Maratona de Berlim 2013

Maratona de Berlim 2013

terça-feira, 1 de abril de 2014

Mizuno 21k

Estou me preparando para os 21k da Mizuno, dia 11/05.

Depois de um início e meio de verão nos quais tive muita dificuldade de treinar mais forte, tenho evoluído bastante nas últimas semanas. Estou treinando três vezes na semana, e fazendo reforço muscular outras duas. Os treinos são uma adaptação do Ironguides ao meu organismo, que já sei mais ou menos como funciona depois desse tempo todo correndo.

O primeiro treino da semana é de velocidade, no qual não faço como o ironguides recomenda, com tiros muito curtos (20") de velocidade total. Faço 1' forte por 1' fraco, na esteira. No momento a parte forte está indo de 14 km/h a 15,5 km/h, enquanto a parte fraca fica em 8 km/h. No total contando aquecimento o treino fica em 45 minutos. Os tiros curtos me forçam muito a coluna e prefiro evitar para não ter problemas maiores tanto durante o ciclo de treinamento quanto mais para a frente.

O segundo é de ritmo, também feito na esteira, no qual alterno 1' relativamente forte por 20" lento, em um treino mais longo. Atualmente está na faixa de 1h10'. Nesse caso o forte tem estado na faixa de 12.5 km/h, enquanto o lento fica em 8.3 km/h.

O último treino é um longão na rua, no fim de semana. Também não dou os tiros que o ironguides recomenda. Faço o tradicional. O último foi de 15k, em 1h30', ou 6'/km. Tenho feito esse treino em volta do maracanã.

Nunca faço o desaquecimento aconselhado pelo Ironguides. Já li muitas pesquisas a respeito e já me parece quase consenso na academia a inutilidade dessa prática.

Nesse meio tempo tenho me alimentado bem melhor e estou perdendo a gordura acumulada. A batalha é contra o relógio, pois a prova é em 40 dias e ainda tenho uns 4 quilos para perder. Creio que isso, tanto quanto os treinos, daria uma condição melhor de buscar um bom tempo. Por hora, pelo tempo que falta até a prova, diria que dificilmente terei condição de buscar um recorde pessoal, atualmente na casa de 1h49'. Está me parecendo mais prova para fazer entre 1h52' e 1h55', mas vamos ver como as coisas evoluem.

quarta-feira, 12 de março de 2014

que GPS comprar?

O post abaixo veio de emails trocados com um amigo que corre, que pediu minha opinião sobre modelos de GPS. Falo abaixo dos modelos da Garmin, que é a marca que eu compraria.

O meu é o 610, que comprei na Europa na feira da Maratona de Berlim. Ele é muito bom e está na faixa de USD 300. Para mim as grandes vantagens sobre o 305 são o alerta vibratório para qualquer coisa, que é impossível de não sentir, o tamanho, que não chama atenção de bandido e a tela touchscreen, que funciona mesmo na chuva ou com luvas. Mas tive problemas com a bateria, resolvidos incialmente após uma atualização do firmware. Agora ele estava funcionando perfeitamente, mas caí no erro de atualizar o firmware novamente e a bateria voltou a acabar rapidamente. A cinta cardíaca é uma evolução sobre a do 305 que a maioria prefere, mas me incomodou um pouco e eu continuo usando a do 305, que é compatível, então sem problemas aí. O sinal do satélite tende a ser achado mais rápido também.

Mas hoje eu compraria o 220 (http://www.dcrainmaker.com/2013/11/garmin-forerunner-depth-review.html). É o mesmo preço que o 610 e mais moderno (o 610 é de 2011 e o 220 de set/13). Ele é uma versão mais básica do top de linha 620 (que custa USD 450 e explico abaixo). Sobre o 610 tem 2 vantagens claras. O sinal do satélite pode ser encontrado quase instantaneamente se você tiver acessado um wi-fi até duas semana antes, pois ele carrega da internet a posição dos satélites e deixa armazenado nesse tempo. Outra coisa é que ele possui um acelerômetro interno que permite medir a velocidade da corrida na esteira, claro que uma imprecisão maior que com o uso do GPS. As desvantagens que me lembro em relação ao 610 são que não possui o modo virtual partner / virtual racer e que na tela cabem 3 campos, contra 4 do 610.

