Maratona de Berlim 2013

Maratona de Berlim 2013

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Update das contusões

Sem grandes novidades no front. Após 10 sessões de fisio e consulta com o ortopedista, as contusões do pé e do joelho se foram. Viva!! a tendinite do semitendinoso do lado direito é que continua. Ele sugeriu eu dar uma parada para recuperar após a Meia do Paraguai (daqui a 9 dias), o que eu já estava pensando em fazer mesmo e não me receitou mais sessões. Depois, só volto quando estiver 100%.

Sigo treinando devagar para não agravar nada. Se bem que essa semana fiz pelo menos uns 4k abaixo de 5'/k, que eu não resisti. Treinei na quarta na rua e hoje na esteira, domingo tem longão. Vou de 15k planos, que é mais prudente a essa altura do campeonato.

O lado ruim é que vou ter que ficar sem a tapioca recheada de côco e queijo que eu comia após as sessões da fisioterapia. Tem coisa melhor que isso, ainda mais com a fome que eu ficava? coisa boa demais a introdução dessa iguaria na culinária carioca. Eu amo o nordeste!!

Como diria o Vanucci, o Paraguai é ali!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Avaliação da Escala do Corredor Feliz

Finalmente é hora de encerrar minha escala do Corredor Feliz, que foi iniciada no dia 26/09/10. Ao final, tirei uma nota 8.9, que está bom demais.

Acho que funcionou como uma boa ferramenta motivacional, para ir acompanhando meu avanço ao longo de tempo. É legal olhar para trás e ver que eu corria 7.5k para 6'16"/k e ao final consegui completar 21k para 5'37"/k. Sei que foi conseguido ao custo de muito treino, muitas manhãs acordando cedo, muito suor e muito esforço. Para o futuro já pensei em ajustes na escala, mas o conceito será reutilizado.

Definitivamente aprovada!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lições aprendidas do processo de treinamento para a Meia

1. Macro-ciclo de treinamento (ciclo anual)

Aprovado, uma correção a fazer. Em virtude de ter alterado a minha forma de pisar, no meio do ano passado, posso dizer que o 2º semestre de 2010 foi de adaptação. Por isso, tive algumas dores que são normais (mas não parecem quando se está com elas he he) na panturrilha e na parte superior do pé. Minha programação de treinos era a seguinte (tudo tirado de pesquisas no treinador google):

2º semestre 2010: adaptação de pisada e aumento gradual da distância nos treinos
Jan - Fev: treinos de base, com 1 treino de qualidade por semana, 1 mais tranquilo e 1 longão
Mar - Mai: performance. 1x ritmo, 1x tirou ou intervalado, 1x longão e 1x recuperação
Jun: Polimento

De uma maneira geral, acho que funcionou bem. O erro aqui foi não ter intercalado umas semanas mais tranquilas, que me permitissem uma recuperação ativa do volume acumulado.

 2. Micro-ciclo de treinamento (diário)

Aprovado, com ressalva importante. Aqui é que eu acho que bobeei. O problema está na velocidade com que fazia o longão e também um pouco na dificuldade de um corredor ainda iniciante de ouvir o corpo. O recomendado é que o longão para quem nunca correu uma longa distância seja feito em uma velocidade mais lenta, em ritmo confortável. Não é o que fazia. Como ia evoluindo, semana após semana, queria sempre bater o recorde não só de distância quanto de pace, e acho que isso custou caro na reta final de treinos.

Quanto aos demais treinos, acho que estavam funcionando bem. Fiz ótimos treinos de velocidade, ritmo e ladeira, sem grandes exageros, mas com efeito considerável na performance.

3. Cross-Training

Aprovado, com pequena ressalva. O spinning funcionou muito bem. Mas também aqui cabe uma correção no futuro. Não sei se a Condromalácia que tive foi causada por ele, mas, no mínimo, eu devia ter parado quando comecei a sentir as dores no joelho. Aqui foi o erro de fechar os ouvidos ao que o organismo estava dizendo. Acho que o spinning complementa muito bem a corrida por não ter impacto, desenvolver bastante a parte aeróbica e trabalhar músculos importantes.

