Sem grandes novidades no front. Estou na 2ª semana das 13 de treinos para a Meia da Athenas. Até então adesão de 100% à planilha, complementada por sessões de fortalecimento muscular. Tudo indo às mil maravilhas!
Sem treinos poéticos, que o foco no momento é outro... mas é claro que realizar alguns longões bacanas está sempre no radar!
Vamos que vamos!
Blog de Sergio Melo, um aficcionado pelas corridas! Sou apenas um sujeito que gosta de treinar e correr provas, o que tenho feito ao longo dos últimos 8 anos com o mesmo interesse, dos 6 aos 42 km. Acho que toda distância tem seu desafio, desde que tenhamos nos esforçado para nos preparar adequadamente!
terça-feira, 31 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
e agora, José? planejamento do 2º semestre
Estou firme em meu plano de estrear na maratona em julho de 2013. Antes, no entanto, tenho uma conta para acertar com a meia-maratona, o que pretendo fazer no Circuito Athenas, em outubro. O fato é que na época em que estava na minha melhor forma, no 1º semestre do ano passado, cheguei a fazer treino de 19k em 5'20"/k, mas depois me lesionei e nunca consegui completar uma meia próxima a esse pace. Isso daria um tempo projetado de 1h52'. Essa passa a ser minha meta. Para isso, preciso continuar perdendo gordura, pois estou ainda 3,6kg mais pesado do que naquela época. Como referência, meu melhor tempo em meia é hoje de 1h58'. Minha 2ª meta do ano é completar os 10k abaixo de 50' (Desafio da Contra-Relógio), o que pretendo fazer na Corrida Pan-Americana, em Novembro.
Peguei uma planilha de treinos para meia que pretendo adaptar à forma como estiver me sentindo, a fim de não me lesionar. Como o programa é de 13 semanas e tinha 15 até a prova, tirei duas semanas de folga de corrida após a meia da caixa. No entanto, não estou parado. Aproveito o tempo para fazer fortalecimento muscular, além de bicicleta ergométrica, caminhada em ladeira na esteira e transport. A ideia dessa pausa é descansar os músculos do esforço repetitivo da corrida. Infelizmente, domingo não resisti e fiz o treino de Juiz de Fora, mas foi leve he he.
É isso. Gosto de me desafiar tendo uma meta específica. Isso me motiva a acordar cedo para treinar. Semana que vem, então, estou voltando aos treinos específicos, em período de base.
Peguei uma planilha de treinos para meia que pretendo adaptar à forma como estiver me sentindo, a fim de não me lesionar. Como o programa é de 13 semanas e tinha 15 até a prova, tirei duas semanas de folga de corrida após a meia da caixa. No entanto, não estou parado. Aproveito o tempo para fazer fortalecimento muscular, além de bicicleta ergométrica, caminhada em ladeira na esteira e transport. A ideia dessa pausa é descansar os músculos do esforço repetitivo da corrida. Infelizmente, domingo não resisti e fiz o treino de Juiz de Fora, mas foi leve he he.
É isso. Gosto de me desafiar tendo uma meta específica. Isso me motiva a acordar cedo para treinar. Semana que vem, então, estou voltando aos treinos específicos, em período de base.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Treino das pontes
Fim de semana com a família em Juiz de Fora, ainda que esteja em período de descanso, é oportunidade única de correr em outro lugar, ter outra visão sobre a corrida, enfim, crescer um pouco mais.
Acabei indo correr na beira do rio que cruza a cidade, com ideia de tirar fotos e fazer um trotezinho leve. Logo me interessei pelas pontes que cruzavam aquele rio. Resolvi parar para fotografá-las.
A primeira surgiu escondinha, quase que não querendo ser achada. Devagar, com um passo depois do outro, entretanto, encontrei-a. Chamei-a baixinho, que ela não queria ser incomodada, "travessia", ainda que esse fosse um nome muito óbvio para uma ponte. Não sei porque ela me lembrou um tempo que ficou para trás, quase 20 anos, em que comecei a namorar meu amor, que então morava nessa cidade. Travessia ficou bom. Fez pensar em tudo que atravessei em todo esse tempo. Acho que ela nem me viu passar.
Corri um pouco mais e cheguei a 2ª ponte. Essa chamei "Universidade", porque ela me lembrava uma ponte, na verdade um viaduto, que foi construído na época em que estudava. É lembrança de uma época boa, como todas que ficaram no passado e passado é (quase) sempre bom. Essa me viu e me chamou pelo nome. Fiquei me perguntando de onde me conhecia. A única coisa que me veio na cabeça era que talvez aquela que ficou no meu passado tenha contado a essa que me conhecia, já que, pela semelhança, elas certamente tinham algum parentesco. Gostei de pensar assim. Tinha que ser isso.
Seguia. Como na vida, não sabia onde pararia ou o que encontraria pela frente. Apenas seguia. Diferente da vida, no entanto, aqui a escolha do caminho era fácil: bastava seguir o rio. Que bom seria se houvesse um rio nos dando rumo na vida. Aliás, melhor não, que assim não teria a mínima graça. Prefiro o caminho sem trilhas ou rios.
Passava então pela 3a. ponte. Achei por bem chamá-la "Mínima", que essa não nascera para propósitos grandiosos ou grandes fluxos de veículos ou de pessoas. Apenas cumpria sua função ligando uma comunidade pequena, do lado de lá, a outra maior, do lado de cá. Ainda que sendo mínima, não se enxergava assim, posto que, para ela, seu propósito era grandioso, uma vez que não conhecia a natureza das outras pontes maiores que ela em significância e importância. Dei assim um "bom dia" a ela, que me respondeu de alto e bom som. Era, assim, uma pontezinha pequenina, mas orgulhosa de sua natureza de ponte.
O rio, alheio ao que se passava na sua margem, seguia seu caminho, que rio não se importa com nada nem ninguém, apenas segue. Eu é que me admirava com ele, que, sem se preocupar com nada nem ninguém, era feliz tendo visto nascer e crescer uma cidade.
Chegava então a 4ª ponte, na verdade duas que chamei "Cosme e Damião", posto que eram irmãs. Uma dava passagem aos trens, outra, às pessoas. Achei essas charmosas demais, já que trem é sempre algo nostálgico. Deve ser porque lembra passado, filme antigo, vintage... por mais que possa ser moderno, um passeio de trem sempre terá o charme de uma viagem ao que já foi um dia, ainda que nunca tenha sido de fato.
Seguia com meus passos constantes, Passava, a essa hora, pelo alto, em viaduto por cima da linha férrea.
A 5ª ponte demorou para ser vista. Fiz uma curva e comecei a enxergá-la ao longe. Aos poucos, o que estava longe se aproximava. Como gosto de correr e desbravar lugares! A região não era das mais favorecidas, o que não me importava muito. Chamei essa última ponte de "Retorno". Decidi, entretanto, seguir um pouco mais, o que fez o nome dela um tanto inapropriado, e ela reclamou baixinho. Pedi desculpas, mas disse que voltaria logo em seguida e que, mais importante, seu nome tinha muitos significados para mim. Representava o momento em que, ainda que tenha tido seu ápice na semana anterior, eu ainda me considerava em relação às corridas. Mais importante, retorno é algo que todos desejamos e que muito queremos. Não importa quão longo o caminho, sempre queremos voltar para casa. (e, se não queremos, ou é porque ainda não chegou a hora ou porque aquela casa nunca foi nossa mesmo). Ela gostou da explicação ou, pelo menos, assim o fez entender, que nunca se sabe o que pensa uma ponte.
