Maratona de Berlim 2013

Maratona de Berlim 2013

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Deu para animar!

O que quase duas boas semanas de treinos não fazem!

Dores ocasionalmente vem e vão, dentro do processo normal de treinos para uma maratona, mas não há nada preocupando muito. Com isso tenho conseguido encaixar bons treinos.

Já consegui perder mais de 1 kg dos 5-6 kg que preciso perder.

O longão já foi de 2h15' e no próximos fim de semana será de 2h30'.

Claro que o treinamento será, uma vez mais, aquém do que deveria para uma maratona e, assim, não será possível encaixar um ritmo muito bom. Mas já consigo vislumbrar uma boa prova.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Gordo, mas melhor do pé

Resumindo, é isso...

O pé melhorou. Fiz bastante gelo e deu certo. Mas perdi um tempão sem conseguir treinar direito, o que prejudicou muito a preparação em um momento crítico. Houve semana que cheguei a fazer apenas dois treinos, um fraco durante a semana (40 minutos devagar) e um melhorzinho, que sequer poderia ser considerado um longão, no fim de semana. Esta semana consegui treinar melhor, por 3 vezes, mas os treinos ainda sem grande qualidade.

Não consegui emagrecer até agora. Com a prova se aproximando e sem conseguir treinar decentemente, fiquei ansioso. No meu caso, isso se reflete diretamente no que como. Engordei mais. Estou uns 6 quilos acima do que estava na maratona de Berlim, quando fiz em 4h31', mesmo alternando corrida e caminhada. Agora estou pelo menos meio minuto por quilômetro mais lento.

Ontem fiz um longão de 2 horas e foi bem mais ou menos. Me senti lento e com preparo ruim. As duas horas saíram sofridas. Com o peso a mais, a coluna também está incomodando.

Enfim, a preparação não está das melhores. Faltam 2 meses. Ainda dá para fazer uma boa prova, mas preciso emagrecer.

Desculpa pelas más notícias, mas depois de alguns anos de blog, você escreve mais para deixar as coisas registradas mesmo, sem preocupação da leitura estar agradável ou não.

Vamos ver o que ainda dá para fazer. Ainda há esperança de fazer uma boa prova. que não está nesse momento relacionada a fazer um grande tempo, mas mais em não sentir dor e completar com a sensação agradável da endorfina.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Preparativo para a próxima maratona

Estou com meta de maratona em janeiro, então estou na 2ª semana de treinos.

Como já vinha treinando regularmente, estou fazendo uma transição mais leve para os treinos mais longos. Vinha fazendo os longões em 15k, mas agora comecei a aumentar. Domingo foi dia de fazer 17k, em volta do Maracanã. Além do longão, tenho feito mais 2 treinos durante a semana, um de 1' forte por 1' fraco, de 45 minutos, e um de 1' forte por 20" lentos, mais longo e que chegou a 1 hora.

Só tenho dois problemas para lidar. O primeiro, menos grave, é o peso, que me torna mais lento. Continuo com 5 kg a mais do que gostaria. Essa semana comecei uma dieta nova, espero que funcione dessa vez. Esse problema não me preocupa porque me faz ser mais lento, mas, tirando isso, não me impede de fazer uma boa prova.

O outro problema é pior, estou com uma dor no topo do pé que está difícil de lidar. Começou há 10 dias, durante um longão na Lagoa, e estou tratando com gelo e massagem com a bola de pet shop. Também havia parado de fazer a massagem, por isso hoje marquei uma sessão extra, que espero que ajude. Já tive essa dor antes, mas da outra vez foi mais tranquila.

Vamos ver como as coisas evoluem... mas por enquanto estou com um alerta amarelo. Espero que passe para verde logo.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Relato de prova: Meia-maratona do RJ 2014

Começo o relato dizendo que a meia maratona do RJ foi minha melhor pior prova he he.

A prova em si foi maravilhosa. Começou com uma feira no Centro Sul América nos 3 dias anteriores que foi a melhor que já vi nas provas por aqui. Na verdade, em qualidade ela era equivalente à da Maratona do Berlim, só que em uma escala menor. O stand da Olympikus, principal patrocinador, era muito bonito, com uma réplica dos Arcos da Lapa. Bacana mesmo!

