Maratona de Berlim 2013

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domingo, 4 de julho de 2010

Apresento o meu tênis!

No blog do Christopher McDougall, que é o autor do livro Nascido Para Correr, que citei há algum tempo, me deparei com um texto que gostei muito. Era tudo que queria ouvir. Ele dizia (tradução livre minha):

Tênis são, algumas vezes, melhores que pés descalços
A Nike acertou nas suas primeiras poucas gerações de tênis. Eles eram finos e leves, oferecendo apenas o que os corredores precisavam e nada mais: uma pequena proteção contra o piso bruto e o tempo frio. Mas os problemas começaram quando a proteção se transformou em correção, e as forças do marketing dominaram a educação. Quando os artifícios de marketing dominam e a técnica é minimizada, você pode esperar que até 90% dos maratonistas se machuquem. E é isso que tem acontecido.
Entretanto, na realidade, o debate não é sobre pés descalços x calçados. É sobre aprender a correr com suavidade. Domine essa técnica e você pode calçar - ou não calçar - qualquer coisa que você deseje.
(http://www.chrismcdougall.com/barefoot.html)

 Fiquei bastante surpreso, pois ao finalizar o livro fiquei com a nítida impressão que o autor seria inteiramente contrário a qualquer coisa que não fosse correr descalço. Mas o que ele diz agora é exatamente o que eu pensava. Se pudermos correr com a técnica da corrida descalça calçando tênis, não há problema. Só completaria a informação dizendo que é muito difícil seguir a técnica usando um tênis com muito amortecimento. Eu tentei e simplesmente o calcanhar era tão alto e o tênis tão rígido que me forçavam a pisar no chão com o calcanhar no mínimo ao mesmo tempo da frente do pé.

Para mim a resposta por hora é usar um tênis minimalista. Estou usando esse aí de cima (a bolsa é para colocar o Nike Plus que já não uso), da Forester, que nem o fabrica mais. Tem funcionado muito bem. Com ele me forço a pisar primeiro com o meio do pé, com o perna mais dobrada e sinto que o impacto é menor. Também notei que minha panturrilha tem sido mais forçada, o que é até bom, ainda que no início tenha exigido alguma adaptação.

Mas atenção gente, não pretendo convencer ninguém a me copiar! Não sou médico nem profissional de educação física. Apenas já li bastante e passei a entender um pouco do assunto, mas estou longe de ser um especialista em anatomia humana. Só sei que tem funcionado para mim. Minha fascite desapareceu depois de começar a usar esse tênis e ao fazer uma experiência  usando o tênis que estava acostumado (Nike Vomero) a dor, ainda que leve, voltou. A única coisa que sugiro é que, caso alguém venha a usar tênis minimalista, procure não pisar primeiro com o calcanhar. Acredito que, neste caso, a falta do amortecimento nesta região pode cobrar sua conta.

Eu pretendo revezar esse tênis com outros, até para evitar a repetição de movimentos sempre feitos da mesma maneira. Tenho usado ocasionalmente um Adidas mínimo que comprei para isso. Mas esse aí da foto ainda é meu favorito!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nascido para Correr

Acabei de ler o livro Nascido para Correr. Excelente. Um daqueles livros que te fazem pensar em muitas coisas e, possivelmente, mudar alguns hábitos. Gostei tanto que voltei para reler algumas páginas. Como diz na contra-capa, é um livro que te faz ter vontade de correr por aí, mas descalço...

Dificilmente conseguiria fazer uma resenha melhor que o da Rodrigo Stulzer sobre o livro. Recomendo a leitura.

Confesso que antes de abrir o livro estava com uma certa implicância. Achei que não ia gostar, mas comprei meio que para poder falar mal depois :-) Pensei que cada hora tinha um modismo e a de agora era a corrida descalça e que o livro ia tentar me evangelizar. Realmente ele o fez.

O ponto é que, ainda que algumas coisas devam ser vistas com reservas, visto que o autor tenta sim te evangelizar, é muito difícil não se convencer de certas coisas. Acredito que fomos realmente feitos para correr e que muito provavelmente os tênis modernos com ultra-amortecimento não estão entre as melhores coisas feitas para os nossos pés... tenho uma experiência pessoal nesse sentido, mas preciso dar mais tempo para tirar mais conclusões antes de colocar aqui no blog.

Achei muito interessante no livro os axiomas que ele coloca em um determinado momento:
1. quanto mais caro o tênis pior
2. tênis velhos são melhores que tênis novos
3. fomos feitos para correr descalços

Fazendo um questionamento mais crítico, eu acho que ainda precisamos de mais dados para embasar as conclusões acima. Mas que o livro apresenta muitos indícios que parecem fazer sentido, isso é difícil de refutar. Estou certo que, com o tempo, teremos mais dados a esse respeito.

É evidente que muitos com certeza não concordam com essas afirmações. Eu certamente não concordava há um tempo atrás. Mesmo assim, eu recomendo a leitura.