A opção de entrada atual é o 310 XT, bem parecido com o 305, mas com bateria que dura 20 horas e totalmente a prova dágua. Como este é um modelo mais antigo está na faixa de USD 188.

O top de linha é o recém lançado 620 (http://www.dcrainmaker.com/2013/11/garmin-forerunner-review.html), mas está a USD 450. Só falta falar. Além de ter tudo que o 220 tem, tem de volta o virtual partner e racer, medidas extras da corrida (tempo de toque médio no solo, VO2 etc), prevê seu tempo de corrida baseado no seu potencial (VO2), permite acompanhamento on-line pela internet da sua corrida etc.

OBS todos os preços são da Amazon lá nos EUA.

sábado, 4 de janeiro de 2014

2013 e 2014

São 5 anos de corrida!

2013
o ano começou bem, com treinamento forte para a Meia-Maratona da Asics. Na semana da prova, entretanto, peguei dengue, o que inviabilizou minha participação. A seguir tive uma bursite no joelho, que impediu meus treinos por um tempo para minha estreia na maratona. Mas as coisas melhoraram, consegui encaixar bons treinos e finalmente pude participar da Maratona de Berlim. Foi uma experiência sensacional! De lá para cá as coisas seguiram bem, o único problema foram alguns quilos ganhos, mas os treinos tem sido ótimos.

2014
Estou na dúvida se vou para minha segunda maratona ou foco nas meias. Acho que vou para a Meia da Asics em Abril e aí decido o que farei em julho, se participo da meia do Rio ou da maratona. Os treinos estão bons, então estou sentindo que é uma questão de perder peso para os resultados começarem a aparecer.

Um Feliz 2014 a todos e boas provas!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Há vida pós maratona

e agora José?

a 1ª maratona se foi...
o frio passou...
as dores passaram...

o sonho virou realidade.

Bom, passada a fase inicial pós-maratona, estou de volta. Tive sim dores no pé que me fizeram evitar a corrida durante o restante das 3 semanas de férias. Foi uma pena, pois pretendia correr em outros lugares em que estive, alguns verdadeiramente especiais, mas não deu. Por outro lado foi bom, pois facilitou o dia-a-dia com a esposa, já que nessa viagem não levamos as crianças. Nosso roteiro foi Berlim-Salzburg-Innsbruck-Fussen-Munique-Praga e Roma.

Estando de volta, tive um pouco daquela ressaca pós prova-alvo e fiquei pensando em qual seria o próximo objetivo. Resolvi adotar um objetivo mais leve. A ideia será correr a Corrida de São Sebastião, de 10 km, dia 20/01, o mais rápido que der. Normalmente o calor dessa prova é muito forte e não tenho tanto tempo, então verei o que farei.

Como a motivação não estava tão forte, não tenho tido ânimo de acordar cedo para fazer o fortalecimento muscular, ainda mais que tenho dormido mais tarde que gostaria. Mas sigo treinando 3 vezes na semana, um treino progressivo, um tipo ironguides (sequencias de 1' forte com 20" leve) e um longão, para o qual adotei os 15km. Não pretendo aumentar essa distância até lá, mas pretendo aumentar o ritmo gradativamente.

Resumindo, o estado atual é bom, porque estou sem dores relevantes e com boa motivação novamente.

Estou na velha batalha para perder peso, bem como para voltar a fazer o fortalecimento muscular, que para mim fazem realmente diferença.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (Resumo final)


Retirado do site da Maratona. O Dr. ali no nome foi um erro deles he he.

Fui muito feliz no processo de preparação, bem como na Maratona de Berlim!

Completar uma maratona era um sonho de criança que pude realizar. Isso é fato. Nada que eu leia ou ouça vai mudar isso. Assim, o evento teve grande importância na minha vida.