Quanto à prova, começou com o transporte por ônibus, que este ano sairam mais cedo. Como tive um aniversário na véspera, dormi de 1:10h às 4:10h da manhã. Depois de uma dificuldade de conseguir estacionar, às 5:15h pegava o ônibus da organização para a largada. Encontrei meu amigo Leandro antes, e fomos juntos para a prova. Só que o ônibus deu a volta ao mundo, passando pela linha amarela, e chegamos no local por volta das 6:15h, apenas 25 minutos antes da largada. Encontrei meu primo Paulo, dei uma passada no banheiro químico, sem filas mas tendo que prender a respiração e bora pra largada. Devido ao avançado da hora, ficamos lá no fundão.

Minhas duas companhias voaram na frente. Eu resolvi fazer uma prova conservadora, o que foi a melhor decisão. O tempo era muito bom, nublado mas sem chuva. A temperatura estava um pouco mais quente que nas vésperas, em torno dos 19º já na largada, mas estava ótimo para correr.

O abastecimento de água, isotônico (em saquinhos, excelente) e frutas (já na reta final) foi impecável. A única coisa que atrapalhou um pouco foi a quantidade de ultrapassagens necessárias, mesmo correndo devagar, pois em alguns lugares é bem estreito.

Depois da chegada assisti a chegada da maratona da elite, o que é sempre muito legal.

Meu desempenho foi ruim. Foi a pior meia, com tempo de 2h10', mas não quebrei ou algo assim. Comecei devagar, esperando acelerar ao longo da prova, mas não foi possível e mantive mais ou menos o ritmo até o final. Analisando, os treinos estiveram muito aquém do que deveriam. Basta dizer que meu maior longão havia sido em torno de 15k. Dessa vez as duas ladeiras no início cobraram o preço e quando cheguei ao Leblon as pernas realmente pesaram. A questão é o meu peso. Sem emagrecer fica difícil me motivar para os treinos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Treinos para a Meia da Caixa: o dia do high-five

Como tenho feito desde 2009, com exceção do ano passado, estarei mais uma vez alinhado para a Meia Maratona do RJ. Na verdade, na meia mesmo será a 3ª vez, já que as duas primeiras foram na distância 6 km (family run).

Estou bastante animado. Consegui encaixar bons treinos, apesar da copa do mundo e dos quilos a mais que ganhei e ainda não perdi. Em relação à copa, prejudicou pelo foco, pois adoro futebol, e porque meu local preferido dos longões, o estádio do Maracanã, ficou fechado em algumas ocasiões.

Os treinos demoraram um pouco para encaixar, pois andei um pouco desanimado com algumas questões. Treinei apenas duas vezes por semana por um período, mas de um tempo para cá tenho corrido como gosto, que são 3x por semana, um mais de velocidade, um de ritmo e um longão. Meu longão mais longo ficou em 1h47' no sábado passado. Aliás, esse treino foi curioso.

Era domingo pela manhã, dia da final da Copa. Já sabia que o Maracanã estaria fechado, então fui correr na quinta da Boa Vista. Para minha surpresa, ela também estava fechada. Como já estava lá, resolvi esticar um pouco mais e fui correr no Campo de São Cristóvão, onde funciona a Feira dos nordestinos, um lugar bem legal e que recomendo para fazer turismo. Já foi melhor, mas ainda tem seus atrativos.

A questão é que eu não me lembrava, mas esse foi um dos locais selecionado para hospedar os argentinos que vieram sem hotel. Estava cheio deles, com seus carros e barracas de camping. Alguns estavam meio "borrachos" já aquela hora, mas a maioria estava inda dormindo ou acordando. Tive que dar várias voltas no pavilhão para cumprir o treino e um deles falaram alguma coisa que não entendi e estendeu a mão para eu fazer um "high-five". Como me pareceram amistosos, retribui o gesto. O treino foi feito sem maiores sobressaltos e valeu, embora o local não fosse dos melhores para correr.

Agora já estou em fase de polimento, e estou projetando uma prova em torno de 2h05', dependendo do clima.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Relato de prova: Mizuno Half Marathon RJ 2014

Amigos,

Fui feliz mais uma vez!

A preparação para a prova foi boa, o problema é que ganhara 6 kg nos últimos meses. Assim, a expectativa de performance era baixa.