4. Musculação

Aprovado, novamente com ressalvas. Tive dois problemas. Os dois por ter exagerado o peso em um exercício que não estava acostumado. Acredito que a tendinite no semitendinoso que tenho no momento foi causada por isso (o ortopedista concordou que é bem possível). O problema é que resolvi começar a fazer a contração da perna já na reta final de treinos, e, aí, começar já no primeiro dia com um peso razoável. Fiquei sentindo a posterior de coxa. Posteriormente foi agravado por ter treinado um dia com joelheira por conta própria por causa da dor no joelho e aí comprimiu mais esse tendão. O aprendizado é de ser bem conservador na carga.

5. Participação de provas

Aprovado. As provas preparativas, de 10k e 10,5k até janeiro, mais a meia da Asics em junho cumpriram o objetivo proposto, de ajustar vários parâmetros importantes para a prova. Essencial fazer provas intermediárias, até para não ficar muito ansioso no dia da prova-alvo.

6. Alteração na Forma de pisar

Aprovada. Creio que tenha mudado definitivamente meu modo de pisar, o que foi excelente. Passei de uma pisada inicialmente com o calcanhar ao chão para uma pisada inicialmente com o meio do pé e, com isso, reduzi minha passada. Com isso, senti um grande fortalecimento dos pés e da panturrilha, e nunca mais a Fascite plantar me incomodou. Corri de setembro a maio com tênis minimalista, inclusive os longões, sem nenhuma contusão importante. Acho que evoluí nesse quesito. Coincidentemente ou não as contusões voltaram quando voltei a correr com tênis com amortecimento, pois o minimalista teve que ir para o lixo. Outro problema é que na reta final fui treinar com o Nike free* e aí tive a contusão no pé. Pode ser porque já havia me desacostumado aos tênis minimalistas. Esse é o ponto onde tenho menos convicções e estou ainda aprendendo. Prentendo, entretanto, seguir na mesma linha de tênis minimalistas. Comprei o Olimpikus Rio Marathon, que quero revezar com o Nike Free nos treinos. Ainda vou decidir o que usar nos longões.

* o Nike Free, embora não seja minimalista, tem características consideradas minimalistas (veja aqui).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Relato de prova Meia Maratona do RJ: "A felicidade está onde a colocamos"



E, assim, 9 meses e 21 dias depois, termina a primeira jornada do Corredor Feliz. Nada poderia me fazer mais contente do que concluir a prova bem, no dia de ontem.

Guardarei para sempre a visão de meus filhos e minha mulher sorrindo para mim segurando a faixa da foto. Além disso, com minha mãe também presente. A família junta foi a cereja no bolo! Definitivamente, não tem preço.

Corri em um grupo de 4 amigos: eu, Borges, Andre e Glaucio. Fizemos fazer a corrida exatamente como planejado, o que me deixou bem satisfeito. Minha meta era terminar bem e, se possível, reduzir um pouco o tempo da Asics, apesar da altimetria mais difícil e do tempo, mais quente. Consegui atingir a meta, fechando em 1h58'45", 41 segundos mais rápido que na Asics.

Tudo começou às 5h da manhã, quando o amigo Borges me pegava para uma carona. Às 5:30h, encontrávamos o amigo Guilherme, e juntos, pegávamos o ônibus cedido pela organização. Acredito que tenhamos saído do Aterro por volta de 5:45h. Tudo muito bem organizado.

Chegávamos à concetração por volta das 6:20h. Aí fomos deixar as coisas no Guarda-Volumes e encontramos os amigos Andre e Glaucio. Demos uma passada rápida nos banheiros, mas, devido às filas, chegamos ao local da largada já próximo às 7:00h, quando foi dada a largada. Era uma verdadeira multidão de 8.000 pessoas, sem qualquer tentativa de largada por ritmo. Surpreendentemente, entretanto, o "engarrafamento" foi menor do que esperava.

Logo no início nos deparamos com a subida do elevado do Joá. Desta vez quase todos faziam em bom ritmo, por estar no início da prova, ao contrário da Asics, onde alguns caminhavam. Imaginei que teríamos dificuldade de pegar o retorno para o elevado com a quantidade de gente, mas até que fluiu bem.