Fiz uma curva, não vi mais o rio. Decidiu seguir sozinho, já que não se importava com minha companhia mesmo. O GPS marcava 4,5k, resolvi que era hora de voltar, que a família me esperava. Na volta, quis encurtar, errei o caminho. Acho que o rio não gostou do meu atrevimento e me expulsou de perto dele. Talvez ele estivesse só fingindo que não se preocupava comigo. Nunca vou saber. Perguntei a alguém onde estava, achei outro caminho., passei por outras paragens. Conheci mais, do mundo e de mim mesmo. Minhas pernas seguiam, uma na frente da outra, em passo contínuo, uma vez que hoje elas não eram o foco, só um meio de explorar a vida um pouco mais.
Passei por belos lugares, como que pedindo licença de correr por tanta beleza. Finalmente cheguei onde havia começado. Trouxe na camisa o suor do esforço e no coração um pouco dessa bela cidade chamada Juiz de Fora.
Acabei indo correr na beira do rio que cruza a cidade, com ideia de tirar fotos e fazer um trotezinho leve. Logo me interessei pelas pontes que cruzavam aquele rio. Resolvi parar para fotografá-las.
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| 1ª ponte |
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| 2ª ponte |
Seguia. Como na vida, não sabia onde pararia ou o que encontraria pela frente. Apenas seguia. Diferente da vida, no entanto, aqui a escolha do caminho era fácil: bastava seguir o rio. Que bom seria se houvesse um rio nos dando rumo na vida. Aliás, melhor não, que assim não teria a mínima graça. Prefiro o caminho sem trilhas ou rios.
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| 3ª ponte |
O rio, alheio ao que se passava na sua margem, seguia seu caminho, que rio não se importa com nada nem ninguém, apenas segue. Eu é que me admirava com ele, que, sem se preocupar com nada nem ninguém, era feliz tendo visto nascer e crescer uma cidade.
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| 4ª ponte |
Seguia com meus passos constantes, Passava, a essa hora, pelo alto, em viaduto por cima da linha férrea.
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| 5ª ponte quando era algo distante |
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| 5ª ponte mais perto |
Fiz uma curva, não vi mais o rio. Decidiu seguir sozinho, já que não se importava com minha companhia mesmo. O GPS marcava 4,5k, resolvi que era hora de voltar, que a família me esperava. Na volta, quis encurtar, errei o caminho. Acho que o rio não gostou do meu atrevimento e me expulsou de perto dele. Talvez ele estivesse só fingindo que não se preocupava comigo. Nunca vou saber. Perguntei a alguém onde estava, achei outro caminho., passei por outras paragens. Conheci mais, do mundo e de mim mesmo. Minhas pernas seguiam, uma na frente da outra, em passo contínuo, uma vez que hoje elas não eram o foco, só um meio de explorar a vida um pouco mais.
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| Praça da Antiga Estação |
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| Rua Halfeld |
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| Paço Municipal |
terça-feira, 10 de julho de 2012
Meia Maratona do RJ 2012 - Fomos felizes mais uma vez!
| Em Copacabana, sorrindo ao ser feliz mais uma vez, clicado por Adriana e Sergio |
O fim de semana começou com a retirada do kit, no sábado, quando encontrei outros amigos Baleias. Foi uma ótima oportunidade de rever a todos e colocar os papos em dia. Aproveitei para comprar mais um tênis para treinos, no caso outro Olympikus Rio, que é o que uso nos treinos. Estava em ótimo preço mais uma vez, em promoção do evento, assim como ano passado. O tempo era maravilhoso e muitos aproveitavam para visitar os pontos turísticos da cidade. Ficava difícil imaginar o que viria pela frente.
À noite encontrei cerca de 30 baleias no restaurante La Mole que, nesse dia, tem um bufê ótimo no estilo preço fixo. Levei a família nesse jantar e foi muito bom reencontrar a todos. De lá ainda fui em um aniversário na casa de amigos, que não podia faltar.
Fui dormir à meia-noite. Pela primeira vez dormi bem antes de uma prova, pena que pouco. Às 4h da manhã acordava, dez minutos antes do despertado. Havia combinado de pegar os ônibus da organização às 5h. Chovia aos cântaros no trajeto do Aterro à Barra, o que parecia inacreditável dado o tempo que havia feito na véspera. O climatempo havia acertado.
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| antes da largada, com Enio, Wu e Marcelo. Foto de Mayumi. |
Fomos em um grupo de 6 baleias. Fui ao lado de Cláudio Dundes que, concentrado em fazer uma grande prova, aproveitou a segunda metade do trajeto do ônibus para fechar os olhos e meditar. O coletivo, além de não ter feito o melhor caminho, pegou bastante engarrafamento em função da própria corrida que fechou diversas ruas. Assim chegamos ao local faltando 19 minutos para a largada. E ainda faltava andar um bom pedaço. Por sorte a chuva havia parado naquele momento. Até deixarmos as coisas no guarda-volumes e esperarmos a turma frequentar os kinder-ovos, ouvimos que a largada havia sido dada. Largamos bem atrás, o que prejudicou o ritmo pois, apesar de não estarmos muito rápidos, tivemos que ultrapassar bastante gente em muitos trechos.
A prova foi mais ou menos o que esperava. A chuva veio durante a prova, mas foi fraca e mais ajudou que atrapalhou, tirando uma ou outra poça grande das quais tínhamos que desviar. Tive a ótima companhia do amigo Waldeci, de Curitiba, que também já correu mais rápido, mas por restrição médica temporária teve que dosar o ritmo.Minha estratégia nessa prova era procurar manter um pace de 6'/k até a metade e depois ver o que daria para fazer. Como, entretanto, as duas ladeiras ficam no início da prova, acabamos gastando um pouco mais de tempo ali e demorando mais para recuperar o tempo perdido.
Na subida da Niemeyer encontrava Katryny e sua tropa de Vitória. Conversamos um pouco, aproveitando que o ritmo era controlado e ela nos convidou para as 10 milhas da Garoto. Vou pensar com carinho na possibilidade.
Na altura de Copacabana avistei os amigos Adriana e Sergio, que estavam ali, apesar da chuva,apenas para dar apoio e fotografar os amigos que corriam. Atitude para lá de simpática dos dois!
Nunca vi uma prova com hidratação como essa. Acho que a cada 2 ou 3 quilômetros tínhamos uma banca com água e isotônico. Esse último era dado em saquinhos, o que facilitava bastante e permitia que nos mantivéssemos correndo enquanto nos hidratávamos. No começo de Copacabana ainda havia banana e tangerina (mexirica), ótimo principalmente para quem correria a maratona.
Aproveitando que o clima era bastante favorável, acelerei nos 4 últimos quilômetros, e acabei fechando a prova com 5'58"/k, portanto ligeiramente melhor que a meta estabelecida. Cruzei a linha de chegada junto Waldeci. Foi curioso que nos afastamos durante a prova, pois ele acelerou mais em alguns trechos, mas nos encontramos novamente faltando cerca de 2 quilômetros e corremos o final lado a lado.
Tinha muita coisa para comemorar nessa prova. Sentia que finalmente havia me livrado dos problemas que me fizeram ficar 8 meses quase parado. Estava totalmente molhado, mas absolutamente feliz mais uma vez. Completava pela 4ª vez seguida o evento, sendo 2 vezes de Family Run (6 km) e 2 de Meia-Maratona. Colocava mais um tijolinho nessa caminhada que é mais do que de corredor amador, de um ser humano que busca melhorar cada dia.
