Maratona de Berlim 2013

Maratona de Berlim 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (Resumo final)


Retirado do site da Maratona. O Dr. ali no nome foi um erro deles he he.

Fui muito feliz no processo de preparação, bem como na Maratona de Berlim!

Completar uma maratona era um sonho de criança que pude realizar. Isso é fato. Nada que eu leia ou ouça vai mudar isso. Assim, o evento teve grande importância na minha vida.

Outro ponto a destacar é que, devido às circunstâncias (contusão), foi necessário me superar para adotar uma estratégia que não era o que gostaria de fazer (run/walk). Foi difícil me manter fiel a ela, tanto durante alguns treinos quanto, mais ainda, na corrida. As parciais da prova, que colei na figura acima mostram o acerto da estratégia. Consegui fazer uma prova bem consistente e, as dores após a prova mostram que fui no limite do que dava para aquele dia. Levo essa perseverança para a vida, já que viver é a arte de fazer o possível, ainda que, muitas vezes, longe do ideal que gostaríamos.

O fato de escolher para a estreia uma corrida fora do país também foi muito bom. Em primeiro lugar, tinha muita curiosidade de correr uma major. Minha conclusão foi de que a organização é realmente, impecável e o povo alemão deu mostra de saber fazer realmente algo organizado.  Depois, para a estreia, acho que foi importante ter escolhido uma prova plana e com temperatura ideal. Não imaginava, entretanto, que as condições seriam tão perfeitas. Não sei se vou conseguir fazer na vida uma prova tão plana e com temperatura e umidade tão boas. Tinha medo de ficar com frio, mas agora já sei que a temperatura em torno de 10º é ideal!

Outra constatação é que é muito bom fazer uma prova realmente com apoio popular, acrescenta bastante na motivação, embora correr seja naturalmente motivante para mim.

Minha esposa também me apoiou durante a preparação, bem como durante a prova. Sei que a preparação para uma prova como essas é difícil e muitas vezes tive que realizar longos treinos. Coube a ela segurar a barra. Ainda por cima esteve em 3 locais durante a prova tentando me encontrar. Por algum motivo acabamos nos encontrando apenas em um. A união do casal é mais um bom resultado que carrego de todo o proceso.

Por último revisitei as dicas que havia recebido dos amigos corredores antes da prova. Consegui cumprir as 3: não exagerei no começo da prova, controlei bem a alimentação e hidratação e me diverti muito! acho que está bom para a primeira vez!

Ainda tenho muitos desafios na minha vida de corredor amador, isso foi só o começo de uma nova etapa. Ainda quero fazer uma maratona inteira sem andar, por exemplo. Também não sei se quero continuar treinando para maratona, provas menores, ou mesmo se parto para outros vôos (provas de montanha etc). Tudo será avaliado com calma.

Por último quero deixar registrados os agradecimentos a todos que passaram aqui pelo blog, bem como aqueles que me apoiaram ainda que sem passar por aqui.

Não sou uma pessoa diferente por causa da maratona. Não me tornei um super-homem ou algo do gênero. Creio, entretanto, ter me tornado um ser humano um pouco melhor, pois algumas experiências, como esta, tem essa capacidade de nos moldar.

Já iniciei nova fase nos treinos. Devagar. Um passo depois do outro. Assim, mais ou menos, como se segue na vida ;-)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (3ª parte)

A prova acontecia em um cenário bonito demais, mas eu, conhecendo pouco a cidade (há apenas 3 dias), não conseguia identificar, na maior parte do tempo, por onde estava passando.

Uma coisa muito legal eram as bandas no caminho. Pelo que sei foram bem mais de 40. Tinha desde o baterista solitário até uma banda de samba brasileiro. Muitas davam um verdadeiro show e eu cheguei a passar aplaudindo uma ou outra. Pode parecer besteira, mas isso ajuda. A prova fica menos monótona e mais leve.

Outro ponto que funcionou com perfeição foi a sensação térmica, com o colete tipo segunda pele que comprei na feira da maratona e coloquei por baixo da camisa de prova. Estava receoso, porque nunca havia treinado com ele, mas também nunca havia treinado com aquele frio, então alguma coisa teria que ser a primeira vez. Tinha decidido que, se tivesse problema, aproveitaria uma das caminhadas para retirá-lo. Na verdade, no entanto, foi simplesmente perfeito. Agora já sei, para prova entre 5º e 10º ele é o ideal. Pena que agora ele vai ganhar poeira na gaveta porque esse tempo aqui no RJ não faz nunca he he.