No túnel, logo após o 1k, a grande surpresa. Foram vários canhões de laser que lançavam na parede ou no ar, de forma holográfica, lindas imagens de gente correndo, de palmas, e de muitas outras coisas. Emocionante! Fiquei arrepiado...

Depois, descíamos o que havíamos subido e tínhamos um trecho relativamente curto em São Conrado. Conseguimos compensar o que havíamos perdido de ritmo na subida e chegamos aos pés da Niemeyer com pace acumulado de 5'40". O chato é que devido ao túnel e elevados, o GPS ficaria com um erro até o final da prova e, assim, tinha que ficar fazendo conta para calcular o pace acumulado.

Fizemos bem a subida da Niemeyer, em um trecho lindíssimo. Descendo, chegávamos ao Leblon, do Manoel Carlos, praia que frequentei muito na infância e de onde tinha ótimas recordações. Lembrava dos episódios passados ali, de quando minha irmã e minha prima quase se afogaram, das vezes em que corri naquela areia. Bons tempos. Seguíamos firme.

Passávamos o Canal e chegávamos em Ipanema, terra da famosa "Garota de Ipanema". Houve também um bom tempo na adolescência em que ia naquela praia, antes dela se tornar um pouco mais "alternativa" na sua frequência he he. Mas tudo bem, cada um na sua. Ipanema será sempre Ipanema.

O pace se mantinha, e o grupo estava coeso. Borges, que já havia feito um ótimo tempo na Asics, claramente segurava o ritmo para correr conosco, uma atitude extremamente nobre. Qual outro esporte se vê isso? por isso eu gosto tanto da corrida. Guilherme, após semanas de férias, antes da largada já havia dito que faria um ritmo mais conservador e vinha bem atrás. Mas fez também uma boa prova.

Mais um pouco e chegávamos a Copacabana, a "Princesinha do Mar". Aqui, para mim, o psicológico atrapalhou um pouco, pois vieram as dores atrás da coxa, e o final da praia, que se vê do início, é loooooonge. Mas o grupo dá conta de levantar o astral e, assim, seguíamos. Não se pode abaixar o moral com um visual desses... era realmente um privilégio para poucos correr em um lugar tão lindo! Em alguns lugares a organização colocou algumas pessoas incentivando, o que foi uma bela atitude. Nessas horas, tudo ajuda.

Logo terminávamos Copa e entrávamos no tunel em direção à Botafogo. A essa altura, as dores já haviam ficado para trás e senti que estava bem. Como já nos aproximávamos do final da prova, vi que o sub-2h já estava garantido para todo o grupo e, assim, avisei que daria uma acelerada. Borges já havia desgarrado do grupo faltando 5k para o fim da prova. Eu sairia faltando 3k.

O final é um trecho conhecido no Aterro. Ali passamos em um lugar belíssimo também, tendo o Pão de Açucar à nossa direita. Creio que tenha passado os últimos 3k em torno de 5'10" por km. Meu gps definitivamente não foi bem, com tantos túneis no caminho...

Na chegada, muita gente, na maioria parentes e amigos dos participantes. Cheguei, apesar do esforço, com um sorriso nos lábios. Consegui ver minha mulher e meu filho mais velho. Reencontrei o Borges. Foi muito bacana!

Lembrei do amigo Gilmar, que, embora longe e de contato apenas virtual, não pode participar, mas está sempre me incentivando. Também da Elis, pessoa de coração enorme, da Katryny, sempre se questionando mas com um apoio amigo, da Yeda, engenheira como eu querendo ficar melhor cada dia, do Miguel, mineiro bacana demais também, da Adriana, companheira de trabalho e de corridas, do Andre que se tornou quase uma alma-gêmea nas corridas e de todos os outros que infelizmente não tem como citar um a um. O apoio, ao longo desses quase dez meses, além dos aprendizados, foram valiosíssimos. Definitivamente o blog foi uma boa ideia.

Encontrei o amigo Xampa. Definitivamente gosto muito de quem "não tem sempre aquela velha opinião formada sobre tudo" e está sempre se questionando.