Outro ponto a destacar é que, devido às circunstâncias (contusão), foi necessário me superar para adotar uma estratégia que não era o que gostaria de fazer (run/walk). Foi difícil me manter fiel a ela, tanto durante alguns treinos quanto, mais ainda, na corrida. As parciais da prova, que colei na figura acima mostram o acerto da estratégia. Consegui fazer uma prova bem consistente e, as dores após a prova mostram que fui no limite do que dava para aquele dia. Levo essa perseverança para a vida, já que viver é a arte de fazer o possível, ainda que, muitas vezes, longe do ideal que gostaríamos.

O fato de escolher para a estreia uma corrida fora do país também foi muito bom. Em primeiro lugar, tinha muita curiosidade de correr uma major. Minha conclusão foi de que a organização é realmente, impecável e o povo alemão deu mostra de saber fazer realmente algo organizado.  Depois, para a estreia, acho que foi importante ter escolhido uma prova plana e com temperatura ideal. Não imaginava, entretanto, que as condições seriam tão perfeitas. Não sei se vou conseguir fazer na vida uma prova tão plana e com temperatura e umidade tão boas. Tinha medo de ficar com frio, mas agora já sei que a temperatura em torno de 10º é ideal!

Outra constatação é que é muito bom fazer uma prova realmente com apoio popular, acrescenta bastante na motivação, embora correr seja naturalmente motivante para mim.

Minha esposa também me apoiou durante a preparação, bem como durante a prova. Sei que a preparação para uma prova como essas é difícil e muitas vezes tive que realizar longos treinos. Coube a ela segurar a barra. Ainda por cima esteve em 3 locais durante a prova tentando me encontrar. Por algum motivo acabamos nos encontrando apenas em um. A união do casal é mais um bom resultado que carrego de todo o proceso.

Por último revisitei as dicas que havia recebido dos amigos corredores antes da prova. Consegui cumprir as 3: não exagerei no começo da prova, controlei bem a alimentação e hidratação e me diverti muito! acho que está bom para a primeira vez!

Ainda tenho muitos desafios na minha vida de corredor amador, isso foi só o começo de uma nova etapa. Ainda quero fazer uma maratona inteira sem andar, por exemplo. Também não sei se quero continuar treinando para maratona, provas menores, ou mesmo se parto para outros vôos (provas de montanha etc). Tudo será avaliado com calma.

Por último quero deixar registrados os agradecimentos a todos que passaram aqui pelo blog, bem como aqueles que me apoiaram ainda que sem passar por aqui.

Não sou uma pessoa diferente por causa da maratona. Não me tornei um super-homem ou algo do gênero. Creio, entretanto, ter me tornado um ser humano um pouco melhor, pois algumas experiências, como esta, tem essa capacidade de nos moldar.

Já iniciei nova fase nos treinos. Devagar. Um passo depois do outro. Assim, mais ou menos, como se segue na vida ;-)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (3ª parte)

A prova acontecia em um cenário bonito demais, mas eu, conhecendo pouco a cidade (há apenas 3 dias), não conseguia identificar, na maior parte do tempo, por onde estava passando.

Uma coisa muito legal eram as bandas no caminho. Pelo que sei foram bem mais de 40. Tinha desde o baterista solitário até uma banda de samba brasileiro. Muitas davam um verdadeiro show e eu cheguei a passar aplaudindo uma ou outra. Pode parecer besteira, mas isso ajuda. A prova fica menos monótona e mais leve.

Outro ponto que funcionou com perfeição foi a sensação térmica, com o colete tipo segunda pele que comprei na feira da maratona e coloquei por baixo da camisa de prova. Estava receoso, porque nunca havia treinado com ele, mas também nunca havia treinado com aquele frio, então alguma coisa teria que ser a primeira vez. Tinha decidido que, se tivesse problema, aproveitaria uma das caminhadas para retirá-lo. Na verdade, no entanto, foi simplesmente perfeito. Agora já sei, para prova entre 5º e 10º ele é o ideal. Pena que agora ele vai ganhar poeira na gaveta porque esse tempo aqui no RJ não faz nunca he he.

