Começo o relato dizendo que a meia maratona do RJ foi minha melhor pior prova he he.
A prova em si foi maravilhosa. Começou com uma feira no Centro Sul América nos 3 dias anteriores que foi a melhor que já vi nas provas por aqui. Na verdade, em qualidade ela era equivalente à da Maratona do Berlim, só que em uma escala menor. O stand da Olympikus, principal patrocinador, era muito bonito, com uma réplica dos Arcos da Lapa. Bacana mesmo!
Quanto à prova, começou com o transporte por ônibus, que este ano sairam mais cedo. Como tive um aniversário na véspera, dormi de 1:10h às 4:10h da manhã. Depois de uma dificuldade de conseguir estacionar, às 5:15h pegava o ônibus da organização para a largada. Encontrei meu amigo Leandro antes, e fomos juntos para a prova. Só que o ônibus deu a volta ao mundo, passando pela linha amarela, e chegamos no local por volta das 6:15h, apenas 25 minutos antes da largada. Encontrei meu primo Paulo, dei uma passada no banheiro químico, sem filas mas tendo que prender a respiração e bora pra largada. Devido ao avançado da hora, ficamos lá no fundão.
Minhas duas companhias voaram na frente. Eu resolvi fazer uma prova conservadora, o que foi a melhor decisão. O tempo era muito bom, nublado mas sem chuva. A temperatura estava um pouco mais quente que nas vésperas, em torno dos 19º já na largada, mas estava ótimo para correr.
O abastecimento de água, isotônico (em saquinhos, excelente) e frutas (já na reta final) foi impecável. A única coisa que atrapalhou um pouco foi a quantidade de ultrapassagens necessárias, mesmo correndo devagar, pois em alguns lugares é bem estreito.
Depois da chegada assisti a chegada da maratona da elite, o que é sempre muito legal.
Meu desempenho foi ruim. Foi a pior meia, com tempo de 2h10', mas não quebrei ou algo assim. Comecei devagar, esperando acelerar ao longo da prova, mas não foi possível e mantive mais ou menos o ritmo até o final. Analisando, os treinos estiveram muito aquém do que deveriam. Basta dizer que meu maior longão havia sido em torno de 15k. Dessa vez as duas ladeiras no início cobraram o preço e quando cheguei ao Leblon as pernas realmente pesaram. A questão é o meu peso. Sem emagrecer fica difícil me motivar para os treinos.
Blog de Sergio Melo, um aficcionado pelas corridas! Sou apenas um sujeito que gosta de treinar e correr provas, o que tenho feito ao longo dos últimos 8 anos com o mesmo interesse, dos 6 aos 42 km. Acho que toda distância tem seu desafio, desde que tenhamos nos esforçado para nos preparar adequadamente!
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Treinos para a Meia da Caixa: o dia do high-five
Como tenho feito desde 2009, com exceção do ano passado, estarei mais uma vez alinhado para a Meia Maratona do RJ. Na verdade, na meia mesmo será a 3ª vez, já que as duas primeiras foram na distância 6 km (family run).
Estou bastante animado. Consegui encaixar bons treinos, apesar da copa do mundo e dos quilos a mais que ganhei e ainda não perdi. Em relação à copa, prejudicou pelo foco, pois adoro futebol, e porque meu local preferido dos longões, o estádio do Maracanã, ficou fechado em algumas ocasiões.
Os treinos demoraram um pouco para encaixar, pois andei um pouco desanimado com algumas questões. Treinei apenas duas vezes por semana por um período, mas de um tempo para cá tenho corrido como gosto, que são 3x por semana, um mais de velocidade, um de ritmo e um longão. Meu longão mais longo ficou em 1h47' no sábado passado. Aliás, esse treino foi curioso.
Era domingo pela manhã, dia da final da Copa. Já sabia que o Maracanã estaria fechado, então fui correr na quinta da Boa Vista. Para minha surpresa, ela também estava fechada. Como já estava lá, resolvi esticar um pouco mais e fui correr no Campo de São Cristóvão, onde funciona a Feira dos nordestinos, um lugar bem legal e que recomendo para fazer turismo. Já foi melhor, mas ainda tem seus atrativos.
A questão é que eu não me lembrava, mas esse foi um dos locais selecionado para hospedar os argentinos que vieram sem hotel. Estava cheio deles, com seus carros e barracas de camping. Alguns estavam meio "borrachos" já aquela hora, mas a maioria estava inda dormindo ou acordando. Tive que dar várias voltas no pavilhão para cumprir o treino e um deles falaram alguma coisa que não entendi e estendeu a mão para eu fazer um "high-five". Como me pareceram amistosos, retribui o gesto. O treino foi feito sem maiores sobressaltos e valeu, embora o local não fosse dos melhores para correr.