Outro bom aspecto da prova foi a parte da alimentação e hidratação. Consumi 3 géis de carboidrato, 3 paçocas, além de pedaços de banana dados pela organização. Na hidratação, alternei água (com os géis) e isotônico (com as paçocas). Tive que me adaptar, pois os postos ficavam, em média, a cada 2,5 km, alternando água e isotônico, enquanto nos treinos me alimentava/hidratava em períodos diferentes, mas tudo deu certo.

Com tudo isso, e com o ritmo que imprimia, não posso dizer que tenha chegado ao falado muro que se comenta. Evidentemente a prova ia chegando ao final e o cansaço se acumulava, mas não sentia uma dificuldade tão grande para continuar. No quilômetro 35 encontrei minha esposa, que me deu muita força e um gás extra.

Quando senti que faltavam 8 ou 9 quilômetros, achei que dava para correr mais, e reduzi as caminhadas para 1 minuto a cada 10 ou 15 minutos. Cheguei a cogitar correr direto, mas tive medo de não chegar ao final. Quando deu 40 km, acelerei mais e percebi alguém correndo no mesmo ritmo. Era uma polonesa, chamada Marta, se não me engano. Combinamos de irmos juntos até o final, dando força um ao outro. Isso foi importante e permitiu que tenha acelerado ao final, fazendo os dois últimos quilômetros abaixo de 5'40", um ótimo ritmo para aquele momento. Cruzei a linha de chegada sorrindo e aliviado... (continua)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (parte 0)

Peço desculpa a quem vinha lendo as partes anteriores. Aqui quebro a sequência. É que me lembrei de coisas que aconteceram antes da prova, e que queria deixar registradas. Também, quem disse que os pensamentos vem de forma tão linear? às vezes eles gritam dentro da gente e pedem para sair, assim, meio que sem uma sequência definida.
Preciso dizer que tudo começou, na verdade, na quinta-feira anterior, três dias antes, quando chegava a Berlim. Estava cheio de sonhos e planos. Por um lado sentia aquela ansiedade natural de quando se espera algo grande. De outro, tinha aquela vontade enorme de absorver toda aquela cultura, aquela realidade que passava ali na minha frente. Uma cultura diferente abre uma nova dimensão na nossa compreensão do ser humano. Já tinha ido à Alemanha quinze anos antes, de mochila nas costas e sozinho, mas agora o aprendizado seria outro, já que um rio não passa duas vezes no mesmo lugar...
Voltando, entretanto, às nossas reflexões, para absorver um pouco daquela cultura, precisava andar. E isso não combina bem com uma maratona. Consegui, mesmo assim, e com apoio da esposa, fazer um roteiro onde andei muito no 1o. dia, e fui reduzindo até a véspera da prova. Algumas coisas que descobri nesses dias:
1) que ninguém precisa controlar quem pagou o bilhete do metrô nem cada trem precisa de um maquinista;
2) que a salsicha não pode ser tão ruim pra saúde nem provocar câncer;
3) que ainda que se dividam pessoas por um muro, ninguém separa seu espirito;
4) que lembrar o passado é uma boa forma de evitar que os erros se repitam.
Agora alguns pontos mais práticos:
1) a feira da maratona é sensacional. Como me esqueci de levar um tênis além do que iria correr, comprei bem barato um Saucony Kinvara 2, bem como um Garmin 610, pois estão para lançar o 620. Na prova, entretanto, optei pelo velho 305, com o qual já havia me acostumado.
2) o clima estava bastante frio, com temperatura na faixa dos 10C, embora com dias lindos. Por isso, resolvi investir numa blusa térmica de manga comprida. Foi ótimo, pois coloquei por baixo da que usaria na prova e, com isso, mantive um conforto térmico durante toda a prova. Arrisquei, pois não havia testado isso em treinos, mas deu certo. A temperatura esteve, para mim, perfeita para correr.
3) é maravilhoso viver o clima pré-maratona de uma major. O hotel estava lotado de corredores;
4) a turma leva casaco velho para a largada e vai abandonando. Achei perigoso, pois vi muita gente  tropeçando e quase indo ao chão com eles.
Acho que era isso. No próximo continuo com a 2a. metade da prova.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (2a. Parte)

