é assim!

Engraçado isso. A maioria das pessoas acha que o grande desafio da corrida está na distância. Um amigo outro dia me perguntou se eu ainda achava algum desafio correr a meia-maratona, uma vez que já havia feito tantas. Talvez correr uma meia em 1h58' não seja mais desafio para mim. Mas correr em 1h55' é, e desafio maior é correr em 1h52'.

No sábado eu fiz meu longão, como de costume. Foram 22,5k, ou 3 voltas em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, percorridos em cerca de 2h06'. Como todo treino longo, não pode ser feito em ritmo muito forte, que não é essa a ideia. No meio ainda fiz alguns tiros, que a planilha pedia. Considero que tenha feito um ótimo treino.

O que constatei, entretanto, foi que o treino de tiro foi mais difícil que o de sábado. A cada volta o coração saía pela boca, pois a planilha pedia "all out" (ou esforço máximo). No último tiro parecia que ia morrer, e continuei trotando devagar após os tiros até me recuperar.

Nada contra as pessoas que enxergam na distância seu grande desafio. Eu mesmo estou me preparando para, depois de 5 anos, estrear na Maratona. A Comrades, então, é um sonho. Não sei ainda o que o futuro me reserva. Por hora fico feliz de estar correndo sem contusão, que era o grande plano para este ano.

O ponto onde quero chegar é que descobri há algum tempo que há sim muito desafio nas distâncias mais curtas. Os treinos são puxados, assim como as provas, como diz Dean Karnazes, desde que estejamos fazendo da maneira correta. Uma prova de 3.000 metros pode ser mais difícil que uma maratona!

É claro que a corrida pode ter vários benefícios na vida de uma pessoa e não é todo mundo que tem perfil para os treinos e provas de velocidade. Quando digo perfil não falo da questão física, mas psicológica. Para ganhar dois a três segundos por quilômetro é preciso comer certo, dormir bem e treinar pesado. Essa tríade é difícil de atingir, especialmente porque somos amadores que em geral temos outro trabalho ou, no mínimo, a vida lá fora para cuidar. Sem falar que não é todo mundo que deseja isso. Conheço muita gente, por exemplo, que só quer dar uma corridinha de 40 minutos sempre na mesma distância e velocidade. Outros gostam mesmo de encarar percursos mais técnicos e longos. Tudo OK, tudo ótimo.

Só queria levantar a bola que existe essa alternativa, que ela é recompensadora e que pode ser tão ou até mais puxada do que buscar cada vez atingir distâncias maiores.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

RP na meia em treino e considerações sobre treinamento

Sábado foi dia de longão. A planilha, que é por tempo, previa um treino de 2 horas. Resolvi fazer meu teste de velocidade para a Meia da Athenas, que agora está há menos de 1 mês (dia 21/10).

Para não repetir o erro da semana anterior, comecei a correr às 6h, na Lagoa. Com a previsão de chuva, nessa hora eram poucos que se aventuravam por ali.

A ideia era fazer o treino por volta de 5'30"/km até a metade, e depois ver o que dava para fazer. Acabei fazendo o treino todo por volta de 5'35". Não forcei muito, para não prejudicar os treinos da semana (a ideia do longão não é forçar tudo mesmo).

Mesmo sem forçar acabei batendo meu recorde pessoal (RP) da distância, ainda que em treino. Fiz em 1h57'42", contra 1h58'40" da Meia Maratona do RJ do ano passado. Foi um ótimo teste, e agora já tenho uma boa ideia do quanto dá para rodar na prova.

Algumas reflexões sobre o ciclo de treinos para a Meia desse ano x ano passado:

1. Estou mais lento. Ano passado em maio eu já estava fazendo treino de 19k com pace de 5'20" (depois reduzi os treinos devido às lesões e, por isso, fui bem pior na prova principal), enquanto esse ano estou em 5'35";
2. Estou mais resistente. Ao final dos treinos fico bem menos "acabado" que ficava ano passado. Ainda que cansado, fico com a impressão sempre que poderia correr mais alguns quilômetros;
3. Estou muito mais bem treinado para subir e descer ladeiras;
4. Estou menos propenso a lesões. Ano passado cheguei ao meio do ano com condromalácia bilateral, a dor no posterior da coxa que levou meses para cicatrizar e uma metatarsalgia (!). Este ano não sinto qualquer lesão.

