Aos poucos o corpo se adapta novamente à rotina de treinamentos. Sinto aquelas dores normais de início de temporada. A panturrilha sente o treino de velocidade, o quadril sente a abdução e adução de quadril etc. Ao mesmo tempo, a motivação volta para comer mais comedidamente, sem que isso significa comer de maneira ideal... enfim, tudo volta aos trilhos.
Sigo treinando 3x na semana e fazendo reforço muscular outras 3x. Em algum momento tenho que fazer a transição para 4x de corrida e 2x de musculação. Deixo o corpo dizer o momento certo de fazer isso...
A lamentar até o momento só a (quase) impossibilidade de usar o maracanã nos treinos, devido às obras para a Copa. Se mantiverem a ciclovia, está bom demais... Esta semana fiz o treino de tiros na praça Afonso Pena, mas o percurso é curto então tenho que fazer curva.
Terceira semana de treinos para a Meia-Maratona da Asics! Vamo que vamo!
Blog de Sergio Melo, um aficcionado pelas corridas! Sou apenas um sujeito que gosta de treinar e correr provas, o que tenho feito ao longo dos últimos 8 anos com o mesmo interesse, dos 6 aos 42 km. Acho que toda distância tem seu desafio, desde que tenhamos nos esforçado para nos preparar adequadamente!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Relato de prova: Corrida de São Sebastião 2013
Esta é uma provinha bacana que decidi incorporar no meu calendário depois de corrê-la em 2011. Ano passado, por estar me recuperando de contusão, não participei.
Início de temporada, quilos a mais e quilometragem de menos, calor forte, não é hora de forçar nada, certo? bom, ao menos era isso que eu devia ter pensado, ou melhor realizado, porque pensar eu até pensei... he he.
A prova, assim como a de 2011, foi realizada sob forte calor. Da largada até o 5k foi com sol à pino, sem trégua. Depois até o 8k ficamos com o mormaço e depois até o final sol forte de novo.
O fato é que comecei muito forte, não sei pensando em quê. Ou melhor, sei. Esperava, ainda que sem condições, bater meu recorde na distância, na faixa de 49'. Só que não estava preparado para isso e, assim, o ritmo estava forte demais. Larguei relativamente bem posicionado, mas mesmo assim tive que fazer muitas ultrapassagens. Ainda assim fechei o primeiro quilômetro em 5'03". Até os 4k o ritmo foi mais ou menos constante, na casa de 5'/k até 5:11/k, e fechei os 4k em 20'19". O esforço para manter essa velocidade era mais forte do que deveria e, por isso, não consegui manter a partir daí. O 5k já foi de transição, na faixa de 5'15"/k, e a partir daí até o final virei entre 5'20" e 5'30", fechando a prova em tempo não oficial ainda 53', média de 5'15"/km. Terminei a prova pensando que poderia ter corrido melhor. Faz parte.
Ainda que não tenha adotado a estratégia correta, foi um bom aprendizado. É muito bom participar de competição por isso. O erro de correr forte demais no início é comum e deve ser evitado a todo custo! Prova que não é para recorde deve ser corrida em ritmo mais lento no início para guardar perna para o final! Além disso, cada vez consigo dormir melhor em véspera de prova. Dessa vez dormi normalmente. Além disso, a prova serve para testar estratégias de alimentação e hidratação. Resumindo, a cada competição me sinto mais preparado e experiente.
Quanto à festa, não encontrei ninguém conhecido, mas depois da prova fiquei aguardando a premiação dos canelas-finas. Ganhou um queniano que correu em menos de 30'. O Robson Caetano entregou algumas medalhas e é uma simpatia. Foi feito um protesto pela demolição do Célio de Barros e ele ergueu as faixas e deu apoio. Bacana!
A próxima parada, a princípio, é a Meia da Asics, em abril, a menos que surja algo imperdível até lá (não espero).
Seguem abaixo minhas parciais na prova, tiradas do Garmin:
Início de temporada, quilos a mais e quilometragem de menos, calor forte, não é hora de forçar nada, certo? bom, ao menos era isso que eu devia ter pensado, ou melhor realizado, porque pensar eu até pensei... he he.
A prova, assim como a de 2011, foi realizada sob forte calor. Da largada até o 5k foi com sol à pino, sem trégua. Depois até o 8k ficamos com o mormaço e depois até o final sol forte de novo.
O fato é que comecei muito forte, não sei pensando em quê. Ou melhor, sei. Esperava, ainda que sem condições, bater meu recorde na distância, na faixa de 49'. Só que não estava preparado para isso e, assim, o ritmo estava forte demais. Larguei relativamente bem posicionado, mas mesmo assim tive que fazer muitas ultrapassagens. Ainda assim fechei o primeiro quilômetro em 5'03". Até os 4k o ritmo foi mais ou menos constante, na casa de 5'/k até 5:11/k, e fechei os 4k em 20'19". O esforço para manter essa velocidade era mais forte do que deveria e, por isso, não consegui manter a partir daí. O 5k já foi de transição, na faixa de 5'15"/k, e a partir daí até o final virei entre 5'20" e 5'30", fechando a prova em tempo não oficial ainda 53', média de 5'15"/km. Terminei a prova pensando que poderia ter corrido melhor. Faz parte.
Ainda que não tenha adotado a estratégia correta, foi um bom aprendizado. É muito bom participar de competição por isso. O erro de correr forte demais no início é comum e deve ser evitado a todo custo! Prova que não é para recorde deve ser corrida em ritmo mais lento no início para guardar perna para o final! Além disso, cada vez consigo dormir melhor em véspera de prova. Dessa vez dormi normalmente. Além disso, a prova serve para testar estratégias de alimentação e hidratação. Resumindo, a cada competição me sinto mais preparado e experiente.
Quanto à festa, não encontrei ninguém conhecido, mas depois da prova fiquei aguardando a premiação dos canelas-finas. Ganhou um queniano que correu em menos de 30'. O Robson Caetano entregou algumas medalhas e é uma simpatia. Foi feito um protesto pela demolição do Célio de Barros e ele ergueu as faixas e deu apoio. Bacana!
A próxima parada, a princípio, é a Meia da Asics, em abril, a menos que surja algo imperdível até lá (não espero).