Outro bom aspecto da prova foi a parte da alimentação e hidratação. Consumi 3 géis de carboidrato, 3 paçocas, além de pedaços de banana dados pela organização. Na hidratação, alternei água (com os géis) e isotônico (com as paçocas). Tive que me adaptar, pois os postos ficavam, em média, a cada 2,5 km, alternando água e isotônico, enquanto nos treinos me alimentava/hidratava em períodos diferentes, mas tudo deu certo.

Com tudo isso, e com o ritmo que imprimia, não posso dizer que tenha chegado ao falado muro que se comenta. Evidentemente a prova ia chegando ao final e o cansaço se acumulava, mas não sentia uma dificuldade tão grande para continuar. No quilômetro 35 encontrei minha esposa, que me deu muita força e um gás extra.

Quando senti que faltavam 8 ou 9 quilômetros, achei que dava para correr mais, e reduzi as caminhadas para 1 minuto a cada 10 ou 15 minutos. Cheguei a cogitar correr direto, mas tive medo de não chegar ao final. Quando deu 40 km, acelerei mais e percebi alguém correndo no mesmo ritmo. Era uma polonesa, chamada Marta, se não me engano. Combinamos de irmos juntos até o final, dando força um ao outro. Isso foi importante e permitiu que tenha acelerado ao final, fazendo os dois últimos quilômetros abaixo de 5'40", um ótimo ritmo para aquele momento. Cruzei a linha de chegada sorrindo e aliviado... (continua)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (parte 0)

Peço desculpa a quem vinha lendo as partes anteriores. Aqui quebro a sequência. É que me lembrei de coisas que aconteceram antes da prova, e que queria deixar registradas. Também, quem disse que os pensamentos vem de forma tão linear? às vezes eles gritam dentro da gente e pedem para sair, assim, meio que sem uma sequência definida.
Preciso dizer que tudo começou, na verdade, na quinta-feira anterior, três dias antes, quando chegava a Berlim. Estava cheio de sonhos e planos. Por um lado sentia aquela ansiedade natural de quando se espera algo grande. De outro, tinha aquela vontade enorme de absorver toda aquela cultura, aquela realidade que passava ali na minha frente. Uma cultura diferente abre uma nova dimensão na nossa compreensão do ser humano. Já tinha ido à Alemanha quinze anos antes, de mochila nas costas e sozinho, mas agora o aprendizado seria outro, já que um rio não passa duas vezes no mesmo lugar...
Voltando, entretanto, às nossas reflexões, para absorver um pouco daquela cultura, precisava andar. E isso não combina bem com uma maratona. Consegui, mesmo assim, e com apoio da esposa, fazer um roteiro onde andei muito no 1o. dia, e fui reduzindo até a véspera da prova. Algumas coisas que descobri nesses dias:
1) que ninguém precisa controlar quem pagou o bilhete do metrô nem cada trem precisa de um maquinista;
2) que a salsicha não pode ser tão ruim pra saúde nem provocar câncer;
3) que ainda que se dividam pessoas por um muro, ninguém separa seu espirito;
4) que lembrar o passado é uma boa forma de evitar que os erros se repitam.
Agora alguns pontos mais práticos:
1) a feira da maratona é sensacional. Como me esqueci de levar um tênis além do que iria correr, comprei bem barato um Saucony Kinvara 2, bem como um Garmin 610, pois estão para lançar o 620. Na prova, entretanto, optei pelo velho 305, com o qual já havia me acostumado.
2) o clima estava bastante frio, com temperatura na faixa dos 10C, embora com dias lindos. Por isso, resolvi investir numa blusa térmica de manga comprida. Foi ótimo, pois coloquei por baixo da que usaria na prova e, com isso, mantive um conforto térmico durante toda a prova. Arrisquei, pois não havia testado isso em treinos, mas deu certo. A temperatura esteve, para mim, perfeita para correr.
3) é maravilhoso viver o clima pré-maratona de uma major. O hotel estava lotado de corredores;
4) a turma leva casaco velho para a largada e vai abandonando. Achei perigoso, pois vi muita gente  tropeçando e quase indo ao chão com eles.
Acho que era isso. No próximo continuo com a 2a. metade da prova.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (2a. Parte)