Agora já estou em fase de polimento, e estou projetando uma prova em torno de 2h05', dependendo do clima.
Estou bastante animado. Consegui encaixar bons treinos, apesar da copa do mundo e dos quilos a mais que ganhei e ainda não perdi. Em relação à copa, prejudicou pelo foco, pois adoro futebol, e porque meu local preferido dos longões, o estádio do Maracanã, ficou fechado em algumas ocasiões.
Os treinos demoraram um pouco para encaixar, pois andei um pouco desanimado com algumas questões. Treinei apenas duas vezes por semana por um período, mas de um tempo para cá tenho corrido como gosto, que são 3x por semana, um mais de velocidade, um de ritmo e um longão. Meu longão mais longo ficou em 1h47' no sábado passado. Aliás, esse treino foi curioso.
Era domingo pela manhã, dia da final da Copa. Já sabia que o Maracanã estaria fechado, então fui correr na quinta da Boa Vista. Para minha surpresa, ela também estava fechada. Como já estava lá, resolvi esticar um pouco mais e fui correr no Campo de São Cristóvão, onde funciona a Feira dos nordestinos, um lugar bem legal e que recomendo para fazer turismo. Já foi melhor, mas ainda tem seus atrativos.
A questão é que eu não me lembrava, mas esse foi um dos locais selecionado para hospedar os argentinos que vieram sem hotel. Estava cheio deles, com seus carros e barracas de camping. Alguns estavam meio "borrachos" já aquela hora, mas a maioria estava inda dormindo ou acordando. Tive que dar várias voltas no pavilhão para cumprir o treino e um deles falaram alguma coisa que não entendi e estendeu a mão para eu fazer um "high-five". Como me pareceram amistosos, retribui o gesto. O treino foi feito sem maiores sobressaltos e valeu, embora o local não fosse dos melhores para correr.
Agora já estou em fase de polimento, e estou projetando uma prova em torno de 2h05', dependendo do clima.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Lições aprendidas do processo de treinamento para a Meia
1. Macro-ciclo de treinamento (ciclo anual)
Aprovado, uma correção a fazer. Em virtude de ter alterado a minha forma de pisar, no meio do ano passado, posso dizer que o 2º semestre de 2010 foi de adaptação. Por isso, tive algumas dores que são normais (mas não parecem quando se está com elas he he) na panturrilha e na parte superior do pé. Minha programação de treinos era a seguinte (tudo tirado de pesquisas no treinador google):
2º semestre 2010: adaptação de pisada e aumento gradual da distância nos treinos
Jan - Fev: treinos de base, com 1 treino de qualidade por semana, 1 mais tranquilo e 1 longão
Mar - Mai: performance. 1x ritmo, 1x tirou ou intervalado, 1x longão e 1x recuperação
Jun: Polimento
De uma maneira geral, acho que funcionou bem. O erro aqui foi não ter intercalado umas semanas mais tranquilas, que me permitissem uma recuperação ativa do volume acumulado.
2. Micro-ciclo de treinamento (diário)
Aprovado, com ressalva importante. Aqui é que eu acho que bobeei. O problema está na velocidade com que fazia o longão e também um pouco na dificuldade de um corredor ainda iniciante de ouvir o corpo. O recomendado é que o longão para quem nunca correu uma longa distância seja feito em uma velocidade mais lenta, em ritmo confortável. Não é o que fazia. Como ia evoluindo, semana após semana, queria sempre bater o recorde não só de distância quanto de pace, e acho que isso custou caro na reta final de treinos.
Quanto aos demais treinos, acho que estavam funcionando bem. Fiz ótimos treinos de velocidade, ritmo e ladeira, sem grandes exageros, mas com efeito considerável na performance.
3. Cross-Training
Aprovado, com pequena ressalva. O spinning funcionou muito bem. Mas também aqui cabe uma correção no futuro. Não sei se a Condromalácia que tive foi causada por ele, mas, no mínimo, eu devia ter parado quando comecei a sentir as dores no joelho. Aqui foi o erro de fechar os ouvidos ao que o organismo estava dizendo. Acho que o spinning complementa muito bem a corrida por não ter impacto, desenvolver bastante a parte aeróbica e trabalhar músculos importantes.