Seguem abaixo minhas parciais na prova, tiradas do Garmin:
Split
|
Time
|
Distance
|
Avg Pace
| ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Summary | 53:02.4 | 10.10 | 5:15 | ||||||||||
| 1 | 5:02.6 | 1.00 | 5:03 | ||||||||||
| 2 | 5:10.9 | 1.00 | 5:11 | ||||||||||
| 3 | 4:59.7 | 1.00 | 5:00 | ||||||||||
| 4 | 5:05.4 | 1.00 | 5:05 | ||||||||||
| 5 | 5:15.4 | 1.00 | 5:15 | ||||||||||
| 6 | 5:24.7 | 1.00 | 5:25 | ||||||||||
| 7 | 5:23.4 | 1.00 | 5:23 | ||||||||||
| 8 | 5:21.1 | 1.00 | 5:21 | ||||||||||
| 9 | 5:20.3 | 1.00 | 5:20 | ||||||||||
| 10 | 5:27.6 | 1.00 | 5:28 | ||||||||||
| 11 | :31.2 | 0.10 | 5:29 |
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Planejamento do ano
Essas são as provas principais do ano:
1. Asics 21k- 7/4
2. Maratona de Berlim 42k - 29/9 - INSCRITO
3. Circuito das Estações 10k - 1/12
Outras provas interessantes que devo participar, sem tanto compromisso ou treino específico:
1. Corrida de São Sebastião 10k - 20/1 - astral bacana - INSCRITO
O que faço é estabelecer meu ciclo de treinamento para o ano em função das provas principais, e encaixar outras que gostaria de participar, desde que não me atrapalhe o treinamento para as primeiras. Ano passado, principalmente no 2º semestre, tudo funcionou muito bem assim.
A princípio é isso. Uma coisa que pode mudar é a priorização da Pampulha no final do ano e deixar para treinar para os 10k em outro momento. O ideal mesmo seria achar uma prova de 10k em junho, coisa que ainda não encontrei no calendário. Do jeito em que está, o tempo para me preparar para a Maratona de Berlim está muito longo (de abril à setembro) , pois minha série é de 13 semanas. Nesse caso terei que caprichar mais na base e não ir com muita sede ao pote, porque senão o corpo reclama.
Por hora o ciclo é de preparação para a Meia. Está tudo ótimo, estou na 2ª semana. Tenho feito 3 treinos de corrida e 3 de musculação por semana. Por enquanto é período de base, então está tudo relativamente leve. O duro está sendo voltar para a rotina de dormir e acordar cedo e, principalmente, me alimentar melhor. Preciso definitivamente ter alternativas para comer à noite.
Domingo é Corrida de São Sebastião. Essa é prova para me divertir, gosto do astral dela. Vou fazer de leve, que a hora não é para recorde. Um ritno de 5'30"/km está bom demais.
1. Asics 21k- 7/4
2. Maratona de Berlim 42k - 29/9 - INSCRITO
3. Circuito das Estações 10k - 1/12
Outras provas interessantes que devo participar, sem tanto compromisso ou treino específico:
1. Corrida de São Sebastião 10k - 20/1 - astral bacana - INSCRITO
2. Corrida da Ponte 21k - 19/5 - visual lindo demais
2. Volta da Pampulha - 8/12 - chance de rever a família e a equipe O que faço é estabelecer meu ciclo de treinamento para o ano em função das provas principais, e encaixar outras que gostaria de participar, desde que não me atrapalhe o treinamento para as primeiras. Ano passado, principalmente no 2º semestre, tudo funcionou muito bem assim.
A princípio é isso. Uma coisa que pode mudar é a priorização da Pampulha no final do ano e deixar para treinar para os 10k em outro momento. O ideal mesmo seria achar uma prova de 10k em junho, coisa que ainda não encontrei no calendário. Do jeito em que está, o tempo para me preparar para a Maratona de Berlim está muito longo (de abril à setembro) , pois minha série é de 13 semanas. Nesse caso terei que caprichar mais na base e não ir com muita sede ao pote, porque senão o corpo reclama.
Por hora o ciclo é de preparação para a Meia. Está tudo ótimo, estou na 2ª semana. Tenho feito 3 treinos de corrida e 3 de musculação por semana. Por enquanto é período de base, então está tudo relativamente leve. O duro está sendo voltar para a rotina de dormir e acordar cedo e, principalmente, me alimentar melhor. Preciso definitivamente ter alternativas para comer à noite.
Domingo é Corrida de São Sebastião. Essa é prova para me divertir, gosto do astral dela. Vou fazer de leve, que a hora não é para recorde. Um ritno de 5'30"/km está bom demais.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Metas para 2013
Sem mais delongas:
1) 10 k sub 47' (bonus: na faixa de 45')
2) Meia-maratona sub 1h45'
3) Maratona sem caminhar (bonus: abaixo de 4h)
Para isso será preciso que o peso fique na faixa de 65kg (atualmente está em 69kg) com redução do % de gordura e que não me machuque nos treinamentos, que é sempre o que mais preciso me preocupar. Tenho que, uma vez mais, tomar muito cuidado com as dores para que não se transformem em contusões...
São essas metas que me motivarão a acordar mais cedo em 2013!
1) 10 k sub 47' (bonus: na faixa de 45')
2) Meia-maratona sub 1h45'
3) Maratona sem caminhar (bonus: abaixo de 4h)
Para isso será preciso que o peso fique na faixa de 65kg (atualmente está em 69kg) com redução do % de gordura e que não me machuque nos treinamentos, que é sempre o que mais preciso me preocupar. Tenho que, uma vez mais, tomar muito cuidado com as dores para que não se transformem em contusões...
São essas metas que me motivarão a acordar mais cedo em 2013!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Avaliação de fim de ano
O ano de 2012 foi definitivamente, um ótimo ano de corridas para mim. Era um ano que tinha como meta apenas voltar a correr sem dor! consegui muito mais que isso. Vamos aos fatos:
1) consegui superar a contusão que tinha
O fato é que sentia uma dor chata no início da parte posterior da coxa, logo acima do joelho e que, nos exames que fiz (ultrassonografia e tomografia) não aparecia. Chegou a um ponto que o médico que me tratava, da área esportiva e corredor também, me recomendou a acupuntura, pois a fisioterapia não estava resolvendo. Fiz algumas sessões de osteopatia, além de massagem (com o Molejo) e musculação. Essa tríade resolveu o problema. Tudo, aparentemente, foi consequência da protusão do disco da coluna que tenho.
2) Descobri a importância do fortalecimento muscular e de parar quando sentir dor
Isso foi importante demais, e tem relação direta com o fato de terminar o ano tão bem. Descobri que era muito fraco, além de ter um lado mais forte que o outro, então a musculação tem tido papel essencial para prevenir lesões. Saber parar um treino mais cedo quando aparece uma dor estranha também foi um grande aprendizado, muitas vezes difícil de cumprir, mas muito importante.