De um modo geral, então, sinto que sou um corredor melhor. Os pontos 2 a 4 me permitem uma possibilidade de treinar e fazer a maratona com risco muito menor do que o ponto em que estava ano passado. Apenas o 1º ponto me causou alguma estranheza, pois esperava já estar mais rápido. Algumas causas possíveis:

a) Spinning x musculação. Ano passado eu fiz pouca musculação, mas alternava a corrida com spinning. Isso provavelmente fez minha capacidade aeróbica ficar melhor. Mas é um tradeoff pois, em compensação, tenho certeza que o spinning foi a causa principal da condromalácia nos joelhos. Credito à musculação os pontos 2 e 4 acima.
b) Ciclo de treinamento. Ano passado tive um tempo maior treinando velocidade que esse ano. Devido à recuperação das lesões, só comecei a forçar mais a velocidade de umas 10 semanas para cá, o que é pouco tempo.
c) Mais gordura. Estou com 2 kg a mais. Não sei o quanto disso é músculo e o quanto é gordura, mas o fato é que é um peso a mais para carregar.

É claro que não tenho motivos para reclamar de nada, pois, em primeiro lugar minha meta para esse ano era só correr sem dores. Já estou em um baita lucro. Acho legal, no entanto, fazer essas reflexões, pois vou descobrindo mais da reação do meu corpo aos diversos tipos de treinamento.

É isso aí, moçada. Pelo que percebi será possível fazer a Meia da Athenas entre 5'20"/km e 5'30"/km, dependendo do calor no dia (largada às 7:40h com início do horário de verão). Quem quiser me acompanhar, será um grande prazer!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Correr no sol: apenas um susto

Sábado era dia do longão. Previsão de 1h50', com mais 10' de aquecimento e 10' de desaquecimento. O problema é que havia dormido muito tarde na sexta e aí fiquei naquele dilema. Se acordava mais cedo, pegava uma temperatura mais amena mais o cansaço e o sono podiam pesar, se deixasse para correr mais tarde, o problema era o calor.

Acabei adotando uma solução intermediária e começando o treino por volta das 8h05' da manhã, na Lagoa. O sol era de verão. Queria fazer o teste de velocidade que não havia conseguido fazer na semana anterior, devido às ladeiras de Ouro Preto. A ideia era fazer na média de 5'30"/km na primeira metade para, aí, dependendo de como estivesse, veria se daria para apertar na segunda metade do treino.

Só que só aguentei manter o ritmo por uns 4 km. A partir daí minhas pernas ficaram extremamente pesadas, e correr não estava sendo nada agradável. O batimento não subia muito, mas não me sentia bem. Baixei o ritmo para algo em torno de 6'/km, mas continuando em um treino difícil. Tentava beber água, mas não melhorava. Acabei me sentindo um pouco mais leve ao final, e conseguindo fazer um trecho melhor, fechando o treino no tempo previsto com 5'50"/km de média.

De qualquer jeito, creio que tenha sérios problemas em correr em sol forte. Tenho a pele muito branca, além de não estar acostumado ao treino nessa temperatura. Em prova, pelo menos, consigo jogar água na cabeça e reduzir a temperatura corporal, algo que não é possível em treinos.

Após o treino fiquei com dores fortes nas pernas que se prolongaram pelo dia, e ainda que menores, no dia seguinte. Cheguei a pensar que tivesse feito uma contusão, mas como hoje estou bem melhor, acho que foi só o esforço mesmo.

Fica a lição de que não adianta forçar muito no calor. É preciso mudar o planejamento e correr devagar. Continuo sem muito parâmetro de velocidade para a prova. Outra coisa é que se o calor estiver como agora, melhor esquecer a meta prevista e readequar. Pelo menos, pelo que vi na internet e se nada mudar, o horário de verão começa exatamente no dia da prova!

E vocês, como lidam com o calor?

domingo, 16 de setembro de 2012

Viagem sensacional, ainda que com teste de corrida frustrado!