4. Musculação
Aprovado, novamente com ressalvas. Tive dois problemas. Os dois por ter exagerado o peso em um exercício que não estava acostumado. Acredito que a tendinite no semitendinoso que tenho no momento foi causada por isso (o ortopedista concordou que é bem possível). O problema é que resolvi começar a fazer a contração da perna já na reta final de treinos, e, aí, começar já no primeiro dia com um peso razoável. Fiquei sentindo a posterior de coxa. Posteriormente foi agravado por ter treinado um dia com joelheira por conta própria por causa da dor no joelho e aí comprimiu mais esse tendão. O aprendizado é de ser bem conservador na carga.
5. Participação de provas
Aprovado. As provas preparativas, de 10k e 10,5k até janeiro, mais a meia da Asics em junho cumpriram o objetivo proposto, de ajustar vários parâmetros importantes para a prova. Essencial fazer provas intermediárias, até para não ficar muito ansioso no dia da prova-alvo.
6. Alteração na Forma de pisar
Aprovada. Creio que tenha mudado definitivamente meu modo de pisar, o que foi excelente. Passei de uma pisada inicialmente com o calcanhar ao chão para uma pisada inicialmente com o meio do pé e, com isso, reduzi minha passada. Com isso, senti um grande fortalecimento dos pés e da panturrilha, e nunca mais a Fascite plantar me incomodou. Corri de setembro a maio com tênis minimalista, inclusive os longões, sem nenhuma contusão importante. Acho que evoluí nesse quesito. Coincidentemente ou não as contusões voltaram quando voltei a correr com tênis com amortecimento, pois o minimalista teve que ir para o lixo. Outro problema é que na reta final fui treinar com o Nike free* e aí tive a contusão no pé. Pode ser porque já havia me desacostumado aos tênis minimalistas. Esse é o ponto onde tenho menos convicções e estou ainda aprendendo. Prentendo, entretanto, seguir na mesma linha de tênis minimalistas. Comprei o Olimpikus Rio Marathon, que quero revezar com o Nike Free nos treinos. Ainda vou decidir o que usar nos longões.
* o Nike Free, embora não seja minimalista, tem características consideradas minimalistas (veja aqui).
Aprovado, uma correção a fazer. Em virtude de ter alterado a minha forma de pisar, no meio do ano passado, posso dizer que o 2º semestre de 2010 foi de adaptação. Por isso, tive algumas dores que são normais (mas não parecem quando se está com elas he he) na panturrilha e na parte superior do pé. Minha programação de treinos era a seguinte (tudo tirado de pesquisas no treinador google):
2º semestre 2010: adaptação de pisada e aumento gradual da distância nos treinos
Jan - Fev: treinos de base, com 1 treino de qualidade por semana, 1 mais tranquilo e 1 longão
Mar - Mai: performance. 1x ritmo, 1x tirou ou intervalado, 1x longão e 1x recuperação
Jun: Polimento
De uma maneira geral, acho que funcionou bem. O erro aqui foi não ter intercalado umas semanas mais tranquilas, que me permitissem uma recuperação ativa do volume acumulado.
2. Micro-ciclo de treinamento (diário)
Aprovado, com ressalva importante. Aqui é que eu acho que bobeei. O problema está na velocidade com que fazia o longão e também um pouco na dificuldade de um corredor ainda iniciante de ouvir o corpo. O recomendado é que o longão para quem nunca correu uma longa distância seja feito em uma velocidade mais lenta, em ritmo confortável. Não é o que fazia. Como ia evoluindo, semana após semana, queria sempre bater o recorde não só de distância quanto de pace, e acho que isso custou caro na reta final de treinos.
Quanto aos demais treinos, acho que estavam funcionando bem. Fiz ótimos treinos de velocidade, ritmo e ladeira, sem grandes exageros, mas com efeito considerável na performance.
3. Cross-Training
Aprovado, com pequena ressalva. O spinning funcionou muito bem. Mas também aqui cabe uma correção no futuro. Não sei se a Condromalácia que tive foi causada por ele, mas, no mínimo, eu devia ter parado quando comecei a sentir as dores no joelho. Aqui foi o erro de fechar os ouvidos ao que o organismo estava dizendo. Acho que o spinning complementa muito bem a corrida por não ter impacto, desenvolver bastante a parte aeróbica e trabalhar músculos importantes.
4. Musculação
Aprovado, novamente com ressalvas. Tive dois problemas. Os dois por ter exagerado o peso em um exercício que não estava acostumado. Acredito que a tendinite no semitendinoso que tenho no momento foi causada por isso (o ortopedista concordou que é bem possível). O problema é que resolvi começar a fazer a contração da perna já na reta final de treinos, e, aí, começar já no primeiro dia com um peso razoável. Fiquei sentindo a posterior de coxa. Posteriormente foi agravado por ter treinado um dia com joelheira por conta própria por causa da dor no joelho e aí comprimiu mais esse tendão. O aprendizado é de ser bem conservador na carga.