3) Bati recordes nos 10k e 21k
Consegui fazer pela primeira vez sub 50' nos 10k e sub 1h50' na meia-maratona. Essa última consegui reduzir em 9 minutos meu melhor tempo.
4) Participei de ótimas provas, além das acima
Aqui me lembro de duas:
- a Corrida da Ponte (21,5k)
- a Volta da Pampulha (19k)
5) Fiz diversos treinos memoráveis
Me lembro particularmente de 5:
- o treino das pontes em Juiz de Fora
- o treino da Zona Norte à Zona Sul, no RJ
- o treino em Foz do Iguaçu
- o treino na praia da Costa do Sauípe
- o treino no Ibirapuera
Mais importante do que tudo isso foi terminar o ano mais uma vez muito motivado e cheio de planos para o ano que vem! E vocês, amigos, como foi seu ano corrístico?
1) consegui superar a contusão que tinha
O fato é que sentia uma dor chata no início da parte posterior da coxa, logo acima do joelho e que, nos exames que fiz (ultrassonografia e tomografia) não aparecia. Chegou a um ponto que o médico que me tratava, da área esportiva e corredor também, me recomendou a acupuntura, pois a fisioterapia não estava resolvendo. Fiz algumas sessões de osteopatia, além de massagem (com o Molejo) e musculação. Essa tríade resolveu o problema. Tudo, aparentemente, foi consequência da protusão do disco da coluna que tenho.
2) Descobri a importância do fortalecimento muscular e de parar quando sentir dor
Isso foi importante demais, e tem relação direta com o fato de terminar o ano tão bem. Descobri que era muito fraco, além de ter um lado mais forte que o outro, então a musculação tem tido papel essencial para prevenir lesões. Saber parar um treino mais cedo quando aparece uma dor estranha também foi um grande aprendizado, muitas vezes difícil de cumprir, mas muito importante.
3) Bati recordes nos 10k e 21k
Consegui fazer pela primeira vez sub 50' nos 10k e sub 1h50' na meia-maratona. Essa última consegui reduzir em 9 minutos meu melhor tempo.
4) Participei de ótimas provas, além das acima
Aqui me lembro de duas:
- a Corrida da Ponte (21,5k)
- a Volta da Pampulha (19k)
5) Fiz diversos treinos memoráveis
Me lembro particularmente de 5:
- o treino das pontes em Juiz de Fora
- o treino da Zona Norte à Zona Sul, no RJ
- o treino em Foz do Iguaçu
- o treino na praia da Costa do Sauípe
- o treino no Ibirapuera
Mais importante do que tudo isso foi terminar o ano mais uma vez muito motivado e cheio de planos para o ano que vem! E vocês, amigos, como foi seu ano corrístico?
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Texto meu no Correria - Revista Runners
segue um texto meu que foi publicado no Correria, blog da Revista Runners World de hoje:
“O Correria está cadastrado entre os "Favoritos" do meu navegador. Só que não é a página com o post do dia que aparece na minha tela quando carrego diariamente o blog. Minha página inicial é uma bem antiga até, um post que você escreveu no dia 21/11/2009, essa aqui. Por que isso? Explico a seguir.
O fato é que usava diariamente aquele post como uma ferramenta motivacional para me lembrar de onde queria chegar, e de como o caminho era longo. Na ocasião, fazia parte da "cavalaria", mas queria galgar postos mais altos. Um "pangaré bem tratado" era uma possibilidade, mas mais até um "rei dos pangarés". Só não sabia quanto tempo levaria para chegar lá.
Pois bem, dois anos depois, escrevo para dizer que galguei o primeiro degrau. Com 49min08 na Pan Americana do RJ, virei, com muito orgulho, um "Pangaré bem tratado"! O prazo foi longo pois me machuquei no meio do caminho e, além disso, gosto mesmo de fazer as coisas aos poucos. Nesse tempo, entretanto, evoluí muito como corredor, e tenho certeza de estar agora no caminho certo de evitar novas lesões e seguir evoluindo.
O melhor é que me parece que o caminho para o degrau seguinte é bem possível. Um sub-47 é uma possibilidade a ser explorada no ano que vem, ainda que a prioridade número 1 seja a minha primeira maratona. O segredo é a tríade treinos (não são um problema para mim), controlar peso (mais difícil) e evitar lesões (a musculação e moderação dos treinos tem tido papel fundamental nisso). Enfim, o mesmo que para todos.
Sei que a meta é modesta para a maioria. Para mim, entretanto, ela tem o tamanho dos meus sonhos!
Abraço e obrigado por aquele post que me motivou nos últimos 2 anos.”
Só depois vi que passaram 3 anos, e não 2 desde aquele post!
“O Correria está cadastrado entre os "Favoritos" do meu navegador. Só que não é a página com o post do dia que aparece na minha tela quando carrego diariamente o blog. Minha página inicial é uma bem antiga até, um post que você escreveu no dia 21/11/2009, essa aqui. Por que isso? Explico a seguir.
O fato é que usava diariamente aquele post como uma ferramenta motivacional para me lembrar de onde queria chegar, e de como o caminho era longo. Na ocasião, fazia parte da "cavalaria", mas queria galgar postos mais altos. Um "pangaré bem tratado" era uma possibilidade, mas mais até um "rei dos pangarés". Só não sabia quanto tempo levaria para chegar lá.
Pois bem, dois anos depois, escrevo para dizer que galguei o primeiro degrau. Com 49min08 na Pan Americana do RJ, virei, com muito orgulho, um "Pangaré bem tratado"! O prazo foi longo pois me machuquei no meio do caminho e, além disso, gosto mesmo de fazer as coisas aos poucos. Nesse tempo, entretanto, evoluí muito como corredor, e tenho certeza de estar agora no caminho certo de evitar novas lesões e seguir evoluindo.
O melhor é que me parece que o caminho para o degrau seguinte é bem possível. Um sub-47 é uma possibilidade a ser explorada no ano que vem, ainda que a prioridade número 1 seja a minha primeira maratona. O segredo é a tríade treinos (não são um problema para mim), controlar peso (mais difícil) e evitar lesões (a musculação e moderação dos treinos tem tido papel fundamental nisso). Enfim, o mesmo que para todos.
Sei que a meta é modesta para a maioria. Para mim, entretanto, ela tem o tamanho dos meus sonhos!
Abraço e obrigado por aquele post que me motivou nos últimos 2 anos.”
Só depois vi que passaram 3 anos, e não 2 desde aquele post!