Revi também o primo e amigo Paulinho. Era adolescente ainda quando fui com meus pais ao Aterro ver a chegada de uma maratona que ele participou. Talvez ali tenha despertado meu interesse pela corrida. Agora corro com ele, que já está na faixa de 60, mas tem mente e corpo de gente muito jovem. É e será sempre um exemplo para mim de alguém que vê o copo sempre meio cheio. Já combinamos a Maratona de 2012.

Infelizmente queria muito ter encontrado vários amigos que participaram da prova, mas não foi possível. Realmente tive que dar atenção à família que foi apenas para prestigiar. Meu pós-prova, logo após os 21k, foi correndo atrás de meu filho mais velho em um circuito gramado improvisado que encontramos. Muito bom!

As contusões claramente regrediram bastante. O pé já está OK, os joelhos quase, permanece apenas aquela atrás da coxa. Mas creio que tudo vá se resolver rápido.

Ao final desses quase 10 meses, ficou a sensação de que tudo valeu muito à pena e teria feito tudo de novo. Agora, é hora de ancorar o barco e recompor o planejamento para me preparar para novas viagens! Os amigos Borges, Guilherme e Paulinho já avisaram que vão juntos no barco da Maratona de 2012. Tenho muito a aprender com a vida, e descobri na corrida uma fonte de aprendizado poderosa. Não quero os mares tranquilos e as baías abrigadas! Não sei ainda o que me aguarda nos oceanos da vida, mas sei muito bem o que busco! Quer vir junto?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A viagem

Finalmente, depois de 10 meses, no domingo, termina minha caminhada rumo à Meia-Maratona do RJ.

Não sei o que me espera em cada um dos 21 mil, 97 metros e 50 centímetros. Só sei que irei, um passo depois do outro, em busca do meu sonho. De repente, algo que lá atrás parecia tão distante, está agora ao alcance das mãos (ou dos pés).

Obrigado desde já a cada um que me apoiou em todo esse tempo. Ainda que fosse possível sem esse apoio, seria muito mais difícil e sem graça. Meu esforço, nesse domingo, é para cada um de vocês.

Agradeço especialmente, além da família, ao apoio dos amigos de treino Guilherme e Borges, que correrão comigo, companheiros em todo esse período.

O dia promete estar lindo! Será um cenário perfeito!

Faço dessas minhas últimas palavras da etapa de preparação:
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cerca de 15 segundos por Km

É isso, mais ou menos, que perdi na minha velocidade devido às lesões que me prejudicam os treinos desde maio.

Ontem fiz aquele treino nas montanhas de Minas, que já havia feito em outra ocasião. Rodei 15k. Acho que não foi uma boa opção, pois o percurso é cheio de ladeiras e fiquei com algumas dores. Com prova no próximo fim de semana, teria sido melhor um treino em local mais plano. Mas paciência, foi o que deu para fazer. Dessa vez fiz em 5'59"/k, contra 5'45"/k antes. Essa semana focarei na fisioterapia, no máximo fazendo um treino leve.

A festa no domingo será bacana! Dessa vez, além dos muitos amigos que irão correr, a família também deve prestigiar!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Otimismo aumentando e apresentações

Boas notícias. Com a fisioterapia, alongamento em casa e algumas semanas de treinos mais leves, minhas contusões estão claramente regredindo. Corro na esteira durante a semana, e no asfalto, por falta de piso melhor, no longão de domingo. Hoje fiz uma corrida curta, de 32 minutos, mas em um ritmo relativamente alto, como um treino de ritmo. Na terça também fiz um bom treino. Domingo é dia de longão, pretendo fazer de 15 a 17k, dependendo de como estiver me sentindo.

Muita gente me perguntou o que é o tal do Semitendinoso, que está lesionado. Vamos as apresentações:

amigos - semitendinoso
semitendinoso - amigos

Foi difícil para o médico achar o local da lesão, o que ele fez sem necessidade de exame, apenas apalpando. Basicamente o processo foi ir apertando em todos os lugares até achar o ponto onde doía. Mas acho que ele já estava desistindo quando finalmente encontrou. Ô musculozinho escondido.