Após aquele início fantástico, era hora de fazer a minha parte. Precisava mostrar a mim mesmo o que me levava a encarar pela 1a. vez os temidos por alguns e incompreendidos por muitos, 42 km. De inicio, o desafio era me manter fiel a estratégia para a qual havia me preparado, de ciclos onde correria por 4 minutos e caminharia por 1. Como tive que fazer uma preparação curta, devido a uma lesão, era isso que tinha para aquele dia.
Digo já que foi difícil começar a prova assim. Talvez não seja possível para quem não corre entender isso, mas é difícil andar quando se pode (e se quer) correr. Os 42 k, entretanto, punem. Assim, tinha que manter fiel à estratégia.
Só que se passaram os primeiros 4 minutos e não consegui parar para caminhar.
Poderia dizer que foi por causa do frio, que ficaria bem na fita. Em parte até foi, mas o motivo principal não foi esse. Tive vergonha mesmo. Resolvi na minha cabeça (e como diria o amigo Miguel maratona se corre com a cabeça) que aquele 1o. ciclo seria de aquecimento. Somente com 9 minutos caminharia pela 1a. vez. A parir daí, busquei ser quase que religioso na estratégia, só a modificando para realizar as alimentações e hidratações quando disponíveis, caminhando.
Um capitulo a parte eram as pessoas e bandas nas ruas, que animavam demais! Como é bom correr assim.
Tive apenas uma dificuldade, de logística. É que, como a prova tem muita gente, acaba-se, naturalmente, com o tempo, formando-se grandes grupos que correm na mesma velocidade. Como eu percorria 4 minutos em uma velocidade maior (6'/km) e 1 minuto bem lento, tinha dificuldade. É como se a cada ciclo tivesse que correr em zigue-zague, ultrapassando os mais lentos, para depois voltar a ser ultrapassado pelas mesmas pessoas no minuto em que caminhava. Mas dava para levar, não chegava a ser dramático.
Com isso, o tempo ia passando. Como o GPS andou falhando, além de ter corrido mais que o normal pelo motivo explicado, acabei completando a 1a. metade da prova uns 2minutos (uma besteirinha) mais lento do que gostaria, em 2 horas e 17 minutos. Mas, como já disse, era bom demais correr ali, com aquela gente, aquela torcida. Cada vez tinha mais certeza do acerto na escolha da prova e na preparação, no que eu pude controlar...

sábado, 5 de outubro de 2013

Maratona de Berlim (1a. Parte)

Há momentos na vida em que temos certeza de estarmos vivendo uma experiência da qual nunca esqueceremos. O dia 29 de setembro de 2013 foi um destes dias.
Estava em Berlim. Sentia frio, muito frio. Chegava ao local da largada com proteção mínima, por erro de principiante, que esqueceu de levar um casaco. O dia era lindo, e ainda faltava uma hora e trinta para a largada.
Tudo o que vivia provocava um mix de sensações, sentimentos e emoções. Procurava aproveitar ao máximo, absorvendo tudo que se passava comigo naqueles momentos. Estava ansioso e com um certo medo (por que não?) do desconhecido. Tinha certeza que sairia dali uma pessoa diferente, embora outros não percebessem. Sentia-me ao mesmo tempo pequeno, frente aos 42 km que me aguardavam, e grande, frente ao que já alcançara até ali. Sabia que o que poderia alcançar representaria pouco para muita gente, que sonhos são, ainda bem, pessoais e (quase sempre) intransferíveis. Para mim, entretanto, era muito. Quatro anos depois de começar a correr, dava ali meu maior passo.
Após deixar as ultimas coisas no guarda-volumes, dirigi-me para a largada. Ali, agora sem gorro, calça e luvas, achei que teria hipotermia. Neste momento, entretanto, a massa ajudou. Eram 40.000 pessoas transformadas em uma só energia, algo transcendental mesmo. O locutor entrevistava campeões do passado, as largadas das ondas iam acontecendo (pontuais) e meu turbilhão de emoções ia aumentando. Finalmente era dado o sinal da largada da minha onda, aquela de quem tinha tempo acima de 4:15h ou era 1a vez (meu caso). Era o lugar perfeito para largar, aquele ao qual eu pertencia.
Queria congelar na memória aquela largada, e poder voltar a ela toda vez que me sentisse pra baixo, assim, precisando daquele empurrãozinho. Neste dia, pela 1a. vez, eu largaria derramando algumas lagrimas furtivas.

domingo, 29 de setembro de 2013

Berlim: Completei!