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Relato de prova: Volta da Pampulha 2012
Amigos, neste domingo corri a última das 3 provas em sequência deste 2º semestre: a Volta da Pampulha.
As outras haviam sido a meia-maratona do Circuito Athenas, em outubro, e os 10k da Corrida Pan-Americana, em novembro. Como eu procuro treinar para cada prova, uma por mês para mim já é bastante. A questão é que cada uma exige uma semana de polimento antes, quando os treinos são mais fracos, e uma semana de descanso depois, quando novamente a ideia não é forçar demais. Assim, os treinos acabam ficando comprometidos. Das 3, entretanto, essa seria a que correria mais "solto", pois não estava preocupado com o tempo que faria, ao contrário das outras duas em que busquei recorde pessoal (e consegui). De qualquer jeito, o tempo obtido foi dentro do que esperava.
A viagem a Belo Horizonte é sempre excelente, ainda que, dessa vez tenha começado de forma complicada com a viagem (de carro) na sexta levando longas 9 horas, incluindo o tempo para limpar o carro e uma criança que passou mal no banco de trás e um engarrafamento monstro na saída do Rio de Janeiro causado pela curiosidade dos motoristas para ver um acidente com morte na outra pista da linha vermelha. Enfim...
Chegando lá, entretanto, fomos recebidos com tapete vermelho pela minha prima Daniela e sua filha Juliana, que nos deixaram até constrangidos com tanta gentileza. Há pessoas que tem o dom especial da doçura, Dani é uma dessas pessoas. Não tenho palavras para agradecer o que fizeram por nós.
No sábado fomos, logo pela manhã, buscar o kit. A feira este ano estava pior que a do ano passado, quando havia uma loja da Adidas muito boa. O local de retirada foi também, novamente, na Pampulha, que é afastada do centro, mas tudo bem. O kit foi do mesmo nível. A camisa era ótima mas pecava em que o símbolo da prova, a famosa igrejinha da Pampulha, fosse praticamente do mesmo tamanho do logo dos patrocinadores. Não chegava a ser um outdoor ambulante como a do ano passado, mas ficaria muito mais bonita fosse o símbolo da prova bem maior. O tecido era de ótima qualidade.
Da Pampulha seguimos para Betim, para o Parque Vale Verde, onde todos nos divertimos bastante. Ali apreciaria pela primeira vez duas iguarias que nem imaginaria: larva de besouro e barata. Sim, barata, e não era das menores, claro totalmente limpa e desidratada. Ao que parece eles estão com um projeto de criar insetos comestíveis e eu fui uma das cobaias. Legal que meu filho mais novo, de 2 anos, gostou tanto que chorou quando acabou, pois queria mais. Eu comi apenas uma, para não ter nenhum problema na prova do dia seguinte he he. Achei o parque sensacional. Depois ainda passaríamos por uma feira de moda em Contagem, onde meu cunhado participaria com sua marca (Forester) e minha tia trabalhando. Pessoas que tínhamos que visitar porque gostamos demais.
Chegando na casa de minha prima sequer havíamos almoçado, ainda que já fosse próximo das 19h. Deixei todos ali, ainda que com o coração apertado, e parti para o jantar de massas Baleias. Mais uma vez tudo foi ótimo. Adorei a comida, o restaurante fechado para nós (!) e a oportunidade de encontrar a todos mais uma vez. Conversamos animadamente e voltei para a casa de minha prima.
Fui para a prova seguindo o carro do amigo Marcelinho, a quem muito agradeço a ajuda. Miguel, a quem também agradeço publicamente, organizou tudo. O pré-prova foi aquela correria de sempre para deixar as coisas no guarda-volumes, ir ao banheiro e tirar a famosa foto Baleias, que abrirá o blog da equipe por um ano.
As 9:00h foi dada a largada. Tentei me posicionar no meu lugar de largada, no pace aproximado, já ajustado ao forte calor, de 5'30"/k. Mais uma vez, entretanto, tive a impressão que 80% das pessoas que estavam a minha frente correriam mais lentamente que eu, e não tinham porque estarem ali na frente. Não sei porque ainda me surpreendo com isso. Os organizadores colocam umas placas com pace ao lado, mas o povo solenemente ignora. Ano que vem só tenho uma saída, tentar largar bem mais na frente.
Após a largada, há uma forte descida e eu queria "sentar a bota" para ganhar algum tempo. Era muito difícil, entretanto, dada a quantidade de gente na minha frente. Fiz ultrapassagens por canteiros gramados, lugares esburacados, enfim, basicamente corri em zig-zag pelos primeiros 5k. Meu ritmo nesse início ficaria em 5'25"/k e resolvi que era uma boa média para tentar manter. Tentei acompanhar o amigo baleias Toledo, que disse que teria um pace parecido com o meu, mas ele começou bem mais rápido e acabou disparando na frente.
Ao contrário do ano passado, então, fiz a prova sozinho desde o início. Era, mesmo assim, bom estar ali, ainda que um pouco sofrido pelo calor, com o qual não me dou muito bem. Para não cometer a indelicadeza de esquecer alguém, digo apenas que encontrei vários amigos ao caminho, começando pela sorridente Lana. Trocava uma palavra ou duas com cada um. Os postos de hidratação eram muitos e suficientes, e percebi que as últimos bancadas estavam sempre com a água gelada, pois a maioria das pessoas tende a pegar a primeira garrafinha que aparece, normalmente quente. Dessa vez a minha alimentação foi perfeita, não inventei e deu tudo certo. Café da manhã normal (uma sanduíche e uma banana), uma paçoca na hora da largada, depois um gel com 1h de prova e uma paçoca próxima ao final que a fome ameaçou chegar.
Consegui manter um ritmo próximo ao constante, sem muito sofrimento mas também sem muita folga. Sabia a pirambeira que me aguardaria ao fim da prova. Afinal, tudo que desce, sobe he he. Próximo a ela encontrei novamente o amigo Toledo que chegou quase junto comigo. Analisando depois, pelo garmim, descobri que a ladeira ao final teve 520 metros, com uma inclinação média de 6,7%! Fiquei feliz de conseguir corrê-la por inteiro, sem andar, ainda que tenha sido um trote bem leve. O tempo final, de 1h46'08" foi bem aceitável, dado o calor, a quantidade de ultrapassagens e a ladeira ao final. O pace médio pelo garmin ficou em 5'31"/k (ou 5'41" considerando a distância oficial da prova), enquanto na meia da Athenas havia sido 5'11", mas em condições muito melhores. A quantidade de gente fez correr 560 metros a mais do que a distância oficial, enquanto na Athenas a distância do GPS ficou idêntica à oficial da prova.