Cheguei de férias de 11 dias (nos quais fiz o polimento para a prova) na madrugada de sexta para sábado, e a prova era no domingo. Meu primo Paulinho (corredor veloz das antigas, com mais de 60 de idade e corpo e cabeça de 35) pegou o kit, pois este foi distribuído no distante Recreio dos Bandeirantes, local da prova, mas a uns 40 km da minha casa.

No domingo saí de casa às 6:00h, e 6:50h já estava no local combinado. Chovia bastante. Como que anunciando uma boa prova, entretanto, a chuva parou no momento da largada e deu tempo de ver um lindo e completo arco-íris, pouco atrás da massa de corredores.

A largada ocorreu sem atrasos, às 7:30h. Encontrei o Frotinha, o Carino, o Nishi e o Eduardo Elias, âncora da Fox Sports, que não conhecia mas do qual sou fã. Não os acompanhei, entretanto, achando que não teria pernas.

Resolvi ser bastante conservador, pois imaginava que faria a prova acima de 2h10'. Assim, resolvi controlar  pelo batimento cardíaco, fazendo o 1º terço a 140 bpm, o 2º até 150 bpm e o 3º acima disso, dependendo de como estivesse me sentindo.

O tempo estava perfeito para correr, sem calor nem chuvas e a prova era totalmente plana, as melhores condições que já vi para uma meia-maratona (ai eu com uns 7 ou 8 kg a menos...). O percurso era muito bonito, com o mar (bem forte) de um lado e, na maior parte, uma reserva do outro. O fato de ser ida e volta tem suas vantagens, como na facilidade em estacionar, na motivação, pois a partir da metade estamos voltando, e em cruzar com os amigos que estão no outro sentido.

Consegui me manter dentro da estratégia traçada, porém o que faz um corredor em uma prova longa? ora, bolas, contas ;-) ! e aí eu, com minhas contas, cheguei a conclusão lá pelo meio da prova que daria para fazê-la em menos de 2 horas. Para isso, entretanto, era preciso acelerar bastante!

Consegui o objetivo traçado, com um sprint nos últimos quilômetros. Na linha de chegada fui me aproximando do pacer de 2 horas e cruzei o pórtico junto com ele, em exatas 1 horas, 59 minutos e 53 segundos, longe de meu melhor tempo (1h49' em 2012), mas bom para as condições de momento. Senti que o coração estava bom, mas era difícil para as pernas aguentarem o saco de arroz a mais que carregava nas costas :-). Acabei me desencontrando do meu primo na chegada, o que foi uma pena.

Achei a prova boa, mas com alguns detalhes que poderiam ser melhorados nas próximas edições:
1) na largada, a fila do banheiro era imensa. É necessária uma maior quantidade de banheiros químicos
2) a água estava, na maior parte, meio quente
3) achei que o gatorade podia ser distribuído em maior quantidade de pontos, para permitir maior flexibilidade na estratégia de hidratação
4) seria bom ter um ponto mais central para distribuição do kit

Apesar destes pontos, que não chegam a comprometer, acho que o grande acerto foi o percurso, que é bonito e, como já disse, totalmente plano. Gostei também da distribuição de esponjas molhadas, ainda que nesse dia não tenha sido muito necessário. O acordo com São Pedro foi, no entanto, o maior acerto :-)

A meta desse segundo semestre é emagrecer. O próximo desafio é a Meia do Rio (Caixa) em Julho! Vamo que vamo...

terça-feira, 1 de abril de 2014

Mizuno 21k

Estou me preparando para os 21k da Mizuno, dia 11/05.

Depois de um início e meio de verão nos quais tive muita dificuldade de treinar mais forte, tenho evoluído bastante nas últimas semanas. Estou treinando três vezes na semana, e fazendo reforço muscular outras duas. Os treinos são uma adaptação do Ironguides ao meu organismo, que já sei mais ou menos como funciona depois desse tempo todo correndo.

O primeiro treino da semana é de velocidade, no qual não faço como o ironguides recomenda, com tiros muito curtos (20") de velocidade total. Faço 1' forte por 1' fraco, na esteira. No momento a parte forte está indo de 14 km/h a 15,5 km/h, enquanto a parte fraca fica em 8 km/h. No total contando aquecimento o treino fica em 45 minutos. Os tiros curtos me forçam muito a coluna e prefiro evitar para não ter problemas maiores tanto durante o ciclo de treinamento quanto mais para a frente.