Ao final encontraria os demais amigos que completaram a prova, fizemos uma massagem e ficamos no aguardo dos amigos que completaram a maratona.
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| foto na tenda de massagens, serviço gratuito oferecimento TIMEX |
A vontade era de assistir a chegada, mas com a chuva e o frio, a maioria, eu incluído he he, acabou mesmo por ficar debaixo da marquise ali no Belmonte. Pouco a pouco todos chegavam celebrando mais uma vez a prova e o "estar junto". A amiga Dart, de Salvador e correspondente da Contra-Relógio, revista especializada em corrida, trouxe uma fitinha do Senhor do Bonfim laranja. Achei um gesto para lá de simpático. Eu e meu amigo Cláudio colocamos a nossa e prometemos que só a tiraremos após completarmos a Maratona do RJ em 2013! Ficou como um incentivo a mais, uma forma de fazer a amiga participar da nossa conquista e, no meu caso, uma homenagem às minhas origens paternas. #amomuitotudoisso
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| foto oficial gratuita |
Com o sorriso de cada um no rosto posso dizer com certeza: fomos felizes mais uma vez!
PS Para meu controle, seguem abaixo os paces por quilômetro, que tive que extrair do garmin:
split
Min
Seg
1
6
10
2
6
10
3
4
17
4
5
35
5
6
14
6
6
02
7
6
30
8
6
07
9
5
50
10
6
06
11
6
04
12
5
52
13
5
56
14
6
02
15
6
06
16
5
58
17
5
43
18
5
30
19
5
30
20
5
30
21
5
44
21,3
5
41
obs ele marcou uma distância maior por causa dos túneis
Metade da prova: 1h 04' 28" - um bom split negativo
terça-feira, 3 de julho de 2012
Texto publicado no blog da Runners
Hoje tive a felicidade de ver um texto meu publicado no (ótimo) blog do meu xará Sergio Xavier, da Revista Runners. Veja aqui. Abaixo do texto, no original, há alguns comentários bastante interessantes sobre o assunto.
Segue abaixo uma reprodução apenas do texto:
Não falo de estética. A discussão é o efeito desse peso na performance. O ponto é que muitas vezes nós, como corredores amadores, damos muita importância a treinos de ritmo e intervalados para melhorar nossa performance e nos esquecemos do efeito dele nos resultados. No meu caso isso está muito nítido.
Até o meio do ano passado fiz uma preparação específica para a Meia Maratona do RJ. No processo, que incluía treinos de corrida 3x na semana e de spinning de 2 a 3x, além de musculação, perdi 10 kg. Claro que também fiz um processo de alimentação mais adequada. Quando cheguei ao final da preparação, estava fazendo treino de ritmo na faixa de 4min52 por km e longão a 5min20.
Aí veio um problema na coluna que me tirou uns 7 meses de treino. Recuperei 5 dos 10 kg que havia perdido. Desde então consegui parar o processo de ganho de peso, mas não reduzir o que havia ganho. Conclusão, já são 4 meses de treino. Mas continuo entre 30 a 40 segundos mais lento por quilômetro. É muita coisa!
Estou me preparando novamente para a Meia do RJ. Mas acabo me sentindo um pouco sem motivação para treinos mais fortes, pois sei que enquanto não perder esses 5 kg, não chego perto da performance que tive um ano atrás. O jeito será, após essa prova, fazer novamente um processo de perda de peso.
Isso me fez pensar que não existe, ao menos que eu saiba, uma discussão mais científica sobre isso. Algo que diga, por exemplo, o quanto 5 kg a mais de gordura representam de perda de performance em uma corrida. Outra reflexão que me trouxe é do limite de cada um. Qual seria meu peso e % de gordura ideais para a corrida de longa distância? Certamente muito menos que minha esposa gostaria, he,he. Mas acho interessante o raciocínio. Será que, ao invés de se matar fazendo tantos treinos pesados para ganhar 2 ou 3 segundos, não seria melhor fazer um esforço a mais para perder uns 2 quilinhos?”
Segue abaixo uma reprodução apenas do texto:
Peso morto
Dia para nosso confrade carioca Sérgio Melo levantar um tema relevante. Assunto pesado, dá para ir longe no joguinho besta de palavras. Chega. Fala, Sérgio Melo. “Queria te sugerir um assunto para o blog. É a questão do nosso peso. Ou melhor, mais especificamente, a questão do peso extra, ou da gordura que carregamos (no resto do texto vou chamar isso de peso).Não falo de estética. A discussão é o efeito desse peso na performance. O ponto é que muitas vezes nós, como corredores amadores, damos muita importância a treinos de ritmo e intervalados para melhorar nossa performance e nos esquecemos do efeito dele nos resultados. No meu caso isso está muito nítido.
Até o meio do ano passado fiz uma preparação específica para a Meia Maratona do RJ. No processo, que incluía treinos de corrida 3x na semana e de spinning de 2 a 3x, além de musculação, perdi 10 kg. Claro que também fiz um processo de alimentação mais adequada. Quando cheguei ao final da preparação, estava fazendo treino de ritmo na faixa de 4min52 por km e longão a 5min20.
Aí veio um problema na coluna que me tirou uns 7 meses de treino. Recuperei 5 dos 10 kg que havia perdido. Desde então consegui parar o processo de ganho de peso, mas não reduzir o que havia ganho. Conclusão, já são 4 meses de treino. Mas continuo entre 30 a 40 segundos mais lento por quilômetro. É muita coisa!
Estou me preparando novamente para a Meia do RJ. Mas acabo me sentindo um pouco sem motivação para treinos mais fortes, pois sei que enquanto não perder esses 5 kg, não chego perto da performance que tive um ano atrás. O jeito será, após essa prova, fazer novamente um processo de perda de peso.
Isso me fez pensar que não existe, ao menos que eu saiba, uma discussão mais científica sobre isso. Algo que diga, por exemplo, o quanto 5 kg a mais de gordura representam de perda de performance em uma corrida. Outra reflexão que me trouxe é do limite de cada um. Qual seria meu peso e % de gordura ideais para a corrida de longa distância? Certamente muito menos que minha esposa gostaria, he,he. Mas acho interessante o raciocínio. Será que, ao invés de se matar fazendo tantos treinos pesados para ganhar 2 ou 3 segundos, não seria melhor fazer um esforço a mais para perder uns 2 quilinhos?”
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Perspectivas para domingo
Cada prova uma história diferente e um aprendizado. Vamos ver o que domingo guarda para mim. Farei mais uma vez a Meia Maratona do RJ.
Terá sabor de retorno. Depois de uns 8 meses de recuperação, consegui fazer uma sequência boa de treinos e estou preparado. Fiz o que foi possível, cheguei onde dava. Não será prova para fazer recorde. Se ano passado fiz em 1h58', esse ano a meta é 2h06', ou seja, pouquinho acima do recorde mundial... da maratona he he.