(post atrasado, pois estava sem tempo para colocar as fotos)

Fim de semana passado o destino foi a linda Ouro Preto, nas Minas Gerais, para um casamento.

A viagem foi fantástica, ficamos no Grande Hotel, onde também foi a festa do casamento, e que foi projetado por Oscar Niemeyer. Foi uma verdadeira aula de arquitetura moderna (aliás a noiva é arquiteta).

Fotos do hotel







Quadros na parede com as obras de Orcar Niemeyer por décadas:









Museu de Arte Contemporânea de Niterói. pena as cadeiras na frente


Outras fotos da viagem:



 





um frango com quiabo na panela de pedra







Quanto à cidade, é tudo de bom e mais um pouco. Um lugar mágico, encantador e inspirador!

Além do casório tivemos a oportunidade de conhecer algumas minas, museus e igrejas. Gostamos muito de tudo isso!

Quanto às corridas, antecipei o treino de sexta para quinta e aproveitei que a planilha previa um treino leve no sábado. Resolvi substituir por um treino de 10k no máximo para testar como estava. Pesquisando antes na Internet, cheguei a conclusão que o único lugar possível de correr era a Universidade Federal de Ouro Preto. O resto era de ladeiras íngremes demais, além de ter piso muito irregular. Estou me acostumando às ladeiras, mas achei ali um pouco exagerado, não deu para encarar.

Fui então no sábado de manhã para a UFOP. O lugar, de fato, era ótimo para correr. O problema, que não esperava é que também tinha ladeira forte e aí minha expectativa de usar o treino para testar meu condicionamento foi por água abaixo. Acabei fazendo os 10k em 59'21", que não sei se foi bom ou ruim. Só o fato da cidade estar a 1.200m de altitude já faz uma baita diferença. Segundo site especializado, significa 2'30" a mais nessa distância.

Mas beleza, fiquei satisfeito de ver que, ainda que forçando ao máximo tanto na ladeira para cima como para baixo meu organismo respondeu muito bem, não apresentando qualquer dor muscular após o treino.

Terei que buscar um outro treino para descobrir que ritmo empreender na meia-maratona que agora está há pouco mais de 1 mês. Tenho gostado muito da planilha do Ironguides, mas sinto falta de um treino mais constante de ritmo para ter esse parâmetro.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Da Zona Norte à Zona Sul

Sábado fiz um treino que queria há muito tempo.

Saí de casa a procura de mais um pedacinho de mim. Era fim de tarde. Fui assim meio devagar, como quem vai comprar pão na esquina, ainda que a ideia fosse ir um pouquinho mais longe.

Primeiro passei na Praça Afonso Pena, a "pracinha" dos meus filhos. Foi ali que dei minhas primeiras corridas, há coisa de 20 anos (epa, dei uma entregada na idade agora he he). Muita gente, nesse agradável sábado de inverno.

Praça Afonso Pena
 Segui. Passei na casa de meu compadre Daniel, que agora anda no sul. Pessoa ímpar de caráter extraordinário. Desses que todo mundo gosta sem fazer força...

Chegava ao sambódromo, agora deserto. Muito diferente das muitas vezes que vi o carnaval e a história acontecer ali. Lembrei-me do meu primeiro desfile, de passar um dia na fila para conseguir ingresso, das lágrimas de emoção de minha mãe quando a 1ª escola passou na avenida. Eram muitas lembranças boas. Coisas que não se esquece jamais.

Sambódromo  
Segui. Passei no Estácio, na porta da quadra e da região onde o Rio foi fundado. Pensava que aquele pedaço um dia revitalizado faria muito sucesso. Belos casarões, ainda que a maioria esteja abandonado. Não tirei fotos. Foi pena, mas ficou bom assim também. Às vezes tenho vontade de tirar uma foto de nada, e às vezes vejo algo muito bacana mas simplesmente não consigo parar para fotografar. Paciência.

Deparei com os prédios novos que estão sendo construído pela Petrobras, já no centro da cidade. Um conjunto de edifícios moderno, todo espelhado, contrastando com os casarões antigos em volta. A região terá que melhorar bastante para receber todas as pessoas que trabalharão por ali.