Não pude comparecer ao churrasco pós-prova, pois já havia combinado um almoço atrasado de comemoração do meu aniversário com os parentes. Almoçamos no restaurante BoiVaca, em Buritis, onde, além da comida excelete, ainda havia brinquedos para os pequenos. Foi tudo maravilhoso. A volta para casa foi bem mais tranquila, ainda que tenhamos pego um temporal na estrada. Ano que vem voltamos com certeza!
As outras haviam sido a meia-maratona do Circuito Athenas, em outubro, e os 10k da Corrida Pan-Americana, em novembro. Como eu procuro treinar para cada prova, uma por mês para mim já é bastante. A questão é que cada uma exige uma semana de polimento antes, quando os treinos são mais fracos, e uma semana de descanso depois, quando novamente a ideia não é forçar demais. Assim, os treinos acabam ficando comprometidos. Das 3, entretanto, essa seria a que correria mais "solto", pois não estava preocupado com o tempo que faria, ao contrário das outras duas em que busquei recorde pessoal (e consegui). De qualquer jeito, o tempo obtido foi dentro do que esperava.
A viagem a Belo Horizonte é sempre excelente, ainda que, dessa vez tenha começado de forma complicada com a viagem (de carro) na sexta levando longas 9 horas, incluindo o tempo para limpar o carro e uma criança que passou mal no banco de trás e um engarrafamento monstro na saída do Rio de Janeiro causado pela curiosidade dos motoristas para ver um acidente com morte na outra pista da linha vermelha. Enfim...
Chegando lá, entretanto, fomos recebidos com tapete vermelho pela minha prima Daniela e sua filha Juliana, que nos deixaram até constrangidos com tanta gentileza. Há pessoas que tem o dom especial da doçura, Dani é uma dessas pessoas. Não tenho palavras para agradecer o que fizeram por nós.
No sábado fomos, logo pela manhã, buscar o kit. A feira este ano estava pior que a do ano passado, quando havia uma loja da Adidas muito boa. O local de retirada foi também, novamente, na Pampulha, que é afastada do centro, mas tudo bem. O kit foi do mesmo nível. A camisa era ótima mas pecava em que o símbolo da prova, a famosa igrejinha da Pampulha, fosse praticamente do mesmo tamanho do logo dos patrocinadores. Não chegava a ser um outdoor ambulante como a do ano passado, mas ficaria muito mais bonita fosse o símbolo da prova bem maior. O tecido era de ótima qualidade.
Da Pampulha seguimos para Betim, para o Parque Vale Verde, onde todos nos divertimos bastante. Ali apreciaria pela primeira vez duas iguarias que nem imaginaria: larva de besouro e barata. Sim, barata, e não era das menores, claro totalmente limpa e desidratada. Ao que parece eles estão com um projeto de criar insetos comestíveis e eu fui uma das cobaias. Legal que meu filho mais novo, de 2 anos, gostou tanto que chorou quando acabou, pois queria mais. Eu comi apenas uma, para não ter nenhum problema na prova do dia seguinte he he. Achei o parque sensacional. Depois ainda passaríamos por uma feira de moda em Contagem, onde meu cunhado participaria com sua marca (Forester) e minha tia trabalhando. Pessoas que tínhamos que visitar porque gostamos demais.
Chegando na casa de minha prima sequer havíamos almoçado, ainda que já fosse próximo das 19h. Deixei todos ali, ainda que com o coração apertado, e parti para o jantar de massas Baleias. Mais uma vez tudo foi ótimo. Adorei a comida, o restaurante fechado para nós (!) e a oportunidade de encontrar a todos mais uma vez. Conversamos animadamente e voltei para a casa de minha prima.
Fui para a prova seguindo o carro do amigo Marcelinho, a quem muito agradeço a ajuda. Miguel, a quem também agradeço publicamente, organizou tudo. O pré-prova foi aquela correria de sempre para deixar as coisas no guarda-volumes, ir ao banheiro e tirar a famosa foto Baleias, que abrirá o blog da equipe por um ano.
As 9:00h foi dada a largada. Tentei me posicionar no meu lugar de largada, no pace aproximado, já ajustado ao forte calor, de 5'30"/k. Mais uma vez, entretanto, tive a impressão que 80% das pessoas que estavam a minha frente correriam mais lentamente que eu, e não tinham porque estarem ali na frente. Não sei porque ainda me surpreendo com isso. Os organizadores colocam umas placas com pace ao lado, mas o povo solenemente ignora. Ano que vem só tenho uma saída, tentar largar bem mais na frente.
Após a largada, há uma forte descida e eu queria "sentar a bota" para ganhar algum tempo. Era muito difícil, entretanto, dada a quantidade de gente na minha frente. Fiz ultrapassagens por canteiros gramados, lugares esburacados, enfim, basicamente corri em zig-zag pelos primeiros 5k. Meu ritmo nesse início ficaria em 5'25"/k e resolvi que era uma boa média para tentar manter. Tentei acompanhar o amigo baleias Toledo, que disse que teria um pace parecido com o meu, mas ele começou bem mais rápido e acabou disparando na frente.
Ao contrário do ano passado, então, fiz a prova sozinho desde o início. Era, mesmo assim, bom estar ali, ainda que um pouco sofrido pelo calor, com o qual não me dou muito bem. Para não cometer a indelicadeza de esquecer alguém, digo apenas que encontrei vários amigos ao caminho, começando pela sorridente Lana. Trocava uma palavra ou duas com cada um. Os postos de hidratação eram muitos e suficientes, e percebi que as últimos bancadas estavam sempre com a água gelada, pois a maioria das pessoas tende a pegar a primeira garrafinha que aparece, normalmente quente. Dessa vez a minha alimentação foi perfeita, não inventei e deu tudo certo. Café da manhã normal (uma sanduíche e uma banana), uma paçoca na hora da largada, depois um gel com 1h de prova e uma paçoca próxima ao final que a fome ameaçou chegar.