Aí eu me perguntei: por que o semitendinoso? poderia ter uma tendinite de adutor magno? olha como fica muito mais chique: "estou com uma tendinite de adutor magno". Ou então gostei daquele ali "estou com uma tendinite de gastronemio". Mas é só agente se preparar para a MEIA Maratona que o músculo tem que ter nome pela metade... por que não tendinoso? definitivamente não curti essa... se bem que podia ser pior, se fosse naquele biceps femoral ia ter que explicar para todo mundo que esse biceps não é no braço... melhor assim.

Dia 17 é o dia!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Adote 1 metro na Maratona do RJ



Taí uma iniciativa que eu achei legal e, por isso, divulgo. É para a Maratona do RJ, que será no próximo dia 17. É só ir lá no site www.adote1metro.com.br e escolher o trecho que deseja adotar. A ideia é incentivar a torcida no percurso da prova. Vamos falar com os amigos, vamos divulgar!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Avaliação e perspectivas

Ontem (domingo) corri 17k na Lagoa, para 5'37"/k, e foi um ótimo treino. Como fiz uma prova tranquila na Asics, a semana também foi boa. Corri na esteira na terça mais leve e na quinta um pouco mais forte, mas sem forçar demais. Fiz também fortalecimento muscular. Sigo fazendo meus tratamentos com gelo (estou tentando ser mais disciplinado) e alongamento.

Fiquei tentado a tentar melhorar meu treino na Meia da Caixa que participarei em duas semanas, mas como a altimetria é pior, se fizer sub-2h já está bom demais.

Como falei ao final do post anterior, tenho, no momento 3 lesões. Quarta-feira começo a fisioterapia. Não são, no momento, graves. Uma é no pé (metatarsalgia) e creio que, com o gelo já ficaria boa. A outra no joelho, Condromalácia patelar, eu diria que tem diminuído. Ontem trenei 17k sentindo, eventualmente, algumas poucas pontadas. Algo melhor do que estava antes. A outra é mais chata, é uma tendinite no tal do Semitendinoso, que passa na parte posterior da perna, entre o joelho e o quadril. Acho que surgiu na musculação, quando comecei a fazer contração da perna e coloquei um peso meio alto da primeira vez. Depois fui correr um dia de joelheira e ficou pressionando esse tendão. Ela aparece por volta do 5k e vai eventualmente aparecendo até o 12k. Depois some.

Tudo que quero é sobreviver às 2 Meias que ainda tenho (Caixa e Assunção), para finalizar a temporada, e depois ficar me tratando e recuperando.

Já identifiquei algumas possíveis causas para a contusão como: excesso de velocidade no longão, carga errada na musculação, planilha de treino sem semanas de recuperação, volta do uso do tênis com amortecimento por ter ficado sem tênis minimalista e volta ao uso de tênis sem amortecimento quando já não estava habituado (causa específica do problema no pé). No futuro vou procurar evitar esses erros. Se é para errar, que sejam erros novos he he! Ainda bem que, como na vida, na corrida errando é que aprendemos! Para a Maratona penso em contratar uma assessoria, mas ainda não me decidi por completo.

Vou investir no segundo semestre no equilíbrio corporal, pois tenho o lado direito da perna bem mais fraco que o esquerdo. O negócio é fazer o fortalecimento muscular sempre que possível com cada perna separadamente. Não tem risco e só traz benefícios! o único problema é que o treino fica mais longo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

por que sorrio?


Sorrio porque, enquanto outros ainda dormem, posso acompanhar o nascer do sol no Rio de Janeiro
Sorrio porque tenho esse mesmo sol majestoso à minha frente, ligeiramente à esquerda
Sorrio porque tenho as ondas do mar quebrando ao meu lado
Sorrio porque meus sonhos viajam muito mais longe que meus pés

Sorrio também porque tenho uma esposa que "segura a barra" enquanto estou treinando
Sorrio porque tenho filhos maravilhosos esperando pelo "papai" deles em casa
Sorrio porque tenho todo o restante da família me apoiando

Sorrio porque encontrei grandes amigos para dividir minhas conquistas e dúvidas
Sorrio porque tenho muitos desses amigos correndo comigo
Sorrio porque tenho muitos amigos que não estão agora correndo comigo, mas me querem bem

Sorrio também porque aquela ladeira no quilômetro 17 me ensinou muito sobre a vida
Sorrio porque tenho conseguido, ainda que com dificuldade, ver o copo sempre meio cheio
Sorrio porque posso aprender um pouco mais a cada dia com a corrida


Sorrio porque a corrida é, para mim, a celebração do dom da vida

(boa notícia: fui ao ortopedista hoje. Embora tenha 3 lesões, elas são leves e posso continuar correndo desde que reduza o volume. Agora é encarar a fisioterapia)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Asics Golden Four - 1h 59min 26seg de diversão!