A preparação não foi a ideal. Voltei no começo de fevereiro, quase morrendo para fazer 3k. Tive uma sequência razoável até o final de março, quando parei novamente pois estava piorando das dores. Só após mudar de médico e me consultar com um osteopata descobri meu real problema e aí as coisas ficaram boas mesmo. O problema é que mais um mês sem treinos já havia passado e já estava no final de abril. Consegui, desde então manter uma boa sequência. Aos poucos introduzi treinos de qualidade. No final já estava fazendo o que fazia na minha melhor época: 1 treino intervalado (fazendo 10 a 12x 2' forte + 1' fraco), 1 de ritmo de 30 a 40' e um longão, que chegou a 19.5k, por semana. Ganhei 5kg, mas agora já estou há dois meses sem comer doces, e consegui perder 1kg deles. Estou com a dieta bem controlada, mas é claro que a velocidade não é a mesma, pois o peso faz diferença e o período de treinos foi curto.
Sinceramente fico com a sensação de ter combatido o bom combate, e vencido mais uma vez. Não foi dessa vez que fui derrubado. Claro que com todos os problemas tive dúvidas, sofri, mas não desanimei. Persisti. Vi, mais uma vez, que tenho um espírito indomável e não me dobro fácil. Continuo recolhendo as pedras do caminho para construir meu castelo.
Sou um corredor, assim como um ser humano, em construção. Às vezes dou dois passos para trás, para depois dar três para frente. Tenho muitos defeitos, como todo mundo. Não sou melhor nem pior que ninguém. Mas a corrida continua sendo muito importante na minha vida, e os ótimos amigos que fiz com ela tem papel fundamental em tudo.
Domingo às 6:40h da manhã, quando estiver alinhado na Barra da Tijuca para correr até o Aterro estarei, uma vez mais, pronto para escrever mais um belo capítulo dessa história... irei mais longe do que jamais imaginei antes, ainda que, agora já sei, ainda aquém de onde posso chegar. A felicidade está, definitivamente, onde a colocamos!
Terá sabor de retorno. Depois de uns 8 meses de recuperação, consegui fazer uma sequência boa de treinos e estou preparado. Fiz o que foi possível, cheguei onde dava. Não será prova para fazer recorde. Se ano passado fiz em 1h58', esse ano a meta é 2h06', ou seja, pouquinho acima do recorde mundial... da maratona he he.
A preparação não foi a ideal. Voltei no começo de fevereiro, quase morrendo para fazer 3k. Tive uma sequência razoável até o final de março, quando parei novamente pois estava piorando das dores. Só após mudar de médico e me consultar com um osteopata descobri meu real problema e aí as coisas ficaram boas mesmo. O problema é que mais um mês sem treinos já havia passado e já estava no final de abril. Consegui, desde então manter uma boa sequência. Aos poucos introduzi treinos de qualidade. No final já estava fazendo o que fazia na minha melhor época: 1 treino intervalado (fazendo 10 a 12x 2' forte + 1' fraco), 1 de ritmo de 30 a 40' e um longão, que chegou a 19.5k, por semana. Ganhei 5kg, mas agora já estou há dois meses sem comer doces, e consegui perder 1kg deles. Estou com a dieta bem controlada, mas é claro que a velocidade não é a mesma, pois o peso faz diferença e o período de treinos foi curto.
Sinceramente fico com a sensação de ter combatido o bom combate, e vencido mais uma vez. Não foi dessa vez que fui derrubado. Claro que com todos os problemas tive dúvidas, sofri, mas não desanimei. Persisti. Vi, mais uma vez, que tenho um espírito indomável e não me dobro fácil. Continuo recolhendo as pedras do caminho para construir meu castelo.
Sou um corredor, assim como um ser humano, em construção. Às vezes dou dois passos para trás, para depois dar três para frente. Tenho muitos defeitos, como todo mundo. Não sou melhor nem pior que ninguém. Mas a corrida continua sendo muito importante na minha vida, e os ótimos amigos que fiz com ela tem papel fundamental em tudo.
Domingo às 6:40h da manhã, quando estiver alinhado na Barra da Tijuca para correr até o Aterro estarei, uma vez mais, pronto para escrever mais um belo capítulo dessa história... irei mais longe do que jamais imaginei antes, ainda que, agora já sei, ainda aquém de onde posso chegar. A felicidade está, definitivamente, onde a colocamos!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
o dia em que encontrei uma garrafa
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| Cláudio, eu e Enio. Foto gentilmente tirada e enviada pela Mayumi. |
Primeiro coloquei gentileza. Essa consegui coletar logo no início. Afinal, o que moveu Cláudio e Enio para se disporem a ir em um sábado às 7:00h para o Ibirapuera me acompanhar nesse treino? ainda mais quando me lembro que Cládio só poderia treinar por cerca de 6k e foi dormir tarde na véspera.
A seguir coloquei a minha impressão do cenário encontrado, que era perfeito. Afinal, começava a correr em uma trilha, com uma neblina fina, o sol subindo e tecendo raios entre as árvores. A imagem me lembrou a imagem que fazia do livro As Brumas de Avalon, que muito me marcou na adolescência. Nesse momento os amigos ainda não corriam comigo. Sentia, aos poucos, que entrava em comunhão com aquele lugar e com aquele momento único. A garrafa ia sendo preenchida.
Enio, na definição Miguel e que eu concordo plenamente, o que há de melhor no mundo Baleias, logo se juntou a mim. Aproveitei e coloquei um pouco da cultura nipônica dentro da garrafa. Sinto que ela irá me ajudar em muitos momentos. Conversamos bastante, favorecidos pelo ritmo do treino, que não era dos mais puxados.
No momento seguinte, Cláudio se juntou a nós e incluí a camaradagem na garrafa. Começamos a dar a volta do parque junto à cerca, que tem cerca de 6k. Era bom demais correr junto daqueles amigos. O papo fluía e eu adoçava a mistura da garrafa com gotas de sabedoria.
Então Cláudio parou e Enio deu mais uma volta comigo. As pernas não eram mais as mesmas. Incluí então na garrafa a persistência que tínhamos em nos manter correndo por ali. O amigo voltava de contusão e se esforçava para se manter ali.
Ao final do treino os amigos fizeram questão de me acompanhar até a passarela de saída do parque e coletei mais gentileza dos amigos. Até porque teriam que voltar todo o trajeto para buscar as bicicletas que havia deixado para trás.
Por fim coloquei o rótulo na garrafa. Não sei porque resolvi rotulá-la Felicidade. Na confusão, não sei como, acabei esquecendo-a na mochila de Cláudio. Peço, então, amigo que a traga novamente ao RJ para a Maratona. Afinal, cá ela me faz muita falta.
detalhes técnicos para que me lembre depois: foram 17,5k percorridos. Ao final, ao constatar que a água no hotel custava extorsivos R$7 a garrafa, acabei não me hidratando e sofri bastante com dor nas pernas ao fim da tarde, que se prolongou até a manhã seguinte. Fiz o que se recomenda. Dei um trote de 20 minutos no domingo pela manhã e a dor foi embora. Fiquei com a impressão que a falta de hidratação correta teve um efeito, pois o treino não foi tão puxado para ficar com aquela dor, que não foi nada agradável, pois sentia que teria um cãibra a qualquer momento.
Outro ponto é que a corrida foi apenas um ponto de um final de semana que foi absolutamente perfeito com vários amigos. Pena que os demais não corram (ainda)...
De fato houve uma garrafa de hidratação esquecida com o Cláudio, que só me lembrei no meio do post.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Sábado estou em Sampa
A viagem será corrida, mas consegui encaixar um treinozinho no ibirapuera no sábado de manhã, com meu amigo Cláudio Dundes. É véspera de Maratona de SP, mas se alguém mais quiser e puder se juntar a nós será muito bem vindo! a ideia será um longo de 17k preparatório para a Meia da Caixa do RJ. É só entrar em contato pelo email corredorfeliz@hotmail.com.