Consegui manter um ritmo próximo ao constante, sem muito sofrimento mas também sem muita folga. Sabia a pirambeira que me aguardaria ao fim da prova. Afinal, tudo que desce, sobe he he. Próximo a ela encontrei novamente o amigo Toledo que chegou quase junto comigo. Analisando depois, pelo garmim, descobri que a ladeira ao final teve 520 metros, com uma inclinação média de 6,7%! Fiquei feliz de conseguir corrê-la por inteiro, sem andar, ainda que tenha sido um trote bem leve. O tempo final, de 1h46'08" foi bem aceitável, dado o calor, a quantidade de ultrapassagens e a ladeira ao final. O pace médio pelo garmin ficou em 5'31"/k (ou 5'41" considerando a distância oficial da prova), enquanto na meia da Athenas havia sido 5'11", mas em condições muito melhores. A quantidade de gente fez correr 560 metros a mais do que a distância oficial, enquanto na Athenas a distância do GPS ficou idêntica à oficial da prova.
Não pude comparecer ao churrasco pós-prova, pois já havia combinado um almoço atrasado de comemoração do meu aniversário com os parentes. Almoçamos no restaurante BoiVaca, em Buritis, onde, além da comida excelete, ainda havia brinquedos para os pequenos. Foi tudo maravilhoso. A volta para casa foi bem mais tranquila, ainda que tenhamos pego um temporal na estrada. Ano que vem voltamos com certeza!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Longão na Costa do Sauípe
Uma semaninha de férias, Costa do Sauípe, Bahia, é onde eu fui. Era a penúltima semana de treinos para a Pampulha. Durante a semana havia feito um treino de ritmo, com 4 trechos de 3k, outro de tiros (12 de 30' com 30' de recuperação) e outro de ritmo no estilo ironguides (cerca de 45x 200m por 20' de descanso). Estes treinos foram suficientes para ver que o sol aqui não brinca em serviço, não. Por isso parte deles foi feita em esteira.
O longão foi programado para começar às 5:00h da manhã na areia da praia, que é totalmente selvagem. Só o mar, a areia e coqueiros, em uma área de reserva. Queria ver o nascer do sol. Programei correr por 50 minutos na areia mais dura, indo e voltando descalço. Depois faria uma pausa rápida no hotel para calçar o tênis e me hidratar e correr mais 50' na ciclovia do resort. O ritmo não podia ser muito lento.
O fato é que o sol tinha acabado de nascer quando cheguei. Ele meio que me deu bom dia, eu respondi e pedi licença para fazer meu treino. De fato, no começo, foi o paraíso. A maré estava bem baixa e é claro que não tinha praticamente ninguém na praia. A onda do mar passava e deixava aquele espelho na areia que refletia o céu azul com algumas poucas nuvens. Meus pés deixavam as primeiras pegadas do dia. Era libertador correr ali naquela hora.
Ao final da praia via coqueiros e uma incerteza sobre o que me esperava depois da curva. Como é bom conhecer um lugar novo... de fato, após a curva era outra praia selvagem paradisíaca que me esperava.
Com vinte e cinco minutos era hora de voltar... que pena. Mas ainda tenho medo de fazer um longão inteiro descalço, ainda mais sem hidratação. Ao chegar para a pausa, uma surpresa. Haviam pegado minha garrafinha de água de coco e o copo de água, e deixado apenas o tênis, sobre o qual eu havia deixado um bilhete pedindo que deixassem tudo ali. Paciência. Bebi água do chuveiro da piscina e resolvi continuar na praia. Estava quente demais, ainda que antes das 6:00h (!) e a praia estava ótima para correr com aquela maré baixa.
No terceiro trecho de 25 minutos foi que realmente as coisas ficaram difíceis por causa do calor. Sentia a poesia e a beleza plástica do lugar diminuirem na minha mente e darem espaço a alegria do sofrimento, que existe e é mais forte depois que paramos. Não havia uma brisa sequer para balançar os coqueiros e eu não quis mergulhar, até por causa dos tênis. Sofri um pouco.
No último trecho a corrida voltou a ficar melhor, pois sentia uma leve brisa ao meu encontro. Era pouco, mas suficiente para dar algum alívio. Como damos valor as pequenas coisas quando tudo está difícil...
Ao final consegui cumprir o planejado. Foram creio que 17k em 1h40' pela areia da praia em um lugar paradisíaco...
Que venha a Pampulha, que esse ano eu me vingo dela!
O longão foi programado para começar às 5:00h da manhã na areia da praia, que é totalmente selvagem. Só o mar, a areia e coqueiros, em uma área de reserva. Queria ver o nascer do sol. Programei correr por 50 minutos na areia mais dura, indo e voltando descalço. Depois faria uma pausa rápida no hotel para calçar o tênis e me hidratar e correr mais 50' na ciclovia do resort. O ritmo não podia ser muito lento.
O fato é que o sol tinha acabado de nascer quando cheguei. Ele meio que me deu bom dia, eu respondi e pedi licença para fazer meu treino. De fato, no começo, foi o paraíso. A maré estava bem baixa e é claro que não tinha praticamente ninguém na praia. A onda do mar passava e deixava aquele espelho na areia que refletia o céu azul com algumas poucas nuvens. Meus pés deixavam as primeiras pegadas do dia. Era libertador correr ali naquela hora.
Ao final da praia via coqueiros e uma incerteza sobre o que me esperava depois da curva. Como é bom conhecer um lugar novo... de fato, após a curva era outra praia selvagem paradisíaca que me esperava.
Com vinte e cinco minutos era hora de voltar... que pena. Mas ainda tenho medo de fazer um longão inteiro descalço, ainda mais sem hidratação. Ao chegar para a pausa, uma surpresa. Haviam pegado minha garrafinha de água de coco e o copo de água, e deixado apenas o tênis, sobre o qual eu havia deixado um bilhete pedindo que deixassem tudo ali. Paciência. Bebi água do chuveiro da piscina e resolvi continuar na praia. Estava quente demais, ainda que antes das 6:00h (!) e a praia estava ótima para correr com aquela maré baixa.
No terceiro trecho de 25 minutos foi que realmente as coisas ficaram difíceis por causa do calor. Sentia a poesia e a beleza plástica do lugar diminuirem na minha mente e darem espaço a alegria do sofrimento, que existe e é mais forte depois que paramos. Não havia uma brisa sequer para balançar os coqueiros e eu não quis mergulhar, até por causa dos tênis. Sofri um pouco.
No último trecho a corrida voltou a ficar melhor, pois sentia uma leve brisa ao meu encontro. Era pouco, mas suficiente para dar algum alívio. Como damos valor as pequenas coisas quando tudo está difícil...
Ao final consegui cumprir o planejado. Foram creio que 17k em 1h40' pela areia da praia em um lugar paradisíaco...