Canto superior esquerdo: eu, Borges, Guilherme e Michel (amigo da faculdade)
Ao lado: Rodrigo (irmão da Camila, amigos de longa data), Guilherme e eu
Canto inferior esquerdo: eu, Guilherme, (amigo do André) e André (Andre e o Tenis, meu parceiro nessa prova)
Ao lado: Guilherme, Borges e eu (os "sobreviventes" do projeto Meia Maratona em 2011)
Na vertical: meu primo Paulinho (alguém acredita que ele tenha 60 anos?. Detalhe: completou em 1h53'), eu e Guilherme

Deixe-me dizer logo que esse foi o inicio de um final de semana mágico, onde faltarão adjetivos para descrever tudo que vivi nessa Meia-Maratona! O percurso, de 21 km, foi do Recreio para São Conrado.

Estava receoso. Tinha dores que me deixavam em dúvida se devia ou não participar dessa prova. Os 4 últimos dias haviam sido de muito gelo e alongamento. Temia realmente não concluir e quebrar feio, ainda por cima piorando as lesões. A confiança estava baixa. Coloquei como meta fechar em menos de 2 horas, o que signifca um pace relativamente confortável de 5'40"/km.

A feira na véspera foi tão boa que minha empolgação aumentou. Ainda que a meta original fosse de completar a meia na prova da Caixa, em 17/07, circunstâncias me levaram a me inscrever nessa prova, que muito prometia. Na feira foram muitas palestras interessantes e o almoço excelente.

Das palestras, além de ser sempre bom ouvir as histórias de superações de atletas como o Lelo, que teve fraturas múltiplas na perna, ficou 4 anos em treinamento e agora faz maratona para 2h37', teve uma que me chamou a atenção para um fator. É a questão do equilíbrio muscular do nosso organismo. O fato é que desde que tive minha primeira lesão no tornozelo há uns 15 anos, tenho tido diversas contusões. Uma coisa que sempre me chama a atenção é que o lado direito do meu corpo suporta uma carga muito menor na musculação que o outro. Pode estar aí a causa das contusões que sofri desde então! O bom é que é algo que pode ser trabalhado na musculação, sempre levantando peso com cada lado isoladamente. Farei isso no 2º semestre!

Outra coisa muito boa do pré-prova foi encontrar amigos. Fui com Borges, e lá encontrei o Guilherme. Ambos foram grandes parceiros nessa caminhada que se iniciou ano passado rumo à meia, que se iniciou em um casamento de um amigo em comum. Encontrei também Bruno Gelmi, Felipe Carino, Iberé, Daniel Sarti, todos do Blog correria, Jorge Ultramaratonista, Lelo e outros que conheci no local. É muito bom poder falar de pace, longão etc sem "encher o saco" de quem não é do universo de corridas he he.

Mas vamos á prova em si...

Com sentido invertido ao originalmente proposto e largada no recreio, tive que acordar às 3:45h, depois de ir dormir próximo de meia-noite. Mas já é sabido e estudado que a noite anterior mal dormida não costuma atrapalhar no rendimento da prova e, então, isso não abalou em nada minha confiança. Não havia jantado muito, então optei por tomar um café mais robusto, já que ainda faltavam 3 horas para a largada. Comi um sanduíche de pão de forma com queijo minas, um suco, um iogurte e uma banana. Por volta das 6:00h acrescentei uns 5 biscoitos maizena que havia levado e, instantes antes da largada, uma paçoca. A opção pela alimentação mais reforçada foi excelente, e não tive problemas com isso durante a prova.