De resto, roteiro cultural e gastronômico com esposa e amigos, onde o ponto auto será assistirmos a peça Priscila, a Rainha do Deserto.
Opa, parem as máquinas. Acabo de ter a confirmação que além do grande Cláudio, o amigo Enio, conhecido como o que há de melhor no mundo Baleias, também estará presente! sensacional! aguardamos mais adesões!
De resto, roteiro cultural e gastronômico com esposa e amigos, onde o ponto auto será assistirmos a peça Priscila, a Rainha do Deserto.
Opa, parem as máquinas. Acabo de ter a confirmação que além do grande Cláudio, o amigo Enio, conhecido como o que há de melhor no mundo Baleias, também estará presente! sensacional! aguardamos mais adesões!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Foz do Iguaçu: não se pode banhar duas vezes no mesmo rio
Amigos, sigo firme e forte em direção aos desafios traçados para esse ano, depois de ter me livrado dos fantasmas que tanto me assombraram durante quase um ano.
Está tudo bom demais, me sinto ótimo e vou progredindo a cada dia sem sentir dores. Já completei agora 1 mês sem comer doces. Sei que já perdi algum peso, ainda que não muito. Está dentro do normal para a fase em que estou. Normalmente comigo funciona assim. O primeiro mês é difícil e acabo compensando um pouco a falta de doces com outros carboidratos. Depois as coisas se acomodam e consigo reduzí-los também, acelerando o processo de redução de gordura.
Semana passada tirei uma semaninha de férias com a família na fantástica Foz do Iguaçu, onde havia morado quando criança. Fiz dois treinos ali. O primeiro foi um intervalado, onde fui subindo a ladeira e voltei descendo. No domingo fiz meu longão pela mesma região, que descrevo abaixo:
A família dormia o sono dos justos. A esposa cansada, com congresso e família para cuidar. Os dois pequenos, nos seus sonhos infantis. Dormindo, dois anjos. Lindos. Perfeitos. Ainda que acordados sejam humanos, como todos nós.
Chovia. E eu naquela dúvida se ia pra rua ou tentava a esteira que não tem poesia. Escolhi a pílula vermelha e fui para a rua. Como não levei gel, consegui na véspera dois torrones e um gatorade, que seriam meus suplementos. Seria um longão com ladeiras, às quais já havia sido apresentado alguns dias antes.
Fazia uma temperatura gostosa para correr. Tudo deserto, em pleno domingo, àquele horário. Havia dormido bem, me sentia ótimo. É bom voltar para um local onde se foi feliz, 33 anos depois. Não me lembrava daquelas ruas. Aquela Foz da minha infância ficou na memória. Como diz o filósofo, um homem não se banha duas vezes no mesmo rio, pois muda-se o homem e muda-se o rio.
A saída do hotel é em descida. Bom para esquentar. Aos poucos, o corpo vai se acostumando ao esforço e às (muitas) ladeiras. Depois de uma curta descida, vem uma longa subida. Definitivamente gosto dela. É algo difícil de explicar. Sinto meu coração se acelerar e a vida pulsar no meu corpo. Melhor não forçar muito, que essa é a primeira de várias. Quando noto, a chuva já parou.
A cidade dorme com o barulhinho da água caindo "lá fora". Que bom seria se pudéssemos crescer embaixo de um edredon. Mas não, que a vida não está ali. Lembro-me da corrida da chuva, no Rio, algumas semanas antes. Aqui as sensações são outras, que o rio é outro, ainda que compartilhe as águas que se encontrarão todas no mesmo oceano. Eu também já sou outro, que nesse tempo já cruzei uma ponte e fui feliz por lá e além dela muitas outras águas passaram por debaixo da minha ponte. Sinto que a família e os amigos são meu oceano. E assim me vou...
Encontrei um lugar bacana para correr e vou para a segunda volta. Não me importo de repetir o trajeto. O rio já não é o mesmo. Agora já cruzo com alguém na sua caminhada. O local é bom para isso. Logo volta a chover e me pergunto se a pedestre teve perseverança de continuar na chuva. Há pessoas desmontando algo que parece ser um palco. A cidade vai despertando aos poucos. Meu corpo já está totalmente acostumado ao exercício, agora vai feliz deixando minha alma viajar e meus problemas serem levados e lavados pela chuva.
Terceira volta. Será a última? a cabeça diz que não, que, se está tão bom, não tem porque parar. As pernas, que são os motores da minha alma, começam, no entanto, a me dizer que a prudência tem que ser maior. Afora um treininho ou outro nas ladeiras de Minas, não estou tão acostumado à elas como minha amiga Elis. Hora do último torrone e do último gole do isotônico. Agora minhas mãos estão livres, eu estou livre! A vontade de dar uma volta a mais fica muito forte. Nesse momento me lembro dos meus meses parados, de tudo que passei, o correto a fazer é voltar. Volto. Na vida são necessários sacrifícios para um bem maior. Às vezes é preciso coragem para sair para treinar, em outras coragem para saber parar.
Foz do Iguaçu
Passado e presente
tinha seis anos, mas ainda me lembro
dos parentes que vinham nos visitar
da casa sempre cheia
dos carrinhos, dos quais uma vez tiramos todas as rodas
das plantações das crianças no canteiro
do céu bonito quando o sol se punha, nunca vi outro igual
do brinquedo que colocava atrás da porta e que "ria" quando alguém a abria
do meu pai e da minha mãe
Agora
das cataratas
do macuco e do passeio radical de lancha
do parque das aves, onde meus filhos acariciaram o tucano
e o mais velho teve uma cobra em seu pescoço
da usina, que meu pai ajudou a construir
da ponte da amizade que cruzamos a pé
da corrida na chuva e nas ladeiras
da minha mulher e dos meus filhos
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Corrida da Ponte: o melhor dia do resto de nossas vidas
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| Vista do vão central |
Corria pelo vão central, já na descida. De repente, olho para o mar, não para o lado, um pouco mais para trás, buscando o sol. A vista é linda demais. A baía, os barcos, o sol ainda próximo ao horizonte, refletindo fortemente no mar e transformando aqueles navios em pequenas silhuetas. Sinto aquela comunhão com a vida que tenho encontrado na corrida. Tenho certeza. Tomei uma das decisões mais certas de minha vida vindo fazer essa prova.
Amigos, escrevo ainda tomado pela emoção de ter cruzado aquela ponte correndo. Foi bom demais! Agradeço à Abril, na figura do Sergio Xavier, por ter me dado o convite para essa prova. Até a sexta-feira, eu achava que não faria essa prova já que, devido à um problema de coluna, havia estado no estaleiro por muito tempo. Meu maior treino havia sido no domingo anterior, de 14k.
O dia começou com uma noite mal dormida, como é normal na véspera das provas, já que a ansiedade era grande. Nada demais.
Às 6:30h da manhã, entrávamos, eu e meu amigo Guilherme na barca em direção à Niterói. Estava totalmente lotada de corredores, em um clima muito bacana de alegria no rosto de cada um. O sol nascia à frente, em uma visão de tirar o fôlego. Embora ele faça isso diariamente, hoje, para mim, era diferente. Aqui esse (re)nascimento representava muito. Era eu que, após meses de dúvidas, renascia ali como corredor também.