Novo Prédio da Petrobras
Chegava à Rua do Lavradio, onde ocorria uma Feira de Antiguidades. Corria bem, ainda que parando para tirar as fotos. O próximo passo foi a Avenida Chile, de vários prédios bacanas, da Catedral, do BNDES e da Petrobras.

Av Clile. Petrobras à direita e BNDES em frente. A Catedral, que não se vê, está à direita.

Enquanto o sol ia baixando a endorfina ia entrando na veia e minha alma se renovando. Continuava. Entrei na Sen. Dantas e passei na porta do meu trabalho. Tão diferente ver isso deserto em um fim de sábado. Muito bom lançar um novo olhar sobre algo já conhecido.

Em um instante estava no Aterro e tinha a primeira vista do mar. Seguia pela ciclovia. Ali havia praticamente iniciado minha caminhada rumo à 1ª meia-maratona. Curioso como já achei aquela altimetria "chata". Agora, muito mais bem preparado, achava bem tranquilo.

Aterro e Praia do Flamengo. Baia de Guanabara à frente.
A temperatura, que havia se iniciado bem alta, agora caía bastante e ficava agradável. Era um delicioso fim de tarde de inverno. A essa altura não sabia até onde ía, que meu GPS tinha travado e a única coisa que tinha ideia era a hora que havia começado e que queria correr por cerca de 2 horas.

Pela primeira vez via com contornos claros o Pão de Açucar. Eu que, ainda que nascido fora, me considere carioca, nunca vou deixar de achá-lo muito bonito. Será que as pessoas ali dentro daquele bondinho me viam aqui embaixo?

Aterro, com Pão de Açucar ao fundo

Um pouco mais adiante, a bela enseada de Botafogo. A foto ficou tremida, talvez para dizer que isso não era um passeio, mas um longão. Fotos dali existem aos montes pela internet, mas aquele momento ali não, que aquilo ali é só meu e, assim, só eu tenho registrado. Ali fiz 4 tiros de 30" previstos na planilha. Sentia-me muito bem...

Enseada de Botafogo
Chegava ao final de botafogo e seguia em direção à Urca, mas dessa vez não iria perto da casa da minha amiga Elis, que o caminho era outro. Virei à direita na UFRJ e segui em direção à Copacabana. Não quis pegar o túnel, resolvi passar por cima do morro que liga Botafogo à Copacabana.

Ladeira do leme. Subida. Foto do Google.


ao final da ladeira há um arco! Foto do google.



e depois do arco uma descida. Ai minha perna he he! Foto do google.

Esse é um trecho, de cerca de 700 metros, com inclinação próxima aos 10%. Prometi que podia exaurir minhas forças que não ia parar de correr, nem para tirar foto. Meu coração quase saiu pela boca, mas consegui chegar ao final sem caminhar por nem um momento. Quase tão dura quanto aquela subida era a descida do outro lado. Ali tinha que usar as pernas como freios o que, convenhamos, depois de 1h30' de corrida já não é tão fácil.

Chegava em Copacabana. Já era início de noite. Refiz as contas, achei que dava para ir até Ipanema. Segui pela ciclovia. Sentia-me leve e arrisquei umas aceleradas. Estava bem demais. Cheguei ao final da praia e à ligação com Ipanema. Passei na Forester, loja do meu cunhado, que não estava por lá.

Copacabana, à noite.


Cheguei à Praia de Ipanema. Fiquei na dúvida de como chegar ao metrô e perguntei a alguém. A resposta foi ótima: "- Entre na próxima direita, mas está um pouco longe!". Deu vontade de responder de onde vinha, mas melhor deixar para lá que o sujeito ia me achar maluco. Dois minuto depois chegava à estação do metrô. Tomei um suco, um sanduíche e encarei uns 40 minutos em pé para casa já que, todo suado, não quis me sentar.

Destino final


Ainda passei numa feira e comprei um doce de compota para minha mãe que, afinal, havia ficado com as crianças, já que a esposa viajava. É incrível, mas chegava totalmente inteiro e pronto para outra.