O segundo é de ritmo, também feito na esteira, no qual alterno 1' relativamente forte por 20" lento, em um treino mais longo. Atualmente está na faixa de 1h10'. Nesse caso o forte tem estado na faixa de 12.5 km/h, enquanto o lento fica em 8.3 km/h.

O último treino é um longão na rua, no fim de semana. Também não dou os tiros que o ironguides recomenda. Faço o tradicional. O último foi de 15k, em 1h30', ou 6'/km. Tenho feito esse treino em volta do maracanã.

Nunca faço o desaquecimento aconselhado pelo Ironguides. Já li muitas pesquisas a respeito e já me parece quase consenso na academia a inutilidade dessa prática.

Nesse meio tempo tenho me alimentado bem melhor e estou perdendo a gordura acumulada. A batalha é contra o relógio, pois a prova é em 40 dias e ainda tenho uns 4 quilos para perder. Creio que isso, tanto quanto os treinos, daria uma condição melhor de buscar um bom tempo. Por hora, pelo tempo que falta até a prova, diria que dificilmente terei condição de buscar um recorde pessoal, atualmente na casa de 1h49'. Está me parecendo mais prova para fazer entre 1h52' e 1h55', mas vamos ver como as coisas evoluem.

quarta-feira, 12 de março de 2014

que GPS comprar?

O post abaixo veio de emails trocados com um amigo que corre, que pediu minha opinião sobre modelos de GPS. Falo abaixo dos modelos da Garmin, que é a marca que eu compraria.

O meu é o 610, que comprei na Europa na feira da Maratona de Berlim. Ele é muito bom e está na faixa de USD 300. Para mim as grandes vantagens sobre o 305 são o alerta vibratório para qualquer coisa, que é impossível de não sentir, o tamanho, que não chama atenção de bandido e a tela touchscreen, que funciona mesmo na chuva ou com luvas. Mas tive problemas com a bateria, resolvidos incialmente após uma atualização do firmware. Agora ele estava funcionando perfeitamente, mas caí no erro de atualizar o firmware novamente e a bateria voltou a acabar rapidamente. (UPDATE: a bateria voltou a funcionar bem. Até hoje não está claro o que provoca estas flutuações. Uma coisa que fiz foi desligar a captura automática do sinal do wifi que baixa os dados para o computador). A cinta cardíaca é uma evolução sobre a do 305 que a maioria prefere, mas me incomodou um pouco e eu continuo usando a do 305, que é compatível, então sem problemas aí. O sinal do satélite tende a ser achado mais rápido também.

Mas hoje eu compraria o 220 (http://www.dcrainmaker.com/2013/11/garmin-forerunner-depth-review.html). É o mesmo preço que o 610 e mais moderno (o 610 é de 2011 e o 220 de set/13). Ele é uma versão mais básica do top de linha 620 (que custa USD 450 e explico abaixo). Sobre o 610 tem 2 vantagens claras. O sinal do satélite pode ser encontrado quase instantaneamente se você tiver acessado um wi-fi até duas semana antes, pois ele carrega da internet a posição dos satélites e deixa armazenado nesse tempo. Outra coisa é que ele possui um acelerômetro interno que permite medir a velocidade da corrida na esteira, claro que uma imprecisão maior que com o uso do GPS. As desvantagens que me lembro em relação ao 610 são que não possui o modo virtual partner / virtual racer e que na tela cabem 3 campos, contra 4 do 610.

A opção de entrada atual é o 310 XT, bem parecido com o 305, mas com bateria que dura 20 horas e totalmente a prova dágua. Como este é um modelo mais antigo está na faixa de USD 188.

O top de linha é o recém lançado 620 (http://www.dcrainmaker.com/2013/11/garmin-forerunner-review.html), mas está a USD 450. Só falta falar. Além de ter tudo que o 220 tem, tem de volta o virtual partner e racer, medidas extras da corrida (tempo de toque médio no solo, VO2 etc), prevê seu tempo de corrida baseado no seu potencial (VO2), permite acompanhamento on-line pela internet da sua corrida etc.

OBS todos os preços são da Amazon lá nos EUA.

sábado, 4 de janeiro de 2014

2013 e 2014

São 5 anos de corrida!