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| a barca |
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| a ponte, vista da barca |
Na saída da ponte encontro o amigo virtual que virou real Nishi, de São Paulo, que veio apenas para a corrida. Sujeito gente finíssima, de bem com a vida. Por que eu praticamente só encontro gente assim entre os corredores amadores? fica uma daquelas indagações tostines: o sujeito é gente boa porque corre, ou fica gente boa depois que começa a correr? impossível responder.
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| eu e Nishi |
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| eu e Guilherme |
Correria, pela primeira vez, a meia-maratona sozinho. É assim mesmo. A corrida, afinal, é um esporte solitário durante sua execução!
Sigo meu planejamento, que é de correr tranquilo, com ritmo em torno de 6'40"/k até o 16k e depois reavaliar. A hidratação é muito bem feita. Gostei do gatorade em saquinho, que podia ter sido repetido no posto seguinte, onde foi dado em copo aberto. Boa novidade!
O dia era absolutamente lindo, mas com um sol de outono que era bem suportável. De qualquer jeito, aproveitava cada posto de hidratação para jogar um copo de água na cabeça e dar uma resfriada no radiador.
O sol vinha por detrás, à direita. A partir da primeira vez que olhei para lá, ficou difícil não dar uma espiadinha de vez em quando, tão grande era a beleza! Não resisti e dei uma paradinha para tirar uma foto, a que abre o post!
Logo após o vão central, uma ligação. Era a notícia que queria, a família estaria me aguardando na chegada! Sinto uma alegria, uma vontade de chegar e encontrar a todos... seria uma motivação a mais no restante da prova.
Aos poucos formamos meio que um pelotão. Encontro um cidadão nordestino e conversamos um pouco. Ele vai dando força a todo mundo que vai ficando para trás. Diz que bebia e fumava, mas que agora tem uma nova vida. Passamos por uma menina que corre com dificuldade, ele diz para ela se motivar que ela já é uma vencedora! Fato!
Terminamos a ponte e entramos na temida perimetral. Ali, um ano antes, o calor era muito grande e muita gente passaria mal. Dosei a energia e a enfrentei bem. Até ali eu era feliz correndo. Não conseguia sequer achar feio. Via o mar à esquerda e o berço do RJ à direita, a essa altura cheia de obras. Ainda que as pernas já não fossem as mesmas.
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| A ponte, vista da perimetral. Não sei se foi o calor, ou eu que já estava meio alterado, mas ficou um efeito interessante he he |
Encontro o Lucena, colunista da Folha e blogueiro. Digo que sou seu fã. Trocamos umas palavras. Sigo.
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| Lucena, na perimetral |
De repente, a chegada vai se aproximando. Minhas pernas, ainda que doloridas, ficam repentinamente mais leves. Gosto muito! Meu filho mais velho se aproxima, corremos juntos os últimos 50 metros. Cruzamos a linha de chegada de mãos dadas! o tempo, então, era o menos importante. A prova, ainda que feita de forma lenta, encaixou. Fiz os 21,4k em 2 horas e 26 minutos, sem caminhar em nenhum momento, e chegando inteiro. Era isso que tinha para hoje!
A corrida, com já descobri há tempos, é uma metáfora perfeita da vida. Há dias bons e dias ruins. Tudo é uma questão de ver o copo meio cheio, nunca meio vazio. Eu estava ali, havia feito a prova mais de 20 minutos mais lentamente que minha 2ª pior meia-maratona, mas estava absolutamente feliz!
Só para deixar registrado, achei a organização da prova excelente. Tudo impecável! Destaque especial para a largada em ondas. Para não dizer que foi tudo perfeito, a água do posto de hidratação do 17k acabou. Mas isso é um detalhe menor que não invalida todo o restante. O corredor foi tratado com carinho.
Existem acontecimentos na vida que são tão especiais que temos certeza que não se apagarão nunca da nossa memória. Aquela olhadinha para o sol na ponte e a chegada triunfal com a família estão certamente entre esses momentos!
* Links para essa postagem:
No Blog Pulso, do Globo: http://oglobo.globo.com/blogs/pulso/posts/2012/05/21/corrida-da-ponte-relato-de-sergio-melo-446334.asp
No Blog Correria, da Abril: http://runnersworld.abril.com.br/blogs/correria/sol-testemunha-321833_p.shtml
terça-feira, 8 de maio de 2012
Autoentrevista 2
Segunda versão da autoentrevista:
Sergio: Afinal, você está lesionado ou não?
Sergio: Não. Não tenho propriamente uma lesão. O que tenho, algo que já sabia há 8 anos, é a protusão de um disco lombar (L5). Não sei se isso também deve ser chamado de lesão, talvez sim, mas o que quero dizer é que não é uma lesão em músculo ou tendão dos que estamos acostumados.
Sergio:Ih, já vi que continua com a mania de não responder direito as perguntas, mas tudo bem. Outra pergunta, não é perigoso correr assim?
Sergio:Sim e não. Muitos de nós que corremos temos problemas na coluna, inclusive mais sérios, como hérnias de disco. A protusão está um passo antes. Em teoria o impacto da corrida não é benéfica. Mas a corrida não é contra-indicada a esse grupo. Só tenho que tomar um pouco mais de cuidado.
Sergio:Quer dizer que você podia ter continuado correndo durante todo esse tempo que ficou quase parado? Viu? eu te disse isso... mala, homi-frouxo, sujeito sem coragem!
Sergio:Peço respeito ao entrevistado, ou eu encerro isso por aqui! humpf! Em teoria sim. Podia ter maneirado um pouco em alguns momentos, mas não precisava ter parado.
Sergio:Por que então você parou?
Sergio:O problema é que tudo levava a crer que eu tinha uma contusão que poderia piorar... a dor era em um lugar específico, atrás da coxa e próximo ao joelho, e não me pareceu proveniente do ciático. De início o próprio médico achou que fosse uma tendinite. Se fosse isso realmente, o treinamento poderia prejudicar.
Sergio:Você mencionou "Tomar um pouco mais de cuidado". O que você quis dizer com isso?
Sergio:Normalmente já devemos aumentar a distância e velocidade dos treinos aos poucos e ficar atento às dores, sinais do organismo que algo não está bem. Mas no caso de quem já tem um problema crônico, como eu, essas regras devem ser seguidas à risca!
Sergio:Como você tem certeza de que não há uma tendinite ou outra contusão no local?
Sergio:Alguns fortes indícios. Fiz ultrassonografia e ressonância da perna e coluna, que nada detectaram além da protusão do disco. Além disso, com toda a fisioterapia e fortalecimento que fiz e pelo grau da dor, que sempre foi fraca, já teria melhorado alguma coisa. Como disse o Pai Santana e o osteopata, é coluna!
Sergio:Mas como está a dor no dia a dia?
Sergio:Vareia muito. Reparei que piora ao longo do dia, principalmente se ficar sentado. Dirigir por longa distância, como é o caso de Muriaé para o RJ (4h30') é doloroso. Mas no dia seguinte fiquei zerado. Ainda estou aprendendo. É direto no nervo, não nos músculos ou tendões, como é mais comum então é um bicho diferente do que estava acostumado.
Sergio:Mas você irá sempre sentir dor? você está na idade do condor?
Sergio:he he Esse ano entro nos "enta", mas espero sinceramente que a dor eventualmente passe. Mas vou vivendo um dia de cada vez.
Sergio:E você faz algum tratamento ou acha que a melhora virá do céu?
Sergio:No momento estou me tratando com um osteopata, indicado pelo Xampa, bem como fazendo minha massagem semanal com o Pai Santana. Tenho esperança que isso termine com a dor. Minha ideia é manter a massagem semanal no futuro.
