Maratona de Berlim 2013

Maratona de Berlim 2013

terça-feira, 28 de julho de 2015

Maratona do RJ 2015: Relato de prova

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Começo dizendo que a Maratona do RJ 2015 foi uma prova sensacional, mas muito difícil para mim!

Tudo começou na noite anterior, quando, como é normal neste tipo de prova, tive dificuldades para dormir. Consegui apenas por umas 3 horinhas, mas isso não foi responsável pelo desempenho abaixo do esperado que tive.

Cheguei ao aterro por volta das 5:10h, quando já havia uma grande fila para pegar os ônibus da organização, que nos levariam até o local da largada, na praça do pontal, no Recreio. A entrada não é muito eficiente e os ônibus, para evitarem a zona sul e com o centro cheio de obras, dão a volta ao mundo para chegar no local de largada, mas, ao final, chegam. No meu caso, faltando 40 minutos para a largada. Foi o tempo que precisava para deixar minhas coisas no guarda-volumes, inclusive meu casaco e calça, bem como dar uma passada estratégica no banheiro químico.

A prova se iniciou pontualmente às 7:30h. Para mim, há algo de mágico na largada de uma maratona. Sinto uma grande emoção. Acho que é porque me sinto pequeno diante do que são 42 quilômetros, mais 195 metros ao final.

Tinha uma estratégia clara para esta prova, mas que, ao final, se não foi desastrosa, não foi a melhor. A ideia era correr a primeira metade em 2h04' e a segunda, por conta das subidas, em 2h06'. Consegui cumprir à risca a primeira metade.

A temperatura da prova era boa e, principalmente, não havia sol, o que ajudou bastante. Creio que, no RJ, é difícil ficar melhor que isso. Mas a umidade é um pouco alta e eu em alguns momentos senti alívio por jogar água na cabeça e na nuca.

Nos primeiros 2 ou 3 quilômetros tive alguma dificuldade para encaixar meu ritmo, devido ao congestionamento de corredores mas posso dizer que nos primeiros 10 km, foi só alegria. Até a meia maratona, já não era tão gostoso. Na subida do primeiro elevado, por volta do 21km, senti uma pontada na panturrilha, que acabou não sendo nada, mas que abalou um pouco o psicológico, até porque senti que minhas pernas estavam mais pesadas que gostaria. Começava ali a maratona. O trecho da Barra até São Conrado, com subidas e descidas, já foi feito com alguma dificuldade. No primeiro momento que vi o alto da Niemeyer foi o segundo momento em que fiquei abalado, pois estava bem longe e lá no alto, e ainda faltaria tanta prova... em São Conrado dei uma recuperada, mas sofri bem na Niemeyer, mesmo na descida. Só melhorou mesmo no Leblon. Aí foi razoável, mas com dor, que fique claro :-), até o início de Copacabana. Em um determinado momento ainda longe do Meridien, atual Windsor, cometi o erro de olhar para trás, e aí foi o terceiro momento de fraqueza, pois havia corrido tão pouco, e achei que já havia passado tanto daquela praia. Daí até o final não sei como corri sem parar, pois foi muito, mas muito duro.

A segunda metade dessa prova foi corrida com uma constante batalha mental. O corpo pedindo para dar uma caminhadinha que fosse, mas a cabeça não deixando! Meu medo era ter que caminhar justamente no final, quando estariam todos me esperando. Esse era o argumento do diabinho que me pedia para andar só um pouquinho no meio. Mas eu não dei ouvido a ele!

Quanto à alimentação, dentro do planejado, de acordo com o momento. Meia hora da largada, meia dúzia de biscoito maizena. Com 30 minutos, gatorade, 1h20', água com paçoca, 2h gel + água, depois alternei paçoca, gatorade e banana e tangerina do posto de Copacabana.

A família estava na chegada e o mais velho quis passar comigo no funil de chegada! muito legal! Paulinho e Eliana também estavam por lá, junto com a família e sogra.

Fiz a segunda metade bem pior que a primeira, completando a prova em 4h20', mas sem caminhar por nenhum momento, o que me deixou feliz. Era o que tinha para este dia.

Uma lição para minha vida de corredor amador foi descobrir que meu limite é muito depois do que eu imaginava! como sofri nessa prova!

Ao final muitas dores e a ideia de, ano que vem, correr apenas a meia. Hoje entretanto, dia seguinte, depois de um trotezinho pela manhã para espalhar o ácido lático, já estou bem melhor. Aliás, onde é mesmo que me inscrevo para os 42k de 2016? ;-)