Busquei meu amigo Borges, grande companheiro e chegamos em São Conrado, onde sairiam os ônibus para o Recreio às 5:00h. Devido à uma pequena confusão em relação ao local de saída dos ônibus, finalmente nos acomodamos neles. O nosso saiu às 5:45h.

Chegamos ao local de largada às 6:30h. Era um lindo dia de sol de inverno, com temperatura amena. No local encontramos os amigos Guilherme, Rodrigo, André, do ótimo blog André e o Tênis, e o Glácio, seu amigo.

Combinamos todos de correr em um ritmo de 5'40"/km, o que daria um pouco menos de 2h de prova. O amigo Borges já avisou que correria mais rápido, pois estava com condicionamento melhor, e fechou a prova em 1h48', um ótimo tempo.


A largada foi bastante pontual e, no local em que fiquei, sem atropelos. Embora no início a densidade estivesse grande, não chegava a prejudicar o ritmo, da mesma maneira que nós mesmos não atrapalhávamos os demais. Assim, estávamos em uma boa posição. Não vi aquela multidão de caminhantes das provas mais curtas. Ótimo!



Conseguimos encaixar o tempo pretendido desde o início. Rodávamos como um relógio no ritmo pretendido. Conseguíamos tal proeza controlando pelo Virtual Partner do GPS, ajustado para 5'40". Quando ele abria um pouco, acelerávamos, quando nós é que abríamos, reduzíamos. Acabei ficando meio que como pacer do nosso pelotão. Éramos um grupo de 5.

Me divertia muito. Era muito bom estar ali, correndo com aqueles amigos, tendo o mar a minha direita e o sol a frente. Uma verdadeira celebração da vida. Queria eternizar aquele momento.

No início da prova, meu joelho andou dando sinal de vida com alguma frequência. A sorte é que a prova era plana nessa altura, pois uma ladeira ali poderia ter abalado muito meu psicológico. O acaso jogou ao meu lado, pois a inversão do sentido da prova jogou a ladeira para o final. Ainda assim, corria com um pouco de medo a cada pontada. Mas eu procurava pensar positivo, lembrando que, nos treinos, as pontadas se reduziam muito conforme meu corpo aquecia. Foi o que aconteceu. Mas tenho que dizer que várias vezes temi uma dor mais forte me tirar da prova. Andei com dinheiro do taxi para essa eventualidade. Seria, entretanto, uma grande derrota, não há como negar, ainda que extraisse algo positivo com certeza. Afinal, "tudo vale a pena se alma não é pequena".


Por volta dos 6k, comi um gel e completei com gatorade oferecido pela organização. Aqui foi um pouco complicado, pois o mesmo vinha em copo, e foi praticamente impossível tomar sem caminhar. Não sei como resolver isso nas próximas provas. Uma opção é levar meu cinto de hidratação. O risco é uma das garrafinhas cair, o que acontece de vez em quando (diria 20% dos treinos) e pode ser muito chato em uma prova.

Até o 10k, o quilômetro mais rápido havia sido em 5'37" e o mais lento em 5'43". Incrível isso. Por volta do 10k, o grupo se reduziu. Enquanto Guilherme acelerava um pouco para buscar um ritmo um pouco mais forte, André permanecia ao meu lado no mesmo pace, enquanto os outros dois reduziram um pouco.


Por volta dos 16k comi uma paçoca, que para mim é ótimo e tomei mais um pouco de gatorade. Em algum momento tomei um pouco de água, e ficaria bem hidratado e nutrido por toda a prova.


Foi sensacional ter um amigo como André, que conhecia apenas virtualmente, ao meu lado nessa prova. Certamente criamos ai uma longa amizade! Embora o ritmo estivesse, até certo ponto, confortável, o psicológico alterna um pouco em uma prova longa como essa. Acabamos, também, involuntariamente, adotando uma estratégia ao final que se mostrou acertada. Um pouco antes de entrarmos na ladeira do túnel abrimos uns 50 metros do Virtual partner até por iniciativa do André, "gordura" que se mostrou essencial no aclive maior do que o imaginado que enfrentaríamos ali. Na ladeira, como estava bem, procurei incentivar o André, que mostrava sentir um pouco o esforço. Corríamos lado a lado e assim completaríamos a prova!