Sergio:E se a dor não passar nunca? você se desespera com isso?
Sergio:definitivamente não. Seria até leviano de minha parte reclamar de alguma coisa na minha vida. Com a idade aprendi muito e melhorei muito minha forma de encarar o mundo, e aprendo mais a cada dia. Tenho uma vida feliz demais e o problema que tenho é muito pequeno perto da grandiosidade que é viver. É só olhar para o lado, tem tanta gente com problemas realmente sérios...
Sergio:E os treinos, como estão?
Sergio:Evoluindo. Estou, aos poucos, aumentando as cargas, em um gradiente menor do que se estivesse totalmente 100%.
Sergio:Mas dói durante os treinos?
Sergio:Não é que eu sinta dor. É mais a perna direita um pouco presa. Como agora já sei o que é, não tem me abalado.
Sergio:E quais os planos para as provas?
Sergio:Tenho muita vontade de participar da Meia Maratona da Caixa novamente, em julho. Teoricamente deve dar, pois no último longão fiz bem um treino de 12k com altimetria mais pesada. Depois dessa prova, verei o que mais vem pela frente. Importante é não antecipar nada.
Sergio:O que você sente que piorou mais com esse tempo parado?
Sergio:definitivamente a velocidade. Estou cerca de 1 minuto por quilômetro mais lento, o que é muito. O problema é que, além de ter parado, recuperei 6 dos 11 quilos que havia perdido.
Sergio:Gordo! e você faz alguma coisa para melhorar isso?
Sergio:Gordo é você! Estou novamente vigiando o peso, mas sem os vigilantes he he. Prometi que ficarei um ano sem comer doce, o que já faz 1 semana. Tem sido difícil, pois o início é assim mesmo, mas está funcionando.
Sergio:Aproveitando a entrevista, tem algo a dizer sobre o que é "ser baleias"?
Sergio:ainda agora me emociono ao pensar nisso. Não vejo a turma desde dezembro, na Volta da Pampulha. Sinto saudades. Ser baleias é uma forma de encarar a vida olhando o copo meio cheio. Foi uma grande honraria para mim entrar para esse grupo e estou ansioso por encontrar a todos na Maratona do RJ.
Sergio:E esse blog, agora você está em uma onda meio poética, quando é que vai acabar essa boiolice?
Sergio:peço que não use palavras de baixo calão, pois esse é um blog família! Eu escrevo aqui o que quiser. Estou em uma fase romântica com a corrida, voltando, então esse agora sou eu. Não tenho planos para o futuro.
Sergio:Já que você está nessa onda poética, pretende abolir de vez o relógio dos seus treinos? parar de se preocupar com a performance?
Sergio:Provavelmente não. Ainda que o mais importante não esteja nos números, preciso deles para me motivar a acordar cedo para treinar. Gosto de me desafiar a melhorar cada dia. Para mim é divertido. Só não é para agora, que o foco é outro. Importante é entender isso e deixar a preocupação com o tempo mais para frente.
Sergio:Você está próximo de dois anos de blog, pode fazer um balanço?
Sergio:Evolui muito. Cresci. Mas o mais legal do blog foi conhecer tanta gente bacana, que não vou citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém. Além disso funciona muito como ferramenta para trocar ideias e registrar minha evolução. O tratamento com o osteopata, por exemplo, devo completamente à existência do blog e ao Xampa, que sempre procura dar uma dica.
Sergio:E a família, como está se comportando em relação a suas corridas?
Sergio:Muito bem. Acho que é um ótimo exemplo para meus filhos que, espero, vejam o benefício da atividade física em suas vidas. Minha esposa já está vendo de uma forma bem mais positiva e até já comprou um tênis de corrida para ela. Estou "doido" para que ela volte he he. Não dá para negar que a compreensão fica maior se ela também estiver nessa onda.
Sergio:E a maratona? afinou?
Sergio:que é isso, rapaz?! Você é realmente muito abusado como entrevistador. Eu só adiei os planos. Agora ficou para 2013, desde que a coluna permita.
Sergio:E você tem alguma mensagem para aqueles corredores amadores que passam por todas as auguras de uma contusão? para aquele corredor mais sofrido que lê seu blog na esperança de encontrar as curas para seus males?
Sergio:Não...
Sergio:você é um mala mesmo!
Sergio:é você!
Pums! Socs! Toins! Crás! Catapum,pow!
alguém separe por aqui!
esses dois... são como cão e gato!
Sergio: Afinal, você está lesionado ou não?
Sergio: Não. Não tenho propriamente uma lesão. O que tenho, algo que já sabia há 8 anos, é a protusão de um disco lombar (L5). Não sei se isso também deve ser chamado de lesão, talvez sim, mas o que quero dizer é que não é uma lesão em músculo ou tendão dos que estamos acostumados.
Sergio:Ih, já vi que continua com a mania de não responder direito as perguntas, mas tudo bem. Outra pergunta, não é perigoso correr assim?
Sergio:Sim e não. Muitos de nós que corremos temos problemas na coluna, inclusive mais sérios, como hérnias de disco. A protusão está um passo antes. Em teoria o impacto da corrida não é benéfica. Mas a corrida não é contra-indicada a esse grupo. Só tenho que tomar um pouco mais de cuidado.
Sergio:Quer dizer que você podia ter continuado correndo durante todo esse tempo que ficou quase parado? Viu? eu te disse isso... mala, homi-frouxo, sujeito sem coragem!
Sergio:Peço respeito ao entrevistado, ou eu encerro isso por aqui! humpf! Em teoria sim. Podia ter maneirado um pouco em alguns momentos, mas não precisava ter parado.
Sergio:Por que então você parou?
Sergio:O problema é que tudo levava a crer que eu tinha uma contusão que poderia piorar... a dor era em um lugar específico, atrás da coxa e próximo ao joelho, e não me pareceu proveniente do ciático. De início o próprio médico achou que fosse uma tendinite. Se fosse isso realmente, o treinamento poderia prejudicar.
Sergio:Você mencionou "Tomar um pouco mais de cuidado". O que você quis dizer com isso?
Sergio:Normalmente já devemos aumentar a distância e velocidade dos treinos aos poucos e ficar atento às dores, sinais do organismo que algo não está bem. Mas no caso de quem já tem um problema crônico, como eu, essas regras devem ser seguidas à risca!
Sergio:Como você tem certeza de que não há uma tendinite ou outra contusão no local?
Sergio:Alguns fortes indícios. Fiz ultrassonografia e ressonância da perna e coluna, que nada detectaram além da protusão do disco. Além disso, com toda a fisioterapia e fortalecimento que fiz e pelo grau da dor, que sempre foi fraca, já teria melhorado alguma coisa. Como disse o Pai Santana e o osteopata, é coluna!
Sergio:Mas como está a dor no dia a dia?
Sergio:Vareia muito. Reparei que piora ao longo do dia, principalmente se ficar sentado. Dirigir por longa distância, como é o caso de Muriaé para o RJ (4h30') é doloroso. Mas no dia seguinte fiquei zerado. Ainda estou aprendendo. É direto no nervo, não nos músculos ou tendões, como é mais comum então é um bicho diferente do que estava acostumado.
Sergio:Mas você irá sempre sentir dor? você está na idade do condor?
Sergio:he he Esse ano entro nos "enta", mas espero sinceramente que a dor eventualmente passe. Mas vou vivendo um dia de cada vez.