O trajeto inteiro está na figura abaixo:


Ao final foram cerca de 19k, em 1h54', se minhas contas estiverem certas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dia de pesagem

Pois é, hoje a pesagem mostrou que não houve perda de peso na semana, mas estou feliz, por dois motivos. Primeiro por ter sobrevivido a 4 aniversários (!) no fim de semana, inclusive uma festa de 15 anos de filhos de amigos, sem ganhar peso. O segundo é porque tenho certeza que perdi gordura, e devo ter compensado com ganho muscular. Sei porque o cinto está mais folgado.

Os treinos estão ótimos e sigo sem contusões, o que é ótimo. Esta semana a esposa viajará e terei que mudar a rotina para treinar, mas darei um jeito.

Os treinos de tiro estão cada vez melhores. Veja o gráfico com os batimentos cardíaco e as parciais.

Treino de tiro


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

#aisim como perder 700g sem cair no ridículo!

Dia de pesagem é sempre aquela ansiedade. Dessa vez, tinha motivos para estar otimista. A calça parecia mais larga, colegas no trabalho comentaram na véspera que eu estava emagrecendo, e tinha feito tudo direitinho. O resultado foi excelente: 700g perdidos na semana, enquanto nas duas anteriores somadas tinha sido só 200g. Mas não foi sem sacrifício.

Lutei e sobrevivi a essa semana. O fato pitoresco fica por conta de um aniversário infantil que fomos no fim de semana. A festa era sábado às 17:30h. Primeiro, comi um pratão de salada antes de sair e o sanduíche de pão de forma com queijo minas. Com isso, cheguei na festa sem fome. Mas não era só. Lá, comi apenas 2 cachorros quentes. Mas, a grande inovação foi outra: levei uma maçã. Primeiro minha esposa me disse, com razão, que nunca viu ninguém levar isso para uma festa e que eu ia passar vergonha. Aí fiquei naquele dilema de como comer a maça sem parecer uma provocação ou uma crítica à comida da festa, a base de salgadinhos (não tenho nada contra, nós mesmos cansamos de fazer festa assim). Aproveitei, então, o único momento em que todos estariam distraídos e não prestariam a mínima atenção em mim: a hora do parabéns. Fiquei do lado de fora e aí degustei minha maçã! Ninguém sabe, ninguém viu, só eu! he he.

De resto, foi fazer as mudanças que tinha me proposto: comer uma proteína à noite para não ficar só no carboidrato, nunca comer duas saladas doces juntas no Delírio Tropical (o restaurante onde costumo comer de segunda a sexta)  e não abrir exceções no fim de semana!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

4 minutos

O que dá para fazer em 4 minutos? não muito... uma leitura e uma curtida no facebook, uma piada bem contada pelo seu tio em um aniversário de família, duas estações do metrô lotado no fim do trabalho, que mais?

Estou me preparando para a Meia da Athenas e às segundas-feiras faço os treinos de tiro. Hoje foi o mais pesado desde que comecei os treinos e a parte dura durou meros 4 minutos. O treino era de 15' de aquecimento, mais 8 séries de 30 segundos com esforço total (daí os 4 minutos) e 30 segundos de trote, seguidos de mais 15' de desaquecimento. Dei meu máximo nessas séries e, nas últimas, parecia que meu coração ia sair pela boca. O fato é que fiquei tão esgotado que os últimos 15' de desaquecimento foram feitos bem lentamente.

A corrida é coisa de maluco mesmo. No futebol se fica feliz por um gol, no basquete por uma cesta, por aí vai. Pois eu hoje estou extremamente feliz com o sofrimento que foram esses 4 minutos! Adorei!

Nunca havia feito treinos de tiros tão curtos, quanto tem sido estes de segunda-feira. Daqui para frente eles irão só aumentar ainda mais. Sinto que melhoro minha velocidade, o que será muito importante na meia. Tive que ajustar minha respiração, que se torna item crítico em um tiro curto. Percebo, também, que minha recuperação pós-treino tem sido excelente, o que eu credito ao reforço muscular (musculação) que tenho feito nos dias que não corro.

Noto que, após mais de 3 anos correndo, ganhei uma percepção corporal que tem sido muito importante. Com isso, tenho deixado as lesões distantes, que é o melhor de tudo.