Foi sensacional. Completei em 4h31', parciais de 2h17' e 2h14'. Foi melhor do que meu melhor sonho. Näo quero acordar! Depois eu conto mais...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Para tudo

"Deixe-me dizer algo que você já sabe ... 

Pra conquistar alguma coisa grande,
alguma coisa que vai fazer diferença não na vida dos outros, mas na sua,
você já sabe o que tem que fazer.

Assim como você já sabe que quando acordar às 5h da manhã,
nem sempre o céu estará aberto,
nem sempre a temperatura estará amena,
nem sempre o seu corpo terá vontade de sair da cama.
Mas você vai se levantar, a maioria estará deitada, mas você estará de pé. 

Você se acaba nos treinos de tiros,
roda até o fim de um longão em pleno fim de semana,
você faz o que é preciso fazer.
 
Porque só amador pensa que os grandes já nasceram fortes,
e você não é um amador.

Toda corrida tem aquele momento decisivo,
àquela hora em que você precisa escolher se vai quebrar quando o cansaço bater
ou se vai mostrar a incrível capacidade de continuar um pouco mais,
porque a dor vai chegar. 

Não importa o quanto você esteja preparado!
Não importa quantas corridas já tenha feito!

Vai chegar um momento em que a dor será mais forte
e você irá se curvar com as mãos no joelho. 
Mas quando isso acontecer,
quando você estiver olhando para o chão,
você vai estar depois da linha."
Tirado (sem permissão he he) do blog da Drica, do sensacional video motivacional da Asics (veja aqui).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Polimento: tudo se encaixando

Final de semana passado foi dia de longão de 28k (concluídos em 3 horas), o último realmente longo como preparativa para a Maratona. O melhor de tudo foi que dessa vez não senti dores nos pés, então tudo indica que o corpo se acostumou.

Dessa vez, devido a uma viagem, tive que fazer o longão na sexta à noite, de 19h às 22h, novamente em torno do Maracanã. Foi bom ver que ele ainda oferecia segurança a essa hora. Quero ver depois da copa he he. O calor e a umidade estavam altos, ainda que em pleno inverno e nesse horário.

Tudo funcionou bem, da hidratação, dessa vez suficiente, à alimentação, incluindo 2 géis, 2 paçocas, 2 cápsulas de sal e os isotônicos. Tenho alternado a cada 40 minutos: uma vez como gel com água e outra paçoca com isotônico. O sal eu encaixo mais para o final com um pouco da água que deixo.

Só é impossível dormir depois dessa endorfina/adrenalina. O pior é que dessa vez juntou que o trabalho está bem agitado e tinha que acordar bem cedo para enfrentar mais de 4h de viagem para Muriaé. Dormi muito pouco. Ainda bem que minha mulher dividiu a direção, porque no meio da viagem fiquei realmente com muito sono.

Segunda fiz um tempo run de 50'e na terça, musculação. Acho essa última realmente muito importante para mim. Quando faço, os treinos do dia seguinte saem com menos dores. De qualquer jeito, agora preciso reduzir tudo. O ironguides, que farei amanhã, dessa vez será só de 1 hora.

Agora é, como dizia Galvão Bueno, segurar na ponta dos dedos e levar até o final!

domingo, 8 de setembro de 2013

32k: excelente! e finalmente o sal encaixou.