2013
o ano começou bem, com treinamento forte para a Meia-Maratona da Asics. Na semana da prova, entretanto, peguei dengue, o que inviabilizou minha participação. A seguir tive uma bursite no joelho, que impediu meus treinos por um tempo para minha estreia na maratona. Mas as coisas melhoraram, consegui encaixar bons treinos e finalmente pude participar da Maratona de Berlim. Foi uma experiência sensacional! De lá para cá as coisas seguiram bem, o único problema foram alguns quilos ganhos, mas os treinos tem sido ótimos.

2014
Estou na dúvida se vou para minha segunda maratona ou foco nas meias. Acho que vou para a Meia da Asics em Abril e aí decido o que farei em julho, se participo da meia do Rio ou da maratona. Os treinos estão bons, então estou sentindo que é uma questão de perder peso para os resultados começarem a aparecer.

Um Feliz 2014 a todos e boas provas!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Há vida pós maratona

e agora José?

a 1ª maratona se foi...
o frio passou...
as dores passaram...

o sonho virou realidade.

Bom, passada a fase inicial pós-maratona, estou de volta. Tive sim dores no pé que me fizeram evitar a corrida durante o restante das 3 semanas de férias. Foi uma pena, pois pretendia correr em outros lugares em que estive, alguns verdadeiramente especiais, mas não deu. Por outro lado foi bom, pois facilitou o dia-a-dia com a esposa, já que nessa viagem não levamos as crianças. Nosso roteiro foi Berlim-Salzburg-Innsbruck-Fussen-Munique-Praga e Roma.

Estando de volta, tive um pouco daquela ressaca pós prova-alvo e fiquei pensando em qual seria o próximo objetivo. Resolvi adotar um objetivo mais leve. A ideia será correr a Corrida de São Sebastião, de 10 km, dia 20/01, o mais rápido que der. Normalmente o calor dessa prova é muito forte e não tenho tanto tempo, então verei o que farei.

Como a motivação não estava tão forte, não tenho tido ânimo de acordar cedo para fazer o fortalecimento muscular, ainda mais que tenho dormido mais tarde que gostaria. Mas sigo treinando 3 vezes na semana, um treino progressivo, um tipo ironguides (sequencias de 1' forte com 20" leve) e um longão, para o qual adotei os 15km. Não pretendo aumentar essa distância até lá, mas pretendo aumentar o ritmo gradativamente.

Resumindo, o estado atual é bom, porque estou sem dores relevantes e com boa motivação novamente.

Estou na velha batalha para perder peso, bem como para voltar a fazer o fortalecimento muscular, que para mim fazem realmente diferença.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (Resumo final)


Retirado do site da Maratona. O Dr. ali no nome foi um erro deles he he.

Fui muito feliz no processo de preparação, bem como na Maratona de Berlim!

Completar uma maratona era um sonho de criança que pude realizar. Isso é fato. Nada que eu leia ou ouça vai mudar isso. Assim, o evento teve grande importância na minha vida.

Outro ponto a destacar é que, devido às circunstâncias (contusão), foi necessário me superar para adotar uma estratégia que não era o que gostaria de fazer (run/walk). Foi difícil me manter fiel a ela, tanto durante alguns treinos quanto, mais ainda, na corrida. As parciais da prova, que colei na figura acima mostram o acerto da estratégia. Consegui fazer uma prova bem consistente e, as dores após a prova mostram que fui no limite do que dava para aquele dia. Levo essa perseverança para a vida, já que viver é a arte de fazer o possível, ainda que, muitas vezes, longe do ideal que gostaríamos.

O fato de escolher para a estreia uma corrida fora do país também foi muito bom. Em primeiro lugar, tinha muita curiosidade de correr uma major. Minha conclusão foi de que a organização é realmente, impecável e o povo alemão deu mostra de saber fazer realmente algo organizado.  Depois, para a estreia, acho que foi importante ter escolhido uma prova plana e com temperatura ideal. Não imaginava, entretanto, que as condições seriam tão perfeitas. Não sei se vou conseguir fazer na vida uma prova tão plana e com temperatura e umidade tão boas. Tinha medo de ficar com frio, mas agora já sei que a temperatura em torno de 10º é ideal!