Sergio:E você faz algum tratamento ou acha que a melhora virá do céu?
Sergio:No momento estou me tratando com um osteopata, indicado pelo Xampa, bem como fazendo minha massagem semanal com o Pai Santana. Tenho esperança que isso termine com a dor. Minha ideia é manter a massagem semanal no futuro.
Sergio:E se a dor não passar nunca? você se desespera com isso?
Sergio:definitivamente não. Seria até leviano de minha parte reclamar de alguma coisa na minha vida. Com a idade aprendi muito e melhorei muito minha forma de encarar o mundo, e aprendo mais a cada dia. Tenho uma vida feliz demais e o problema que tenho é muito pequeno perto da grandiosidade que é viver. É só olhar para o lado, tem tanta gente com problemas realmente sérios...
Sergio:E os treinos, como estão?
Sergio:Evoluindo. Estou, aos poucos, aumentando as cargas, em um gradiente menor do que se estivesse totalmente 100%.
Sergio:Mas dói durante os treinos?
Sergio:Não é que eu sinta dor. É mais a perna direita um pouco presa. Como agora já sei o que é, não tem me abalado.
Sergio:E quais os planos para as provas?
Sergio:Tenho muita vontade de participar da Meia Maratona da Caixa novamente, em julho. Teoricamente deve dar, pois no último longão fiz bem um treino de 12k com altimetria mais pesada. Depois dessa prova, verei o que mais vem pela frente. Importante é não antecipar nada.
Sergio:O que você sente que piorou mais com esse tempo parado?
Sergio:definitivamente a velocidade. Estou cerca de 1 minuto por quilômetro mais lento, o que é muito. O problema é que, além de ter parado, recuperei 6 dos 11 quilos que havia perdido.
Sergio:Gordo! e você faz alguma coisa para melhorar isso?
Sergio:Gordo é você! Estou novamente vigiando o peso, mas sem os vigilantes he he. Prometi que ficarei um ano sem comer doce, o que já faz 1 semana. Tem sido difícil, pois o início é assim mesmo, mas está funcionando.
Sergio:Aproveitando a entrevista, tem algo a dizer sobre o que é "ser baleias"?
Sergio:ainda agora me emociono ao pensar nisso. Não vejo a turma desde dezembro, na Volta da Pampulha. Sinto saudades. Ser baleias é uma forma de encarar a vida olhando o copo meio cheio. Foi uma grande honraria para mim entrar para esse grupo e estou ansioso por encontrar a todos na Maratona do RJ.
Sergio:E esse blog, agora você está em uma onda meio poética, quando é que vai acabar essa boiolice?
Sergio:peço que não use palavras de baixo calão, pois esse é um blog família! Eu escrevo aqui o que quiser. Estou em uma fase romântica com a corrida, voltando, então esse agora sou eu. Não tenho planos para o futuro.
Sergio:Já que você está nessa onda poética, pretende abolir de vez o relógio dos seus treinos? parar de se preocupar com a performance?
Sergio:Provavelmente não. Ainda que o mais importante não esteja nos números, preciso deles para me motivar a acordar cedo para treinar. Gosto de me desafiar a melhorar cada dia. Para mim é divertido. Só não é para agora, que o foco é outro. Importante é entender isso e deixar a preocupação com o tempo mais para frente.
Sergio:Você está próximo de dois anos de blog, pode fazer um balanço?
Sergio:Evolui muito. Cresci. Mas o mais legal do blog foi conhecer tanta gente bacana, que não vou citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém. Além disso funciona muito como ferramenta para trocar ideias e registrar minha evolução. O tratamento com o osteopata, por exemplo, devo completamente à existência do blog e ao Xampa, que sempre procura dar uma dica.
Sergio:E a família, como está se comportando em relação a suas corridas?
Sergio:Muito bem. Acho que é um ótimo exemplo para meus filhos que, espero, vejam o benefício da atividade física em suas vidas. Minha esposa já está vendo de uma forma bem mais positiva e até já comprou um tênis de corrida para ela. Estou "doido" para que ela volte he he. Não dá para negar que a compreensão fica maior se ela também estiver nessa onda.
Sergio:E a maratona? afinou?
Sergio:que é isso, rapaz?! Você é realmente muito abusado como entrevistador. Eu só adiei os planos. Agora ficou para 2013, desde que a coluna permita.
Sergio:E você tem alguma mensagem para aqueles corredores amadores que passam por todas as auguras de uma contusão? para aquele corredor mais sofrido que lê seu blog na esperança de encontrar as curas para seus males?
Sergio:Não...
Sergio:você é um mala mesmo!
Sergio:é você!
Pums! Socs! Toins! Crás! Catapum,pow!
alguém separe por aqui!
esses dois... são como cão e gato!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
novo olhar sobre as montanhas de minas
Muriaé era, uma vez mais, o local do treino.
O dia nasceu bonito demais, ainda que depois algumas nuvens tenham feito o sol ficar meio que escondido, meio que indeciso se dava as caras ou não.
Nada, entretanto, atrapalharia aquele treino. A ideia era 12km, voltando exatamente quando o GPS apitasse a metade deles.
Nessa hora, pouca gente ainda na rua. Atravesso uma parte da cidade. Alguns carros, e algumas padarias abertas. Lembro-me do treino na chuva do início da semana. Parece que, definitivamente, as padarias tornaram-se minhas testemunhas. Gosto delas. Lembram-me o gostinho bom de pão da infância, de comprar o leite em saquinho difícil de carregar. Boas lembranças. Mas sigamos, que este não é um blog sobre passado ou padarias...
Uma feira. Muita gente, contrastando com o restante da cidade quase deserto. Acordaram cedo, mais do que eu. Sinto uma pontadinha de inveja dessa gente. Não havia levado líquido, fico tentado a parar e comprar uma água de coco. Desisto e sigo adiante.
A primeira das grandes subidas, para pegar a estrada. A essa altura ainda estou descansado e a enfrento bem. Cruzo por um urubu fazendo sua refeição diante de uma carcaça. Acho belo, ainda que possam causar repugnância a alguns. Como já tive oportunidade de descobrir, a beleza está nos olhos de quem vê.
Os sobes e desces se sucedem. Nunca paro. Não posso parar. Cruzo por caminhantes, sozinhos ou com seus cachorros. Alguns poucos corredores. Procuro cumprimentá-los. Um responde, outro não. Faz parte. Quem sabe que belos pensamentos carrega naquela corridinha de domingo? A corrida é, em geral, um esporte solitário que permite momentos de contemplação com nós mesmos.
Uma descida, me deparo com um cenário maravilhoso. Montanhas, uma estrada vazia, árvores e ele, o Sol, reinando majestoso. Pena não ter uma máquina. Se bem que ela não permitira registrar com perfeição o que vejo agora. Precisaria ter a corrida junto e não, uma foto definitivamente não carrega uma corrida junto.
Sigo. O circuito é difícil e o ar às vezes falta. O sol, como que querendo colaborar um pouco, se esconde justamente na hora da maior subida de volta. Agradeço aos céus.
Passo novamente na feira. Penso novamente em parar na água de coco, mas agora há uma fila e ficar esperando não é uma opção. Entendo que esse treino é para ser "à seca".
Volto para casa. É maravilhoso voltar. Não importa quão longe se vá, quão bonito seja a estrada, a volta para casa será sempre um momento mágico.
A corrida foi essa aqui: http://connect.garmin.com/dashboard?cid=22839898
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