Sobrevivi. Com dores (normais!), mas sobrevivi ao teste dos 32km, em 3h30'. Infelizmente o Garmin ficou com pouca bateria, então tive que desligar o modo GPS após o 17km e seguir só com cronômetro. Acho que corri até um pouco mais rápido, olhando pelo batimento cardíaco, após a perda do sinal. Comecei o treino após 5 horas de sono às 6:15h e terminei por volta das 9:45h, no Maracanã. Descobri que, correndo à 6'/km e caminhando como der, tenho feito uma média de 6'30"/k. Daria para correr um pouco mais rápido, mas prefiro ser conservador e não  pagar o preço no final da prova.

A dor no pé esquerdo, da tendinopatia, continua, mas um pouco mais leve, então acho que com a redução dos treinos no final do ciclo deve incomodar pouco na prova. Senti também dores no pé direito após o treino, mas hoje, no dia seguinte, já não sinto nada. Tirando os pés, não senti qualquer desconforto, nem da antiga contusão, nem dos joelhos, o que até me surpreende positivamente.

Há treinadores que sugerem o treino longo máximo de 3 horas, enquanto outros o fazem por distância, normalmente 32 km. Sinceramente, eu achei muito proveitoso fazer esse treino nessa distância, ainda que tenha ultrapassado muito as 3 horas. O organismo sente e tem que se adaptar. No psicológico, então, o ganho é imenso. O fato é que senti que seria possível, ainda que com dificuldade, chegar aos 42k ontem mesmo, então levo essa confiança para o dia da prova.

Recebi na sexta as cápsulas de sal que havia comprado pela internet, e consegui usar ontem. Minha estratégia de alimentação/hidratação foi mais ou menos a seguinte:

1) 35': gel carbup de carboidrato com água
2) 1h15': paçoca e gatorade
3) 1h50': gel carbup de carboidrato com água
4) 2h30': paçoca e gatorade
5) 2h50': sal misturado na água
6) 3h20': sal (já não tinha água)

Faltou água ao final, pois o calor era forte e não tenho capacidade no cinto de hidratação de carregar mais líquido. Além disso no local não há possibilidade de comprar água. Para o tempo de treino, essa falta não causou nenhum problema, mas poderia ser caso o treino fosse um pouco mais longo.

O sal foi excelente, e deu uma reanimada boa. Além disso, parece ter um efeito preventivo de cãibras, algo que já tinha ouvido. Não cheguei a sentí-las, mas antes do primeiro sal estava sentindo os músculos um pouco travados e depois ficou tudo bem. O sal está aprovado!

A partir de agora os longões já ficam menores, e já começo a reduzir o volume para a prova, em 3 semanas. Vamo que vamo!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

e assim já se foram 28k

Sigo a preparação para a Maratona de Berlim, no fim desse mês.

Penúltimo grande apronto realizado, 28k foram percorridos em 3h05'. Novamente no Maracanã, foram umas 15 voltas no total. Tudo conforme o planejado. Cheguei por volta das 6:00h no sábado, quando ainda não havia ninguém por lá, e saí por volta das 9:00h, quando já estava cheio.

Para não dizer que está tudo 100%, senti dores no pé esquerdo, quejá sei que é uma tendinopatia leve, entre 1h30' e 2h15' de treino, mas nada que assuste, creio que a massagem e gelo devem dar conta do recado. Já tive isso antes e foi bem tranquilo.

A recuperação foi muito boa, ainda mais que consegui tirar um cochilo depois que cheguei do treino. Fiquei sem dores no resto do dia nem no dia seguinte. Creio que isso seja muito efeito da musculação. Inclusive agora comecei a fortalecer os ombros também, e acho que isso ajuda.

O sal foi um mico! he he mas tenho certeza que foi porque foi muito cedo, com cerca de 20k. Como não encontrei para comprar as tais cápsulas, acabei levando um pacotinho de sal, e foi horrível. Primeiro ele não abriu direito. Depois que teve um gosto horrível e não pareceu ajudar em nada. É claro, entretanto, que vou tentar de novo, desta vez com cápsulas e com 30k.

Uma coisa que voltei a usar e gostei foi uma meia de compressão. Havia comprado há muito tempo, mas não vinha usando. Me senti tão bem durante e após os treinos que vou passar a adotá-la. Até porque em Berlim deve estar frio...

Estou comendo muita besteira, então não estou conseguindo emagrecer, mas gostaria de perder pelo menos 1 kg até a prova, vamos ver se consigo controlar a boca!