Outra constatação é que é muito bom fazer uma prova realmente com apoio popular, acrescenta bastante na motivação, embora correr seja naturalmente motivante para mim.

Minha esposa também me apoiou durante a preparação, bem como durante a prova. Sei que a preparação para uma prova como essas é difícil e muitas vezes tive que realizar longos treinos. Coube a ela segurar a barra. Ainda por cima esteve em 3 locais durante a prova tentando me encontrar. Por algum motivo acabamos nos encontrando apenas em um. A união do casal é mais um bom resultado que carrego de todo o proceso.

Por último revisitei as dicas que havia recebido dos amigos corredores antes da prova. Consegui cumprir as 3: não exagerei no começo da prova, controlei bem a alimentação e hidratação e me diverti muito! acho que está bom para a primeira vez!

Ainda tenho muitos desafios na minha vida de corredor amador, isso foi só o começo de uma nova etapa. Ainda quero fazer uma maratona inteira sem andar, por exemplo. Também não sei se quero continuar treinando para maratona, provas menores, ou mesmo se parto para outros vôos (provas de montanha etc). Tudo será avaliado com calma.

Por último quero deixar registrados os agradecimentos a todos que passaram aqui pelo blog, bem como aqueles que me apoiaram ainda que sem passar por aqui.

Não sou uma pessoa diferente por causa da maratona. Não me tornei um super-homem ou algo do gênero. Creio, entretanto, ter me tornado um ser humano um pouco melhor, pois algumas experiências, como esta, tem essa capacidade de nos moldar.

Já iniciei nova fase nos treinos. Devagar. Um passo depois do outro. Assim, mais ou menos, como se segue na vida ;-)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (3ª parte)

A prova acontecia em um cenário bonito demais, mas eu, conhecendo pouco a cidade (há apenas 3 dias), não conseguia identificar, na maior parte do tempo, por onde estava passando.

Uma coisa muito legal eram as bandas no caminho. Pelo que sei foram bem mais de 40. Tinha desde o baterista solitário até uma banda de samba brasileiro. Muitas davam um verdadeiro show e eu cheguei a passar aplaudindo uma ou outra. Pode parecer besteira, mas isso ajuda. A prova fica menos monótona e mais leve.

Outro ponto que funcionou com perfeição foi a sensação térmica, com o colete tipo segunda pele que comprei na feira da maratona e coloquei por baixo da camisa de prova. Estava receoso, porque nunca havia treinado com ele, mas também nunca havia treinado com aquele frio, então alguma coisa teria que ser a primeira vez. Tinha decidido que, se tivesse problema, aproveitaria uma das caminhadas para retirá-lo. Na verdade, no entanto, foi simplesmente perfeito. Agora já sei, para prova entre 5º e 10º ele é o ideal. Pena que agora ele vai ganhar poeira na gaveta porque esse tempo aqui no RJ não faz nunca he he.

Outro bom aspecto da prova foi a parte da alimentação e hidratação. Consumi 3 géis de carboidrato, 3 paçocas, além de pedaços de banana dados pela organização. Na hidratação, alternei água (com os géis) e isotônico (com as paçocas). Tive que me adaptar, pois os postos ficavam, em média, a cada 2,5 km, alternando água e isotônico, enquanto nos treinos me alimentava/hidratava em períodos diferentes, mas tudo deu certo.

Com tudo isso, e com o ritmo que imprimia, não posso dizer que tenha chegado ao falado muro que se comenta. Evidentemente a prova ia chegando ao final e o cansaço se acumulava, mas não sentia uma dificuldade tão grande para continuar. No quilômetro 35 encontrei minha esposa, que me deu muita força e um gás extra.

Quando senti que faltavam 8 ou 9 quilômetros, achei que dava para correr mais, e reduzi as caminhadas para 1 minuto a cada 10 ou 15 minutos. Cheguei a cogitar correr direto, mas tive medo de não chegar ao final. Quando deu 40 km, acelerei mais e percebi alguém correndo no mesmo ritmo. Era uma polonesa, chamada Marta, se não me engano. Combinamos de irmos juntos até o final, dando força um ao outro. Isso foi importante e permitiu que tenha acelerado ao final, fazendo os dois últimos quilômetros abaixo de 5'40", um ótimo ritmo para aquele momento. Cruzei a linha de chegada sorrindo e aliviado... (continua)