Após aquele início fantástico, era hora de fazer a minha parte. Precisava mostrar a mim mesmo o que me levava a encarar pela 1a. vez os temidos por alguns e incompreendidos por muitos, 42 km. De inicio, o desafio era me manter fiel a estratégia para a qual havia me preparado, de ciclos onde correria por 4 minutos e caminharia por 1. Como tive que fazer uma preparação curta, devido a uma lesão, era isso que tinha para aquele dia.
Digo já que foi difícil começar a prova assim. Talvez não seja possível para quem não corre entender isso, mas é difícil andar quando se pode (e se quer) correr. Os 42 k, entretanto, punem. Assim, tinha que manter fiel à estratégia.
Só que se passaram os primeiros 4 minutos e não consegui parar para caminhar.
Poderia dizer que foi por causa do frio, que ficaria bem na fita. Em parte até foi, mas o motivo principal não foi esse. Tive vergonha mesmo. Resolvi na minha cabeça (e como diria o amigo Miguel maratona se corre com a cabeça) que aquele 1o. ciclo seria de aquecimento. Somente com 9 minutos caminharia pela 1a. vez. A parir daí, busquei ser quase que religioso na estratégia, só a modificando para realizar as alimentações e hidratações quando disponíveis, caminhando.
Um capitulo a parte eram as pessoas e bandas nas ruas, que animavam demais! Como é bom correr assim.
Tive apenas uma dificuldade, de logística. É que, como a prova tem muita gente, acaba-se, naturalmente, com o tempo, formando-se grandes grupos que correm na mesma velocidade. Como eu percorria 4 minutos em uma velocidade maior (6'/km) e 1 minuto bem lento, tinha dificuldade. É como se a cada ciclo tivesse que correr em zigue-zague, ultrapassando os mais lentos, para depois voltar a ser ultrapassado pelas mesmas pessoas no minuto em que caminhava. Mas dava para levar, não chegava a ser dramático.
Com isso, o tempo ia passando. Como o GPS andou falhando, além de ter corrido mais que o normal pelo motivo explicado, acabei completando a 1a. metade da prova uns 2minutos (uma besteirinha) mais lento do que gostaria, em 2 horas e 17 minutos. Mas, como já disse, era bom demais correr ali, com aquela gente, aquela torcida. Cada vez tinha mais certeza do acerto na escolha da prova e na preparação, no que eu pude controlar...

sábado, 5 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (1a. Parte)

Há momentos na vida em que temos certeza de estarmos vivendo uma experiência da qual nunca esqueceremos. O dia 29 de setembro de 2013 foi um destes dias.
Estava em Berlim. Sentia frio, muito frio. Chegava ao local da largada com proteção mínima, por erro de principiante, que esqueceu de levar um casaco. O dia era lindo, e ainda faltava uma hora e trinta para a largada.
Tudo o que vivia provocava um mix de sensações, sentimentos e emoções. Procurava aproveitar ao máximo, absorvendo tudo que se passava comigo naqueles momentos. Estava ansioso e com um certo medo (por que não?) do desconhecido. Tinha certeza que sairia dali uma pessoa diferente, embora outros não percebessem. Sentia-me ao mesmo tempo pequeno, frente aos 42 km que me aguardavam, e grande, frente ao que já alcançara até ali. Sabia que o que poderia alcançar representaria pouco para muita gente, que sonhos são, ainda bem, pessoais e (quase sempre) intransferíveis. Para mim, entretanto, era muito. Quatro anos depois de começar a correr, dava ali meu maior passo.
Após deixar as ultimas coisas no guarda-volumes, dirigi-me para a largada. Ali, agora sem gorro, calça e luvas, achei que teria hipotermia. Neste momento, entretanto, a massa ajudou. Eram 40.000 pessoas transformadas em uma só energia, algo transcendental mesmo. O locutor entrevistava campeões do passado, as largadas das ondas iam acontecendo (pontuais) e meu turbilhão de emoções ia aumentando. Finalmente era dado o sinal da largada da minha onda, aquela de quem tinha tempo acima de 4:15h ou era 1a vez (meu caso). Era o lugar perfeito para largar, aquele ao qual eu pertencia.
Queria congelar na memória aquela largada, e poder voltar a ela toda vez que me sentisse pra baixo, assim, precisando daquele empurrãozinho. Neste dia, pela 1a. vez, eu largaria derramando algumas lagrimas furtivas.