Próximo sábado tem o temido treino de 32k, que deve ser o mais longo dessa preparação!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

os 24k desse corredor caminhante



Tudo segue excelente na preparação para a Maratona de Berlim!

Final de semana passado fiz o longão de 24km, em 2h37', sempre naquela estratégia de 4' de corrida por 1' de caminhada. Para quem não acompanhou resolvi adotar essa regra por ter me contundido na preparação para a prova. Como já estava com inscrição e viagem confirmada, escolhi essa opção porque me daria melhor possibilidade de concluir bem.

O melhor de tudo é que estou me sentindo ótimo, apenas com dores normais pelo esforço. No resto da semana faço os treinos apenas correndo, um de ritmo (aquecimento + cerca de 50' a 5'30"/km) e um estilo ironguides, onde alterno séries de cerca de 1' a 5'/km com 20" a 7'/km. No total esse último treino já chegou a 1h30'. Além disso, estou fazendo 2 dias de reforço muscular, pois considero muito importantes para as provas longas.

Adotei definitivamente o Maracanã para treinar. Está ótimo, porque a ciclovia está perfeita, sem nenhum desnível. Apesar de que, como não sinto mais nada da bursite, poderia até mesmo incluir algumas variações de nível. Como o seguro morreu de velho, entretanto, prefiro não arriscar.

Sábado eu vou para os 28km. A novidade será a inclusão de sal durante o longão, conforme recomendado por diversas fontes. Depois volto aqui para contar como foi...


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Almoço dos corredores


Quarta-feira, por iniciativa do amigo André (do ótimo blog Andre e o tenis), tivemos um almoço no Galeto Central, na Carioca, aqui no Rio de Janeiro. Estiveram presente a Adriana (do também ótimo Correndo na viagem) e o Glaucio, que não tem blog mas corre. O Andre e o Glaucio foram companheiros de prova na nossa 1ª meia-maratona, a Asics de 2011. Havia também outros dois amigos do Andre, mas que não são corredores e devem ter saído do almoço com vontade de calçar um tênis e sair correndo por aí ou então com a ideia de nunca mais sequer pensar nisso :-)

O papo foi excelente, quase 100% sobre corridas. Incrível o prazer que sinta de falar sobre isso quatro anos e meio após ter dado os primeiros passos. Não é mais uma paixão, é um amor duradouro! Falamos principalmente sobre meias, maratonas e ultras, praia da Adriana, na qual os outros ainda não se aventuraram.

Em um determinado momento, pedi aos 3, que já correram maratonas que dessem uma dica só cada um para minha primeira maratona, que são esses do guardanapo:

Adriana: Não erre na alimentação!
Será seguida. Aqui devo me preparar bem, uma vez que não posso me alimentar nem hidratar de menos, nem de mais. Já fiz treino ruim por fome, mas também já passei uma meia-maratona inteira brigando contra o excesso de alimentação e hidratação (e olha que não foi etílica he he). A regra que uso nos treinos é, a cada 40 minutos alternar um gel de carboidrato e uma paçoca, sempre com água. Tenho que testar como isso irá funcionar no treino mais longo que pretendo fazer, daqui a 3 semanas.

André: Divirta-se!
Sem dúvida, dica importantíssima. Importante demais para uma primeira maratona, ainda mais em um outro país. A diversão precisa ser constante. Como diz o Marcio Villar, as dificuldades ficam para os treinos. O dia da prova é um dia feliz! não posso deixar o peso da estreia estragar isso!

Glaucio: Economize!
No caso, ele se referia ao esforço. De nada adianta sair correndo que nem um louco para quebrar lá na frente. Todo mundo diz que a prova começa aos 30k, por isso preciso ser bem conservador. Embora esteja em condição de correr mais rápido, não deixarei o ritmo ficar mais rápido que 6'/km de jeito nenhum. E devo sempre manter a estratégia de correr 4 minutos e caminhar 1 minuto, mesmo que, na primeira metade, pareça desnecessário.

É isso. As dores da bursite ficaram definitivamente para trás, agora são só aqueles pequenos incômodos do aumento de volume, que tenho que administrar. O corpo está reagindo bem... vamo que vamo!

Sábado tem longão de 24k, depois eu conto como foi...