Na descida, tive que enfrentar outro inimigo, meu pé esquerdo. Voltei a sentir o tal do Neuroma de Norton que, já havia percebido, costuma incomodar justamente nas descidas. Mudei um pouco a pisada para o calcanhar para compensar. Consegui segurar a onda. (PS. na verdade era apenas uma metatarsalgia, mais leve que o neuroma, mas no mesmo local)

Aceleramos um pouco ao final, até porque percebi que o GPS tinha um erro devido aos túneis e apitaria o fim da prova muitos metros antes da chegada. Chegamos em ótima condição. Lembrava-me dos treinos, das dúvidas, de tudo que havia passado nesse tempo. Cruzei a linha de chegada sorrindo! Aliás, o sorriso era quase que permanente. Por mais que tentasse, não conseguiria me desfazer dele nos momentos seguintes. Aquilo era um sonho se tornando realidade. Há alguma coisa mais maravilhosa que o "clima" pós-prova? todos comemorando o desafio, felizes, uma sensação que só quem já fez uma prova dessas conhece.

Do grupo de 4 amigos que começaram a preparação para essa meia, 3 cruzaram a linha de chegada ontem: Borges, Guilherme, que acabaria terminando cerca de 30 seg antes, e eu. Foi uma belíssima caminhada juntos!

A medalha da prova foi a cereja do bolo! A mais linda que já vi... como disse meu filho quando cheguei em casa, parecia um 6, mais para mim ela simbolizava muito!!

Quanto à minha meta de 1h45' na prova da Caixa, certamente não dá. Mas isso é realmente o de menos. Ontem eu fui muito feliz e, com certeza, não me esquecerei jamais dos momentos que passei. O dia 26 de junho passa a ser uma data para ser comemorada de agora em diante, como o dia em que superei meus medos e me tornei uma pessoa melhor. E o que é melhor, na companhia de grandes amigos!

Que venha a Maratona em 2012! Borges já disse que estará comigo no projeto! Quem mais se habilita?

domingo, 19 de junho de 2011

Jardim Botânico e Asics

Embora não esteja totalmente 100%, essa semana fiz 3 treinos, dois de ritmo e um longão hoje. Evitei os treinos intervalados mais fortes. Hoje fiz 15k, a um pace médio de 5'40". Serviu como teste para domingo, quando correrei a meia-maratona da Asics. Espero não ter problema.

A única coisa que fiquei chateado foi que fui correr no Jardim Botânico, que inclusive tinha sido motivo de reportagem do Globo como ótimo lugar para treinar, e quando cheguei lá o segurança me informou que a corrida estava proibida no parque. Só é permitida até as 8:00h e após as 17:00h, horário em que apenas os sócios podem entrar. Mesmo assim pouco adiantaria para mim me associar, pois o parque abre as 6:30h para os associados, e então meu longão ficaria limitado a 1h30'.

O que é triste é ver que, nas vezes em que lá estive, os corredores eram tão poucos que não atrapalhavam ninguém. Sem falar que as alamedas são largas, é bem tranquilo correr ali. Percebo que realmente ainda estamos longe de ser uma cidade olímpica. Triste ver isso...

Acabei indo correr na Lagoa, mas não estava nem com tênis apropriado, pois o piso do Jardim Botânico é bem mais macio, especialmente para alguém que está tentando se livrar de uma contusão. Por isso reduzi a distância, que seria de 17k para 15k.

Quanto à Asics, estou animado! seremos 3 amigos correndo, eu, Borges e Guilherme, além de inúmeros amigos virtuais e outros que já viraram reais. Se alguém que for participar puder dar um alô nos comentários, vou tentar encontrar! Vou fazer um pace bastante conservador, em função do meu estado e das outras duas meias que pretendo correr em julho e agosto.

Treinos da semana:
2ª feira: off
3ª feira: off
4ª feira: ritmo (35' a 5'10")
5ª feira: musculação
6ª feira: ritmo na esteira (30' a 5'/k e 1% inclinação)
Sábado: off
Domingo:Longão na Lagoa 15,1k (1h25'43")