domingo, 29 de setembro de 2013

Berlim: Completei!

Foi sensacional. Completei em 4h31', parciais de 2h17' e 2h14'. Foi melhor do que meu melhor sonho. Näo quero acordar! Depois eu conto mais...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Para tudo

"Deixe-me dizer algo que você já sabe ... 

Pra conquistar alguma coisa grande,
alguma coisa que vai fazer diferença não na vida dos outros, mas na sua,
você já sabe o que tem que fazer.

Assim como você já sabe que quando acordar às 5h da manhã,
nem sempre o céu estará aberto,
nem sempre a temperatura estará amena,
nem sempre o seu corpo terá vontade de sair da cama.
Mas você vai se levantar, a maioria estará deitada, mas você estará de pé. 

Você se acaba nos treinos de tiros,
roda até o fim de um longão em pleno fim de semana,
você faz o que é preciso fazer.
 
Porque só amador pensa que os grandes já nasceram fortes,
e você não é um amador.

Toda corrida tem aquele momento decisivo,
àquela hora em que você precisa escolher se vai quebrar quando o cansaço bater
ou se vai mostrar a incrível capacidade de continuar um pouco mais,
porque a dor vai chegar. 

Não importa o quanto você esteja preparado!
Não importa quantas corridas já tenha feito!

Vai chegar um momento em que a dor será mais forte
e você irá se curvar com as mãos no joelho. 
Mas quando isso acontecer,
quando você estiver olhando para o chão,
você vai estar depois da linha."
Tirado (sem permissão he he) do blog da Drica, do sensacional video motivacional da Asics (veja aqui).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Polimento: tudo se encaixando

Final de semana passado foi dia de longão de 28k (concluídos em 3 horas), o último realmente longo como preparativa para a Maratona. O melhor de tudo foi que dessa vez não senti dores nos pés, então tudo indica que o corpo se acostumou.

Dessa vez, devido a uma viagem, tive que fazer o longão na sexta à noite, de 19h às 22h, novamente em torno do Maracanã. Foi bom ver que ele ainda oferecia segurança a essa hora. Quero ver depois da copa he he. O calor e a umidade estavam altos, ainda que em pleno inverno e nesse horário.

Tudo funcionou bem, da hidratação, dessa vez suficiente, à alimentação, incluindo 2 géis, 2 paçocas, 2 cápsulas de sal e os isotônicos. Tenho alternado a cada 40 minutos: uma vez como gel com água e outra paçoca com isotônico. O sal eu encaixo mais para o final com um pouco da água que deixo.

Só é impossível dormir depois dessa endorfina/adrenalina. O pior é que dessa vez juntou que o trabalho está bem agitado e tinha que acordar bem cedo para enfrentar mais de 4h de viagem para Muriaé. Dormi muito pouco. Ainda bem que minha mulher dividiu a direção, porque no meio da viagem fiquei realmente com muito sono.

Segunda fiz um tempo run de 50'e na terça, musculação. Acho essa última realmente muito importante para mim. Quando faço, os treinos do dia seguinte saem com menos dores. De qualquer jeito, agora preciso reduzir tudo. O ironguides, que farei amanhã, dessa vez será só de 1 hora.

Agora é, como dizia Galvão Bueno, segurar na ponta dos dedos e levar até o final!