5. Participação de provas
Aprovado. As provas preparativas, de 10k e 10,5k até janeiro, mais a meia da Asics em junho cumpriram o objetivo proposto, de ajustar vários parâmetros importantes para a prova. Essencial fazer provas intermediárias, até para não ficar muito ansioso no dia da prova-alvo.
6. Alteração na Forma de pisar
Aprovada. Creio que tenha mudado definitivamente meu modo de pisar, o que foi excelente. Passei de uma pisada inicialmente com o calcanhar ao chão para uma pisada inicialmente com o meio do pé e, com isso, reduzi minha passada. Com isso, senti um grande fortalecimento dos pés e da panturrilha, e nunca mais a Fascite plantar me incomodou. Corri de setembro a maio com tênis minimalista, inclusive os longões, sem nenhuma contusão importante. Acho que evoluí nesse quesito. Coincidentemente ou não as contusões voltaram quando voltei a correr com tênis com amortecimento, pois o minimalista teve que ir para o lixo. Outro problema é que na reta final fui treinar com o Nike free* e aí tive a contusão no pé. Pode ser porque já havia me desacostumado aos tênis minimalistas. Esse é o ponto onde tenho menos convicções e estou ainda aprendendo. Prentendo, entretanto, seguir na mesma linha de tênis minimalistas. Comprei o Olimpikus Rio Marathon, que quero revezar com o Nike Free nos treinos. Ainda vou decidir o que usar nos longões.
* o Nike Free, embora não seja minimalista, tem características consideradas minimalistas (veja aqui).
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
Relato de prova Meia Maratona do RJ: "A felicidade está onde a colocamos"
Guardarei para sempre a visão de meus filhos e minha mulher sorrindo para mim segurando a faixa da foto. Além disso, com minha mãe também presente. A família junta foi a cereja no bolo! Definitivamente, não tem preço.
Corri em um grupo de 4 amigos: eu, Borges, Andre e Glaucio. Fizemos fazer a corrida exatamente como planejado, o que me deixou bem satisfeito. Minha meta era terminar bem e, se possível, reduzir um pouco o tempo da Asics, apesar da altimetria mais difícil e do tempo, mais quente. Consegui atingir a meta, fechando em 1h58'45", 41 segundos mais rápido que na Asics.
Tudo começou às 5h da manhã, quando o amigo Borges me pegava para uma carona. Às 5:30h, encontrávamos o amigo Guilherme, e juntos, pegávamos o ônibus cedido pela organização. Acredito que tenhamos saído do Aterro por volta de 5:45h. Tudo muito bem organizado.
Chegávamos à concetração por volta das 6:20h. Aí fomos deixar as coisas no Guarda-Volumes e encontramos os amigos Andre e Glaucio. Demos uma passada rápida nos banheiros, mas, devido às filas, chegamos ao local da largada já próximo às 7:00h, quando foi dada a largada. Era uma verdadeira multidão de 8.000 pessoas, sem qualquer tentativa de largada por ritmo. Surpreendentemente, entretanto, o "engarrafamento" foi menor do que esperava.
Logo no início nos deparamos com a subida do elevado do Joá. Desta vez quase todos faziam em bom ritmo, por estar no início da prova, ao contrário da Asics, onde alguns caminhavam. Imaginei que teríamos dificuldade de pegar o retorno para o elevado com a quantidade de gente, mas até que fluiu bem.
No túnel, logo após o 1k, a grande surpresa. Foram vários canhões de laser que lançavam na parede ou no ar, de forma holográfica, lindas imagens de gente correndo, de palmas, e de muitas outras coisas. Emocionante! Fiquei arrepiado...
Depois, descíamos o que havíamos subido e tínhamos um trecho relativamente curto em São Conrado. Conseguimos compensar o que havíamos perdido de ritmo na subida e chegamos aos pés da Niemeyer com pace acumulado de 5'40". O chato é que devido ao túnel e elevados, o GPS ficaria com um erro até o final da prova e, assim, tinha que ficar fazendo conta para calcular o pace acumulado.
Fizemos bem a subida da Niemeyer, em um trecho lindíssimo. Descendo, chegávamos ao Leblon, do Manoel Carlos, praia que frequentei muito na infância e de onde tinha ótimas recordações. Lembrava dos episódios passados ali, de quando minha irmã e minha prima quase se afogaram, das vezes em que corri naquela areia. Bons tempos. Seguíamos firme.