Que venha a Pampulha, que esse ano eu me vingo dela!
domingo, 11 de novembro de 2012
Relato de prova: Corrida Pan-Americana 10k
Amigos, consegui! Para fechar o ano de corridas mais sérias com chave de ouro, pela primeira vez consegui fazer uma prova de 10k abaixo de 50 minutos. Devido a isso, conquistei a meta do Desafio da Contra-Relógio e vou ganhar uma camiseta alusiva ao feito! bom demais! Fiz em 49'09".
A prova foi da Yescom, que é uma organizadora que não gosto muito, mas foi o que deu para encaixar no calendário para essa época do ano. Outra opção seria a Corrida das Estações Adidas de dezembro, mas essa é cheia demais e a chance de não conseguir manter o ritmo desejado seria grande. Alem disso, essa ficaria como o Plano B, caso não conseguisse cumprir o desafio nesta prova. A organização foi boa e foi uma bela festa.
Minha estratégia foi manter um pace de 5'/km até a metade da prova para depois, dependendo do fôlego e das pernas, ver o que fazer. Optei também por não perder tempo nos postos de água, pois a prova era curta e o calor não era tão forte e só peguei um copo em um dos postos, mais ou menos no meio da prova.
Consegui até um pouco de folga até a metade, fechando com média 4'57"/k. O problema é que essa folga era pequena, pois sei que normalmente o GPS dá uma distância maior que a da prova, o que é normal nesse tipo de equipamento. Por isso acelerei um pouco até o 9k, fazendo do 5 ao 9 com média de 4'51".
Tudo corria bem, até o quilômetro 9. Nesse momento, não vi a placa informativa, e achei que tinha passado despercebida. Para minha surpresa, entretanto, ela apareceu muito, mas muito a frente, com cerca de 9.4k pelo GPS. Aí me desesperei, pois pelo cronômetro, se aquela placa tivesse certa, eu teria que fazer o último quilômetro em 3'50" para ficar abaixo de 50', ou seja, virtualmente impossível. Ainda assim, resolvi fazer meu melhor e acelerar o que desse, pois a placa podia estar no lugar errado. De fato estava, pois, apesar de ter feito o último quilômetro em 4'24", meu quilômetro mais rápido em uma prova até hoje, cruzei a linha de chegada com 49'09", ou seja, ainda com quase 1 minuto de "folga".
Cruzei a linha de chegada realmente acabado pelo esforço do último quilômetro. No final acabou sendo bom o erro da placa, pois me motivou a acelerar bastante no final da prova.
Fiquei muito feliz em ter conseguido atingir as metas a que me propus nesse 2º semestre! Para quem tinha como meta para esse ano apenas correr sem sentir dor, acabou saindo melhor que a encomenda!
A última prova do ano é a Pampulha. Mas aí é festa!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Finalizando e analisando o desafio
Alguns pensamentos a mais sobre esse ciclo de preparação para a Meia-Maratona e a prova:
a) a musculação: Identifiquei que tinha uma grande fraqueza muscular. Isso, muito provavelmente era causa de muitas contusões. Assim, fui aumentando a quantidade de carga que consigo levantar em cada exercício e fiquei com músculos muito mais fortes. É impressionante como minha recuperação muscular melhorou e me sinto muito melhor após cada treino. A musculação teve papel essencial em tudo.
b) o peso: Aqui eu acho que houve um erro de estratégia meu que foi colocar a meta em termos de peso. Devia ter sido algo como % de gordura ou circunferência abdominal. Em um determinado momento creio que ganhei músculos que pesaram na medida. De qualquer jeito, cheguei na metade da meta, o que foi um grande avanço. Meu % de gordura está entre 16% a 18%. Acredito que reduzindo para 12% poderia ganhar ainda mais em performance.
c) o método: Segui o método do ironguides. Teve mais pontos positivos que negativos. Acho que ele é muito bom para ganhar resistência, e razoável para velocidade. Provavelmente para a maratona será uma boa, já que, principalmente para a primeira prova na distância, o primeiro fator é mais importante que o segundo.
d) a prova: Já citei no post anterior. Acho que a alimentação no dia foi um erro grave. Por outro lado, acho que a ingestão de carboidratos nos 3 dias anteriores foi muito acertada e pretendo repetir no futuro. Acredito que tenha sido um problema a época do ano para essa prova, mas no dia acabei dando sorte que o sol só "deu as caras" após a sua conclusão.
e) a distância: Descobri que gosto demais de meia-maratona. Os treinos são longos, mas bem administráveis dentro de uma rotina familiar e a prova não é tão curta. Confesso que já até cogito a possibilidade de fazer uma boa meia no meio do ano que vem e deixar para estrear na maratona só no fim do ano. Tenho que pensar melhor a respeito.
Agora minha meta final do ano é ser um sub-50 nos 10k, em prova que acontecerá em 3 semanas, dentro do desafio da Contra-Relógio. Depois é a festa de fim de ano na Pampulha... e vamo que vamo!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Relato de prova: Athenas 3ª etapa RJ: 21.1 km
![]() |
| a meta alcançada |
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| o plano inicial |
Quanto vale se preparar durante 13 semanas com um objetivo específico e conseguir seu melhor? Quanto vale controlar a alimentação durante esse tempo? Quanto vale acordar às 5:30h, sendo que poderia acordar às 7:00h, religiosamente, de segunda a sexta? Quanto vale acordar no sábado às 6:00h? Quanto vale ir dormir cedo, mesmo no dia daquele jogo de futebol do seu time que não daria para perder? Quanto vale sentir que vai morrer nos treinos de tiro? Quanto vale, por duas vezes na semana, acordar cedo só para fazer musculação? Quanto vale congelar seus pés no gelo inúmeras vezes para tratar um dedo dolorido? Ao longo dessa semana tentarei ir buscando as respostas, que começam hoje com esse post.
Na semana havia feito apenas dois treinos leves, já que esta última semana é de polimento, não é o momento de melhorar nada. Pela primeira vez chegava na prova como deveria. Com exceção de 3 dias parados por causa de uma pequena contusão no dedo, havia seguido tudo que estava indicado na planilha.
Fiz uma dieta de carboidratos nos 3 dias anteriores à prova, depois que li que não devíamos comer mais calorias do que estávamos acostumados, apenas garantir que a fonte principal delas, nesses dias que antecedem a competição, seria o carboidrato, ao invés da proteína ou da gordura. Aí, para mim, a teoria fez sentido. Sempre li que devíamos comer carboidratos, mas aí o que eu via as pessoas fazendo era se encher de massa, ganhando peso antes da prova. Aí não fazia sentido. Com essa nova leitura resolvi seguir a recomendação.
Tinha dúvidas. Não sabia o que daria para fazer na prova. A previsão era de sol a pino, com temperatura chegando aos 34º. Outra coisa foi que os treinos do IronGuides me deixaram um pouco confusos, pois eles fogem do comum, e acabaram me deixando meio que sem parâmetro para saber o ritmo que daria para imprimir. Na véspera achava que se conseguisse repetir 1h54' que havia conseguido em treino, já estaria muito bom.
As coisas começaram difíceis no dia da prova. Acabei me alimentando demais antes e ainda comendo um torrone segundos antes da largada. Erro grave. Nunca faça nada na prova que não foi praticado em treinos antes. Sabia disso, mas fui teimoso e paguei caro pelo erro.
Fui para a prova com meu amigo Borges e antes da largada, encontrei meus amigos André, Elis e Guilherme (da academia), que passaram aquela energia positiva. Dessa vez, entretanto, fiz a prova sozinho.
Coloquei o GPS para completar a prova em 1h52', o que dava um pace em torno de 5'15". Comecei a prova, entretanto, e logo vi que não estava bem. Toda aquela comida me deixava lento, e "conversava" com o torrone a toda hora. Tentei beber um pouco de água no primeiro posto, com cerca de 3 km, até para ver se melhorava, mas o efeito foi o inverso. Me sentia enjoado. Acabaria por fazer a prova inteira praticamente sem água, com exceção de um gole ou outro muito pequeno em alguns momentos, e sem comer nada. Tentava seguir mais ou menos o ritmo proposto, mas ficava um pouco atrás. O pior mesmo era aquela sensação ruim de uma digestão mal feita. Mas seguia. Completei os 5 primeiros quilômetros, onde havia a única ladeira da prova, com pace de 5'19"/k.
Por sorte o tempo estava bastante nublado, algo não previsto. Ainda que estivesse quente, e tenha aproveitado os postos para jogar água na cabeça, o calor era muito inferior ao que imaginava. Isso era muito bom e certamente teve uma parcela grande do sucesso na prova. Sem falar que, como não conseguia beber água, poderia ter tido um problema grave caso o calor fosse muito forte.
Outras coisas que ajudaram foram a ótima organização, bem como o número de corredores, inferior às outras meias. Por conta disso foi possível correr desde o início sem atrapalhar nem ser atrapalhado por ninguém. Outra coisa que consegui fazer muito bem foi tangenciar o percurso. Percebo como o pessoal se atrapalha com isso, poucos são os que fazem um percurso reto entre uma curva e outra. Dessa vez, por ter pouca gente, conseguia fazer um percurso quase perfeito. Por conta disso o GPS marcou 90 metros a menos na distância
Voltando à prova, o cenário não mudou muito até o quilômetro 10k, corrido na Perimetral e completei um pace acumulado de 5'22"/k até ali. Estava sofrido. Completei a metade em cerca de 56'10". Isso, se repetido na segunda metade, daria um tempo pouco acima da meta 1h52'. Como não conseguia comer nem beber nada, entretanto, temia não conseguir completar ou me arrastar ao final.
A partir daí , entretanto, comecei a experimentar uma ligeira melhora. Quando cheguei ao 15k vi que tinha bastante perna ainda e concluí que podia tirar um pouco do tempo que havia perdido.
Cheguei ao 16k e fazendo uma conta rápida vi que, se fizesse 5'/k a partir dali, talvez não só a meta seria possível, como poderia chegar abaixo de 1h50'. Essa passou a ser meu novo objetivo. Ainda que o desconforto gástrico continuasse, percebi que as pernas estavam ótimas, o que creditei, em parte aos carboidratos dos últimos dias além dos treinos, e fiz uma corrida de recuperação. Consegui completar os 5 últimos quilômetros em 4'58", 5'03", 5'00", 4'57" e 4'45". Cheguei bastante cansado do sprint final, mas consegui finalmente comer alguma coisa assim que cruzei a linha de chegada. A partir daí fui me recuperando. Meu ritmo total foi 5'11"/k, algo que nem em sonho eu imaginei ser possível.
Quanto à organização da prova, os pontos positivos foram todo o processo de inscrição, retirada dos kits e a organização no dia, com água gelada em todos os postos. De negativo, apenas o gatorade (que não tomei) em copo aberto.
Ao final encontrei minha amiga Elis e o Jorge Maratonista, bem como conheci outros corredores. Esse astral é bom demais.
Encontrei, também a família me esperando, o que é sempre especial! Agradeço especialmente a minha amada esposa pelo apoio nesse ciclo de preparação!
O tempo que consegui, de 1h49'20", foi 9 minutos abaixo do meu recorde anterior em prova, na Meia-Maratona do RJ do ano passado. Sensacional! Gostei demais de todo esse perído de preparação e de finalmente ter conseguido fazer uma meia-maratona mais condizente com meu potencial. Fiquei muito feliz com tudo!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
13 semanas depois
Finalmente neste domingo termina minha preparação e a bola rola para valer na Meia Maratona do Circuito Athenas.
Foram 13 semanas ótimas, onde melhorei muito como corredor e me preparei como devia. Há 2 semanas fiz meu melhor treino de longão, fechando a meia em 1h54', ou 4' abaixo do meu recorde. Tudo indicava que, na prova, forçando um pouco mais, algo entre 1h50' e 1h52' seria possível.
Eis, entretanto, que a previsão do tempo derrubou essa expectativa. Para domingo espera-se uma temperatura entre 19º e 34º, com sol a pino. Como a prova tem pouquíssima sombra, com quase metade ocorrendo no viaduto da perimetral, terei que rever meu plano. Decidirei o ritmo na hora, a se confirmar essa expectativa. Esse era um risco que corria, ao planejar a prova para essa época do ano. Não faz mal. Depois conto por aqui...
Foram 13 semanas ótimas, onde melhorei muito como corredor e me preparei como devia. Há 2 semanas fiz meu melhor treino de longão, fechando a meia em 1h54', ou 4' abaixo do meu recorde. Tudo indicava que, na prova, forçando um pouco mais, algo entre 1h50' e 1h52' seria possível.
Eis, entretanto, que a previsão do tempo derrubou essa expectativa. Para domingo espera-se uma temperatura entre 19º e 34º, com sol a pino. Como a prova tem pouquíssima sombra, com quase metade ocorrendo no viaduto da perimetral, terei que rever meu plano. Decidirei o ritmo na hora, a se confirmar essa expectativa. Esse era um risco que corria, ao planejar a prova para essa época do ano. Não faz mal. Depois conto por aqui...
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