Passávamos o Canal e chegávamos em Ipanema, terra da famosa "Garota de Ipanema". Houve também um bom tempo na adolescência em que ia naquela praia, antes dela se tornar um pouco mais "alternativa" na sua frequência he he. Mas tudo bem, cada um na sua. Ipanema será sempre Ipanema.
O pace se mantinha, e o grupo estava coeso. Borges, que já havia feito um ótimo tempo na Asics, claramente segurava o ritmo para correr conosco, uma atitude extremamente nobre. Qual outro esporte se vê isso? por isso eu gosto tanto da corrida. Guilherme, após semanas de férias, antes da largada já havia dito que faria um ritmo mais conservador e vinha bem atrás. Mas fez também uma boa prova.
Mais um pouco e chegávamos a Copacabana, a "Princesinha do Mar". Aqui, para mim, o psicológico atrapalhou um pouco, pois vieram as dores atrás da coxa, e o final da praia, que se vê do início, é loooooonge. Mas o grupo dá conta de levantar o astral e, assim, seguíamos. Não se pode abaixar o moral com um visual desses... era realmente um privilégio para poucos correr em um lugar tão lindo! Em alguns lugares a organização colocou algumas pessoas incentivando, o que foi uma bela atitude. Nessas horas, tudo ajuda.
Logo terminávamos Copa e entrávamos no tunel em direção à Botafogo. A essa altura, as dores já haviam ficado para trás e senti que estava bem. Como já nos aproximávamos do final da prova, vi que o sub-2h já estava garantido para todo o grupo e, assim, avisei que daria uma acelerada. Borges já havia desgarrado do grupo faltando 5k para o fim da prova. Eu sairia faltando 3k.
O final é um trecho conhecido no Aterro. Ali passamos em um lugar belíssimo também, tendo o Pão de Açucar à nossa direita. Creio que tenha passado os últimos 3k em torno de 5'10" por km. Meu gps definitivamente não foi bem, com tantos túneis no caminho...
Na chegada, muita gente, na maioria parentes e amigos dos participantes. Cheguei, apesar do esforço, com um sorriso nos lábios. Consegui ver minha mulher e meu filho mais velho. Reencontrei o Borges. Foi muito bacana!
Lembrei do amigo Gilmar, que, embora longe e de contato apenas virtual, não pode participar, mas está sempre me incentivando. Também da Elis, pessoa de coração enorme, da Katryny, sempre se questionando mas com um apoio amigo, da Yeda, engenheira como eu querendo ficar melhor cada dia, do Miguel, mineiro bacana demais também, da Adriana, companheira de trabalho e de corridas, do Andre que se tornou quase uma alma-gêmea nas corridas e de todos os outros que infelizmente não tem como citar um a um. O apoio, ao longo desses quase dez meses, além dos aprendizados, foram valiosíssimos. Definitivamente o blog foi uma boa ideia.
Encontrei o amigo Xampa. Definitivamente gosto muito de quem "não tem sempre aquela velha opinião formada sobre tudo" e está sempre se questionando.
Revi também o primo e amigo Paulinho. Era adolescente ainda quando fui com meus pais ao Aterro ver a chegada de uma maratona que ele participou. Talvez ali tenha despertado meu interesse pela corrida. Agora corro com ele, que já está na faixa de 60, mas tem mente e corpo de gente muito jovem. É e será sempre um exemplo para mim de alguém que vê o copo sempre meio cheio. Já combinamos a Maratona de 2012.
Infelizmente queria muito ter encontrado vários amigos que participaram da prova, mas não foi possível. Realmente tive que dar atenção à família que foi apenas para prestigiar. Meu pós-prova, logo após os 21k, foi correndo atrás de meu filho mais velho em um circuito gramado improvisado que encontramos. Muito bom!
As contusões claramente regrediram bastante. O pé já está OK, os joelhos quase, permanece apenas aquela atrás da coxa. Mas creio que tudo vá se resolver rápido.
Ao final desses quase 10 meses, ficou a sensação de que tudo valeu muito à pena e teria feito tudo de novo. Agora, é hora de ancorar o barco e recompor o planejamento para me preparar para novas viagens! Os amigos Borges, Guilherme e Paulinho já avisaram que vão juntos no barco da Maratona de 2012. Tenho muito a aprender com a vida, e descobri na corrida uma fonte de aprendizado poderosa. Não quero os mares tranquilos e as baías abrigadas! Não sei ainda o que me aguarda nos oceanos da vida, mas sei muito bem o que busco! Quer vir junto?
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